Como abrir um negócio com pouco dinheiro? Saiba como a tecnologia pode ajudar

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O ano de 2020 foi um divisor de águas para grande parte dos setores econômicos, não só no Brasil, mas também no exterior. Frente a uma série de imposições que a pandemia trouxe, foi preciso se reinventar e até recorrer a novos desafios, como abrir um negócio com pouco dinheiro.

Nesse sentido, a tecnologia foi um elemento-chave durante a crise e continuará sendo uma impulsionadora de boas ideias, mesmo em tempos menos conturbados. Um bom exemplo é a conectividade, sem a qual a digitalização das companhias, bem como o trabalho remoto e as vendas online, não seriam possíveis.

Aliás, vale dizer que, se um dia os recursos digitais eram exclusividade das grandes marcas, atualmente vêm sendo popularizados. Trata-se de uma consequência natural da inovação tecnológica.

Dessa forma, empreendedores de pequenos e médios negócios também podem aplicar soluções que facilitam o dia a dia, como ferramentas de gestão e colaboração.

Em suma, o grande desafio para entender como abrir um negócio com pouco dinheiro hoje em dia está mais relacionado a escolhas: home-based ou escritório; online ou físico? 

Com essas decisões, é possível identificar as tecnologias mais adequadas e entender como cada uma ajudará o empreendedor a se destacar em meio aos concorrentes.

Para apoiar quem deseja seguir o caminho do empreendedorismo, preparamos esse artigo em que você verá:

  • Pandemia x empreendedorismo brasileiro
  • Plano digital de negócios é primeiro passo
  • Estruturando a ideia com a ajuda da conectividade e da nuvem
  • Destaque-se: há potencial nos dados

Pandemia x empreendedorismo brasileiro

Silhueta de uma mulher encarando sua sombra na parede
Tecnologia é o principal fator de resiliência para empresas e empreendedores durante a pandemia

É inegável que mudanças precisaram acontecer para garantir a continuidade dos negócios. Não por menos, de acordo com pesquisa da Edelman em parceria com a Microsoft, divulgada em janeiro de 2021, a adoção de tecnologias foi o principal caminho para as PMEs enfrentarem a pandemia.

O levantamento, feito entre setembro e outubro de 2020, trouxe dados esclarecedores sobre a atuação de empreendedores para contornar as principais dificuldades do momento. Aliás, esses são insights valiosos também para quem pensa em abrir um negócio com pouco dinheiro. 

No estudo, entre as tecnologias mais adotadas pelas organizações, estão os softwares para videochamadas (66%), a nuvem e os softwares de trabalho remoto (55%). Além disso, houve mudanças mais profundas na cultura da companhia:

  • 64% das médias empresas procuraram novos talentos com habilidades digitais ou voltados para tecnologia;
  • 68% dos negócios se sentem confiantes para reinventar seus objetivos e estratégias;
  • 38% das entrevistadas pretendem retornar ao local de trabalho físico;
  • 30% vão manter o trabalho à distância de maneira permanente.

Em outras palavras, há avanço, mas quem começa um negócio agora pode sair na frente de quem está passando pelas adaptações. Afinal, é possível montar uma estrutura que já seja baseada em tecnologias digitais e se destacar.

Mas como abrir um negócio com pouco dinheiro?

Independentemente da época escolhida para essa jornada, o caminho do empreendedorismo é bastante desafiador e exige criatividade. Principalmente em um contexto em que há uma vasta gama de produtos e serviços oferecidos na internet, com preços e qualidade variados. 

Assim, pode-se dizer que, sobretudo, destacar-se como a melhor opção é um constante desafio, atualmente.

Porém, há também algumas facilidades que não existiam anteriormente. Hoje, as soluções tecnológicas podem auxiliar desde o planejamento do negócio até a sua operação diária, permitindo realizar mais com menos. 

Semelhantemente, esses recursos tecnológicos podem ser ajustados ao tamanho e propósito da companhia, acompanhando a sua evolução e desenvolvimento.

É a conhecida ‘escalabilidade’, um conceito que se popularizou como o formato de venda do cloud computing, mas que já encontra adaptações e semelhanças em outras soluções digitais. 

No entanto, não basta adotar ferramentas sofisticadas e esperar a mágica acontecer. Há uma preparação necessária tanto para o empreendimento ter mais chances de sucesso, quanto para aproveitar as oportunidades disponíveis. 

Com isso, preparamos algumas dicas de como abrir um negócio com pouco dinheiro, aliando tecnologia, inovação e criatividade:

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Plano de negócios digital é primeiro passo

Antes de montar de fato o negócio desejado, é necessário se planejar. A princípio, é preciso colocar no papel o capital inicial, os conhecimentos do empreendedor e sócios, se houver, e planejar a forma como gostaria de operar. Dessa forma, tem início o Plano de Negócios (ou o desenho da estrutura necessária) para tornar realidade o sonho de abrir uma empresa com pouco dinheiro. 

E em qual área investir?

É comum querer empreender e não saber exatamente qual a melhor alternativa para isso. 

Comércios eletrônicos, microfranquias e serviços são algumas opções para quem quer começar sem muito investimento. Isso porque, geralmente,  esses modelos de negócio exigem um investimento inicial menor e permitem uma maior flexibilidade. 

Oferecendo um serviço de consultoria ou implementando em e-commerce, não há necessidade inicial de um escritório, o que significa corte de gastos com aluguel de imóvel extra.

Outro caminho é recorrer ao mercado de nichos, ou seja, que oferta produtos ou serviços a um público específico. Nesse sentido, um bom exemplo é uma loja de suplementos alimentares, que atrai pessoas com interesse em saúde e exercícios.

De olho no mercado

Não basta escolher um modelo interessante e não pesquisar o mercado, a demanda pelo seu produto ou serviço, e o que seus possíveis concorrentes estão oferecendo. 

Imagine abrir um café em uma rua que também é endereço de grandes cadeias como o Starbucks ou mesmo uma franquia nacional como o Rei do Mate. Analogamente, é melhor se estabelecer em um local onde o serviço oferecido esteja em falta e ainda exista demanda, como próximo a um novo centro comercial ou empresarial. 

Essa parte do planejamento é muito importante e pode ajudar o empreendedor a aproveitar melhor as oportunidades, ao invés de confrontar marcas já estabelecidas.

No final do dia, o importante é entender como você pode beneficiar o seu cliente ou quais problemas pode resolver, além de identificar onde seu negócio pode ser  melhor aplicado.

Definindo a base estrutural do negócio

Independentemente de ser virtual ou presencial, deve-se estabelecer o número mínimo de funcionários e quais os dispositivos necessários para entrar na ativa.

Aliás, a etapa de equipar a empresa ou loja é um dos pensamentos que costuma desanimar os empreendedores. O gasto inicial de aquisição de computadores, tablets ou mesmo impressoras é um investimento que pode até fazer com que o empreendedor desista.

Contudo, há formas de superar esse obstáculo, tais como a locação de dispositivos de microinformática. Na Vivo Empresas, essa solução é o Aluguel de Equipamentos, que disponibiliza a contratação de notebooks e outros aparelhos como serviço mensal, com direito a suporte técnico, seguro e atualizações de software periódicas.

Alternativas como essa auxiliam a diluir esse investimento como um custo operacional, além de garantir para a empresa máquinas com manutenção em dia. Por si só, isso também confere maior segurança à rede da companhia, já que as máquinas e suas aplicações estarão permanentemente atualizadas.

Por fim, vale lembrar que toda essa análise e investimento deve estar documentada no plano de negócios para facilitar a busca de investidores e parceiros.


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Estruturando a ideia com a ajuda da conectividade e da nuvem

Nos primeiros meses da pandemia, a busca por serviços de nuvem e conectividade aumentou exponencialmente, devido ao avanço da transformação digital. Em suma, isso aconteceu porque ambas as tecnologias são cruciais para manter operações funcionando, mesmo de maneira remota. 

Afinal, uma boa conexão ajuda na comunicação do time, facilita o monitoramento de processos em tempo real e simplifica o relacionamento com o cliente.

Em paralelo, vale ressaltar que negócios como os restaurantes, por exemplo, utilizam muito a comunicação online, inclusive adicionando equipamentos conectados via IoT

Exemplificando, os estabelecimentos podem disponibilizar o cardápio por WhatsApp para que os consumidores façam o pedido e o retirem no local. Já se for entrega ou delivery, é possível rastrear onde está o entregador e quanto tempo ele levou no trajeto.

O mesmo serve para o trabalho remoto. Em outubro de 2020, o Gartner apontou que as “Anywhere Operations”, uma expressão que denota a capacidade de operar independentemente da localidade, são uma tendência tecnológica e estratégica para os negócios. 

Em outras palavras, poder trabalhar remotamente é cada vez mais necessário. E tanto a conectividade quanto a nuvem tornam isso possível.

Digital x Presencial

Sobretudo, o custo-benefício da nuvem também chama a atenção do empreendedor. Aliás, podemos dizer que na missão de como abrir um negócio com pouco dinheiro, a cloud é peça chave.

Em primeiro lugar, há uma série de serviços que podem ser contratados por esse ambiente digital e substituem a aquisição de um software ou plataforma. Esses são os conhecidos Software as a Service (SaaS) e Platform as a Service (PaaS), que são pagos pelo uso ao invés de uma compra ou assinatura.

Somado a isso, uma grande vantagem é que os serviços em cloud computing passam por atualizações constantes que garantem um padrão de agilidade e desempenho. Em contrapartida, um ativo físico precisa de troca de componentes para manter a eficiência.

Isso também ocorre na questão de escalabilidade que, na nuvem, é feita a partir de cliques e somente se paga pelo uso. Enquanto um hardware, isto é, o equipamento, precisaria de peças adicionais.

Ferramentas de gestão e colaboração facilitam o dia a dia do negócio

É impossível falar de nuvem e não ressaltar como as ferramentas de colaboração e gestão contribuem no dia a dia. Na realidade, elas se destacaram na pandemia, mas são tão indispensáveis no home office, quanto no escritório.

O Microsoft 365, por exemplo, ajuda a manter a equipe integrada com softwares de videoconferência, além de fornecer um local para armazenamento e compartilhamento de documentos. 

Para gestão, a solução também oferece programas que dão ao gestor uma visão geral do que acontece na companhia, com prazos e metas.

Além dessa, serviços como o Vivo Plataforma Digital também auxiliam na visibilidade de consumo e faturas dos ambientes digitais.

Destaque-se: há potencial nos dados

Pessoa digitando em laptop vista de cima
Recursos digitais apoiam empreendedores independentemente do porte ou natureza da operação empresarial

Além das tecnologias que estruturam o trabalho, seja ele baseado em casa, em uma loja ou escritório, há tendências que beneficiam o negócio. Hoje em dia, é comum ouvir notícias e debates sobre a importância dos dados. 

Apesar disso, muitas PMEs ainda não coletam e analisam informações das suas operações ou mesmo do mercado em que atuam. Para exemplificar, segundo a pesquisa da Edelman, citada anteriormente,  somente 3% dessas companhias pretendem investir em Big Data.

Mas o que se perde com isso?

Os dispositivos conectados via IoT estão cada vez mais presentes dentro de casa, nas empresas e no comércio. Todos esses equipamentos podem, potencialmente, captar informações sobre hábitos de consumo, rotas preferidas, entre outras. Essas, por sua vez, se analisadas por soluções como as de Big Data, transformam-se em conhecimento do público e do mercado. 

Inclusive, quando mencionamos o planejamento inicial de como abrir um negócio com pouco dinheiro, uma parte fundamental eram essas pesquisas.

Na prática,  significa saber o que seus clientes têm como interesse, quais suas preferências e, assim, redirecionar o negócio para onde há maior probabilidade de lucro. 

Isso porque a análise torna possível a tomada de decisões embasadas em informações da realidade e pode ser o diferencial para lançar novos produtos e serviços certeiros. 

Esses tipos de insights já são utilizados em streamings de vídeo e música para recomendar conteúdos similares ao gosto do usuário, por exemplo. Como resultado, tais plataformas seguem crescendo e atraindo mais clientes para sua base.

Ao contrário do que muitos pensam, dar importância aos dados não é uma particularidade de grandes companhias. Sendo assim, os pequenos e médios negócios que conseguirem utilizar esse tipo de inteligência tem muito a ganhar em qualquer segmento do mercado.

Mais dados exige mais segurança

Por fim, com dados sobre o negócio e até o registro de clientes armazenados, cuidar da proteção digital também se torna uma maneira de resguardar investimentos. Principalmente quando se analisa o volume de crimes virtuais e o prejuízo que vêm causando a empresas e pessoas físicas. 

Segundo o Panorama de Ameaças 2021, publicado em agosto de 2021, cerca de 1.395 tentativas de ataques cibernéticos acontecem em apenas um minuto no Brasil. E essas ações mal-intencionadas não estão focadas apenas em multinacionais ou grandes nomes do mercado. 

Basicamente, quando há exposição digital, há riscos. E, por isso, é preciso se preparar, contratando soluções de segurança da informação e mantendo boas práticas de uso da internet.


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Conclusão

O Brasil é um país de empreendedores e, apesar dos desafios, a pandemia não mudou isso. 

Só para ilustrar, segundo o Ministério da Economia, o ano de 2020 terminou com um saldo positivo de 2,3 milhões de empresas abertas. Ou seja, mesmo frente a uma das maiores crises dos últimos tempos, muitas companhias começaram e sustentaram suas operações.

Hoje, é viável abrir um negócio com pouco dinheiro, principalmente com os recursos digitais disponíveis para PMEs

A computação em nuvem, a conectividade, a Internet das Coisas (IoT) e o Big Data já podem ser adaptados para implementação rápida e alinhada ao orçamento da companhia. 

Aliás, quem começa hoje tem a oportunidade de já ter, de forma nativa em sua estrutura, esses importantes impulsionadores da transformação digital.

E a Vivo Empresas, por sua vez, é a parceira tecnológica ideal dos empreendedores nessa jornada. Para isso, trabalha constantemente no desenvolvimento de soluções escaláveis e flexíveis, aplicáveis a negócios de diferentes segmentos e tamanhos. 

Para complementar, há ainda outros exemplos de como as soluções tecnológicas auxiliam na sustentação dos negócios, assim como as tendências para os próximos meses:

Até a próxima!

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