Tecnologia no setor financeiro: um caminho para a inovação e segurança de dados

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Já há alguns anos, a tecnologia no setor financeiro vem simplificando e agilizando processos para transformar o dia a dia dos profissionais e consumidores. 

Com o avanço dos sistemas bancários, muitos dos pagamentos feitos em cheque já  acontecem com um simples toque no celular. Ao mesmo tempo, para abrir novas contas, uma verificação de identidade poderia demorar dias, enquanto atualmente é realizada de forma segura em poucas horas.

É nesse cenário, inclusive, que aparecem novos players do segmento, como os bancos digitais e as startups financeiras, conhecidas como fintechs

Por outro lado, facilitar procedimentos também pode abrir portas para problemas. Afinal, os ciberataques têm aumentado em intensidade, volume e complexidade, ficando ainda mais difíceis de detectar.

Com isso, além das habituais dificuldades com as quais as instituições já lidavam, novas questões aparecem. Tais como a própria usabilidade de plataformas e aplicativos e o equilíbrio entre segurança e experiência do usuário. 

Sendo assim, é preciso entender como a tecnologia no setor financeiro pode ajudar na proteção ao mesmo passo em que leva à inovação. 

Neste artigo, você verá:

  • A evolução do setor financeiro no Brasil e no mundo
  • Estrutura de TI nas instituições bancárias está se modernizando 
  • Segurança através da tecnologia nos bancos
  • Desafios e oportunidades no futuro do setor financeiro

A evolução do setor financeiro no Brasil e no mundo

Digitalização dos bancos levou serviços variados para a tela de tablets e celulares

Desde a criação da primeira instituição bancária, o Banco di San Giorgio, em Gênova (1401), o setor está em constante evolução. No Brasil, a história começa com a fundação do Banco do Brasil em 1808, seguido pela Caixa Econômica Federal em 1861.

A partir daí, cerca de 50 anos atrás, foi lançado o primeiro cartão de crédito brasileiro e logo após, na década de 80, o caixa eletrônico. Ambos são elementos que se pensavam indispensáveis na relação entre instituições bancárias e consumidores e, apesar de ainda importantes, agora perdem espaço para outras opções.

A realidade é que, da década de 1990 até hoje, a modernização foi acelerada, principalmente devido à digitalização e o acesso à internet. Aliás, a conectividade é um elemento fundamental no novo cenário financeiro no país.

Carteiras digitais, pagamentos por aproximação e, ainda mais recente, o Pix, dependem dessa conexão e ficaram em destaque durante a pandemia, em razão do distanciamento social.

Como exemplo, o meio instantâneo de pagamentos, criado pelo Banco Central em novembro de 2020, já alcançou mais de 200 milhões de chaves registradas e R$787,2 bilhões movimentados.

Assim, pode-se dizer que a crise teve um papel essencial no desenvolvimento e evolução dos novos recursos. Porém, é preciso considerar que o uso de internet banking, ou mesmo do mobile banking, era uma tendência em ascensão inclusive antes desse período conturbado. 

Democratização dos serviços bancários

Vale ainda citar que, em termos de relação com o consumidor, uma das vantagens dessa digitalização é que ela pode popularizar os serviços bancários. 

Há um crescente interesse dos brasileiros em gerir suas próprias finanças e até mesmo em entrar para o mundo dos investimentos. 

Para ilustrar, segundo uma pesquisa do Instituto Locomotiva em parceria com a Xpeed, com resultados divulgados em novembro de 2020, 41% dos entrevistados afirmam que passaram a pesquisar mais sobre assuntos financeiros. 

Por sua vez, os bancos podem ajudar nas duas situações com serviços online em apps e plataformas.

Além disso, diferentemente do que pode parecer, também existe uma parcela da população que não possui conta em instituições bancárias. De acordo com uma pesquisa na América Latina realizada pelo Banco Mundial, aproximadamente 60% das pessoas apontam os custos como o principal fator.

Ou seja, uma vez que a tecnologia no setor financeiro torne seus serviços mais acessíveis, também será possível alcançar uma enorme parcela de novos consumidores.

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Modernizando a estrutura dos bancos de ponta a ponta

Além de reduzir custos para as instituições, digitalização do setor trouxe conveniências para clientes, como o fim das filas

Grande parte dos bancos tem como elemento central de sua estrutura os Data Centers, principalmente pela questão da segurança oferecida. Entretanto, atualmente, estes já estão também integrados a outros recursos que ajudam não apenas no armazenamento de informações, como na inteligência dos processos.

Para compor um ecossistema robusto e moderno, muitas instituições já se utilizam de dispositivos conectados com a Internet das Coisas e soluções de Big Data. 

A princípio, a IoT auxilia na coleta de dados, a partir de aparelhos como o relógio inteligente ou até o smartphone. Com essas informações capturadas e armazenadas em nuvem, chega o momento de analisá-las e cruzá-las com demais insumos. 

Portanto, pelo Big Data é possível conhecer melhor o consumidor e suas necessidades, podendo personalizar produtos e serviços oferecidos. A inovação pode ser usada até mesmo para customizar o atendimento via chatbots

Tecnologias no setor financeiro tais como as apresentadas se tornam ainda mais importantes quando o cenário atual é analisado. 

Com a entrada de bancos digitais, fintechs e a iminente chegada do Open Banking, o segmento ficará ainda mais competitivo. Como resultado, todos os recursos que possibilitam melhorar a experiência do cliente devem ganhar destaque.

Além disso, essas soluções inteligentes auxiliam também a trazer mais proteção para os processos bancários, como identificação de clientes e reconhecimento de fraudes. Aliás, esse é um dos desafios da atualidade para quem está se digitalizando: manter o equilíbrio entre protocolos de segurança e usabilidade.


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Open Banking: a próxima grande mudança do segmento

Uma das novidades de tecnologia no setor financeiro brasileiro prevista para 2021 é a implementação do Open Banking. A iniciativa faz parte da agenda do Banco Central para a modernização do sistema bancário e responde a uma necessidade sentida desde os anos 90.

De forma geral e simplificada, o Open Banking é uma forma de simplificar a portabilidade de dados entre bancos. Ou seja, se o cliente busca serviços em outras instituições, pode levar seu histórico de crédito consigo para garantir serviços e taxas ajustados à sua realidade. 

Já a parte técnica do processo envolve a padronização e integração dos sistemas do mercado financeiro. Em outras palavras, as instituições bancárias e fintechs deverão adotar um conjunto uniforme de tecnologias para facilitar o compartilhamento de dados entre si.

Primeiramente, o principal beneficiado é o consumidor, que poderá buscar as melhores condições e não ficará preso a um banco. Porém, essa mudança também movimentará o mercado financeiro, pois haverá uma corrida pela fidelidade do cliente.

Sendo assim, é esperado que essa inovação promova a concorrência e a criação de novos produtos e serviços a preços competitivos. A própria experiência em plataformas e aplicativos, bem como o atendimento precisarão ser aprimorados e repensados para maior sucesso no relacionamento entre banco e correntista.

Por fim, vale dizer que o Open Banking é uma tendência já estabelecida em países da Europa, sendo o Reino Unido o pioneiro do processo.


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Conectividade é alicerce para a inovação

Para suportar a rede de soluções tecnológicas e as tendências como Open Banking, um elemento crucial é a conectividade. Afinal, foi a partir dela que inovações, como o internet banking, começaram. 

Atualmente, essa conexão se torna ainda mais crucial. Isso acontece principalmente porque os gestores estão focando na cultura data-driven que se baseia em dados para a tomada de decisões. Tanto é que a conectividade é uma das prioridades de estrutura do negócio para 39% das companhias da América Latina, de acordo com a IDC.

Nesse sentido, dentre a tecnologia no setor financeiro, há recursos de Big Data e IoT que lidam essencialmente com essas informações. Estas dependem de uma transmissão de dados estável e veloz para poder captá-los e analisá-los em tempo hábil. 

Nos bancos, por exemplo, sem um acesso à internet de qualidade, processos de abertura de contas, análise de crédito e diversas outras transações seriam impactados. Ou seja, o resultado seria um sistema mais lento, de forma geral, atrapalhando o funcionamento da instituição e até a experiência do cliente.

Ainda vale notar que as conexões móveis ganham principal destaque no cenário presente, uma vez que o uso de celulares está se popularizando.

No Brasil, a telefonia móvel já é bastante popular, chegando a 242,1 milhões de acessos em abril de 2021, segundo dados da Anatel. Destes, 75,9% são feitos via tecnologia 4G, mas logo mudarão para a quinta geração que será ainda mais rápida e resiliente.

Esta novidade, por sua vez, não trará mudanças apenas para os consumidores, mas também modernizará todo o setor financeiro e outros segmentos da economia.


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Como atender o cliente pelo canal de sua preferência?

Entretanto, em meio a esse grande leque de opções é preciso entender as preferências do cliente para melhor atendê-lo. Principalmente, quando se considera que o mercado financeiro está ficando ainda mais competitivo com a entrada de bancos digitais e fintechs.

Uma das soluções que ajuda nessa missão é o Big Data. Por meio do uso dessa tecnologia nos bancos, é possível armazenar e analisar grandes quantidades de dados gerados na relação entre cliente e instituição financeira. 

Dessa forma, o atendimento pode ser personalizado para cada consumidor, baseado nas preferências deles. Em outras palavras, qualquer oferta de produtos pode ser mais certeira. Inclusive, já existem bancos utilizando a inovação para sugerir investimentos de acordo com o perfil do usuário.


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Segurança através da tecnologia no setor financeiro

O momento atual conta com uma junção de fatores que tornam crucial redobrar a atenção no quesito segurança, como:

  • uma maior exposição digital dos sistemas bancários, 
  • a adoção do trabalho remoto por grande parte das instituições;
  • o aprimoramento dos ciberataques.

Aliás, cerca de 27% dos ataques virtuais são focados em bancos ou no segmento de saúde, de acordo com pesquisa do VMware Carbon Black, divulgada em junho de 2020.

Como um dos desafios contínuos do setor financeiro é manter os dados de clientes e transações protegidos, já existe uma robusta estrutura para prevenir e identificar ameaças. Segundo dados da Febraban, já são investidos em segurança aproximadamente R$2 bilhões anualmente.

Sobretudo, diversas das tecnologias nos bancos podem ajudar nessa proteção e também na segurança dos processos bancários em si. Soluções de Big Data e IoT, por exemplo, são importantes no combate à falsidade ideológica, podendo até mesmo rastrear a localização do usuário. 

Enquanto a Inteligência Artificial e o Machine Learning conseguem detectar transações fraudulentas, a partir da análise de operações que poderiam passar despercebidos ao olho humano.

Por fim, há ainda o blockchain, que ficou mais conhecido pela sua relação com as criptomoedas. Essa tecnologia também inclui recursos contra falsificação, atuando na verificação de transações e até na identificação digital, aliada à biometria.


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Conclusão

Em conclusão, a tecnologia no setor financeiro sempre ajudou o sistema financeiro a estar um passo à frente em termos de atendimento e segurança. Agora, com a chegada do 5G, o avanço de IoT, Big Data, entre outras inovações, é possível fortalecer ainda mais as instituições financeiras.

Ao mesmo tempo, as inovações no próprio mercado de finanças, como o Open Banking, vem ao encontro dessa revolução tecnológica, modernizando ainda mais o setor. Entretanto, para que todas essas mudanças aconteçam da melhor forma e sirvam para trazer mais oportunidades de negócio, é necessário se preparar.

A Vivo Empresas está sempre atenta às movimentações e tendências do setor financeiro. Assim, conta com soluções de conectividade que podem ajudar nesse momento de adaptação às altas demandas de transmissão de dados. Os serviços de conexão de dados dedicados, por exemplo, ajudam tanto na segurança digital, como na produtividade do negócio.

Além disso, o portfólio também contempla a jornada em Nuvem, IoT e Big Data de bancos e outras instituições.

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Até a próxima!

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