Tecnologia nos bancos: como o 5G promete revolucionar o atendimento ao cliente

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O sistema financeiro, a fim de se preparar para os desafios atuais e futuros, precisa evoluir constantemente a tecnologia nos bancos. Afinal, armazenar e proteger grandes volumes de dados, bem como identificar fraudes e vulnerabilidades fazem parte das preocupações diárias nessa gestão. 

Contudo, atualmente, também entram em cena outros pontos importantes, como a mudança de hábitos do consumidor. Isso porque, se antes muitos buscavam o atendimento pessoal nas agências bancárias, agora tudo o que puder ser feito digitalmente ganha destaque. 

Nesse sentido, a melhoria de recursos, como os de conectividade, pode ser crucial para se destacar em um mercado altamente competitivo. A chegada da quinta geração de conexões móveis, por exemplo, que garante um acesso à internet mais estável, veloz e confiável, será a impulsionadora de grandes avanços. 

Aliás, já há uma amostra dessa inovação no Brasil. Em São Paulo, um grande banco de varejo anunciou recentemente a construção de uma agência física baseada no padrão 5G, disponibilizado em caráter experimental pela Vivo Empresas. 

Interessou? Então, siga na leitura desse artigo e confira também:

  • Tecnologia nos bancos: planejamento facilitou adaptação durante a crise
  • Serviços digitais e novos meios de pagamento trazem avanço ao mercado
  • Estrutura de TI nas instituições bancárias está se modernizando 
  • Segurança através da tecnologia nos bancos
  • A primeira agência bancária do Brasil com 5G
  • Desafios e oportunidades para o setor

Planejamento facilitou adaptação do setor durante a crise

tecnologia nos bancos
Graças ao investimento antecipado em soluções tecnológicas, setor bancário sofreu menos com os impactos da pandemia

Historicamente, o setor bancário brasileiro é um dos que mais se destaca na implementação de tecnologias para sustentar suas operações. E já há algum tempo, a tecnologia nos bancos vem sendo preparada para suportar e aprimorar os serviços digitais, que estão em alta globalmente. 

Segundo uma pesquisa realizada pela Deloitte ao longo de 2020 e 2019, os investimentos em inovação cresceram 48% em 2019, com um orçamento total de R$ 24,6 bilhões

Naquele ano, as transações realizadas via smartphone representavam 44% do total de operações no país. Já no período inicial de distanciamento social, os acessos ao sistema bancário via celular correspondiam a 67%. 

Ou seja, mais do que nunca, é necessário dedicar cada vez mais atenção ao desenvolvimento de  aplicativos seguros e intuitivos, bem como ao atendimento inteligente, para garantir a boa experiência do cliente e, consequentemente, a fidelidade.

Vale, ainda, destacar que o levantamento apontou a indústria bancária como a maior investidora privada em tecnologia. Aqui no Brasil, inclusive, esse setor é responsável por 14% de todo o capital aplicado em soluções tecnológicas.

Por fim, as expectativas é que esse montante aumente ainda mais, como mostra o estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo a publicação, os bancos devem chegar a gastar até R$ 30 bilhões em recursos digitais até 2022.

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Serviços digitais e novos meios de pagamento trazem avanço ao mercado

2020 foi um ano que demandou e acelerou grandes mudanças, principalmente no que se relaciona ao uso de tecnologias de atendimento. Isso não foi diferente para os bancos, que precisaram disponibilizar digitalmente a maioria de seus serviços para seguir atendendo em meio à pandemia.

Alguns recursos se destacaram em uso pelos brasileiros, tais como o mobile banking e o Pix, já mencionados acima. Além disso, há as carteiras digitais, também conhecidas como e-wallets. Essa facilidade já é utilizada por 61% das pessoas nas classes A, B e C, de acordo com a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC).

Nesse sentido, o relatório Visa Covid-19 Consumer Sentiment, publicado em outubro do ano passado, mostra que as novas modalidades de compra têm interessado muitos consumidores na América Latina e no Caribe. O pagamento por aproximação, por exemplo, foi utilizado por 48% dos entrevistados em dezembro de 2020, seja via cartão, carteira digital ou acessórios inteligentes. 

Em paralelo, 78% dos que participaram da pesquisa esperam não apenas continuar usando essas tecnologias, mas aguardam outras inovações. Estas, por sua vez, podem incluir desde lojas em redes sociais até biometria, criptomoedas, entre outros.

Aliás, existem marcas que já começaram a inovar nas transações sem contato. Só para exemplificar, a Cielo irá adotar o reconhecimento facial nas compras com cartões de crédito realizadas presencialmente. O objetivo da tecnologia é trazer mais segurança às operações, evitando fraudes. 

Estrutura de TI nas instituições bancárias está se modernizando

Muito da implementação de tecnologia nos bancos também está sendo feita no sentido de atualizar as estruturas de TI nessas instituições. 

Por muito tempo, o setor financeiro baseou seu ecossistema em Data Centers robustos. Hoje, embora esse ainda seja um elemento relevante no sistema tecnológico, há outras peças essenciais tanto em capacidade computacional, quanto em termos de agilidade e escalabilidade.

O primeiro aliado é a computação em nuvem, que oferece um ambiente digital flexível que pode ser ajustado rapidamente sob demanda. 

Para exemplificar a importância desse recurso, a IDC estima que os investimentos em nuvem pública devem atingir US$3 bilhões no Brasil até o final de 2021. Enquanto com as alternativas privadas serão US$614 milhões.

Além disso, um dos grandes benefícios desta tecnologia é que ter uma estrutura atualizada é muito menos custoso a partir de serviços em cloud. 

Outro componente importante que é também uma tendência é o Edge Computing. Segundo pesquisa do Gartner, uma em cada quatro empresas globais (25%) deve aperfeiçoar seus Data Centers em 2021 com a novidade.

Isso porque a “computação de borda”, como é chamada em português, permite que a análise de informações críticas seja feita localmente, isto é, sem precisar ser enviada a um servidor. Assim, ela não apenas torna o processo mais rápido, como ainda confere maior segurança.

Por fim, esses elementos compõem uma arquitetura multifacetada, que vem se tornando uma solução inteligente em um mundo cada vez mais exigente e data-driven


LEIA MAIS: Gartner aponta 7 elementos para elaborar uma boa estratégia de nuvem


5G trará revolução de tecnologia no setor financeiro

tecnologia nos bancos
Nova geração de conexões móveis deve refletir positivamente no ecossistema financeiro

A esse ponto, já deve estar claro que a tecnologia nos bancos depende intrinsecamente de soluções digitais, em especial da conectividade. Contudo, isso também significa que a chegada da quinta geração de conexão móvel, o 5G, irá trazer grandes mudanças para as instituições bancárias.

De maneira geral, é esperado que a nova tecnologia viabilize uma internet móvel de alta qualidade, ajudando em comunicações de missão crítica. Entretanto, é esperado que a nova geração de redes móveis eleve o patamar de outras soluções conectadas.

Tanto que, segundo as previsões estratégicas do IDC para 2021, o 5G vai, indiretamente, gerar US$ 2,7 bilhões de novos negócios no Brasil, envolvendo Inteligência Artificial, Realidade Aumentada e Virtual, IoT, cloud, segurança e Robótica. 

Primeira agência bancária com 5G do país conta com infraestrutura da Vivo Empresas

Conforme visto anteriormente, a quinta geração das redes móveis é um importante ativo para a modernização dos bancos. Afinal, uma vez que esse novo padrão se consolide, toda a troca online de informações será beneficiada, promovendo avanços, inclusive, no que tange às transações financeiras. 

Da mesma forma, a nova rede possibilitará o surgimento de inovações que não seriam viáveis atualmente. Assim, é de olho nesse potencial que o Itaú Unibanco, em parceria com a Vivo Empresas, acaba de inaugurar a primeira agência bancária do país com conectividade 5G

Instalada no Brooklin, bairro da zona sul da capital de São Paulo, a unidade foi escolhida por se situar numa região já contemplada com a infraestrutura necessária para o 5G, fornecida em caráter experimental pela Vivo Empresas

Demos um salto em tecnologia ao nos tornarmos o primeiro banco do País a ter uma agência física operando com a nova tecnologia, que proporcionará mais velocidade tanto para os nossos sistemas internos quanto para a conectividade dos clientes via Wi-Fi. Este avanço acelera nosso foco em unir a agilidade do ambiente digital com a conveniência do atendimento físico. Por isso, trabalharemos para que possamos expandir a novidade para outras unidades em todo o Brasil, tão logo esse tipo de conexão esteja disponível em mais localidades do País.

Fábio Napoli, diretor de TI do Itaú Unibanco.

Com a capacidade de transmitir cinco vezes mais dados que as redes móveis atuais – um salto, em números, de 120 Mbps para 600 Mbps – a velocidade de conexão é o principal atrativo do 5G.

Novas oportunidades de negócio

Na prática, porém, os benefícios se apresentam em múltiplas frentes, seja no acesso facilitado aos sistemas do banco, em mais rapidez para efetuar as transações ou, ainda, na garantia de disponibilidade dos serviços.

Isto porque, conforme complementa Napoli, os gargalos e interrupções atuais, em geral, se originam em falhas relacionadas ao cabeamento físico das redes.

Já para o setor financeiro como um todo, o novo padrão representará, ainda, a oportunidade de contar com o que há de mais moderno em conectividade móvel – o que, por si só, abrirá portas para modelos de negócios, produtos e serviços até então inéditos. 

A tecnologia 5G é fundamental para a digitalização no Brasil, com potencial de mudar significativamente a forma como vivemos e como as empresas fazem negócios. A rede 5G, em sua máxima potência, poderá entregar altíssimas velocidades de internet, latência ultrabaixa, maior confiabilidade e disponibilidade, além da capacidade para conectar massivamente um número significativo de dispositivos.

Débora Bortolasi, diretora de Operações Comerciais da Vivo Empresas. 

Desafios e oportunidades no futuro do setor 

Em conclusão, a aceleração do uso das tecnologias digitais nos bancos permite uma aproximação no relacionamento entre instituição e cliente, bem como aumenta etapas de proteção contra fraudes. 

Para os próximos anos, as oportunidades de inovação devem ser ainda maiores, com a chegada do 5G, que trará uma conexão mais rápida e estável.

A título de exemplo, dispositivos de IoT já utilizados hoje poderão atingir novos potenciais, com a maior taxa de transmissão de dados. O mesmo pode ser dito para os avanços em inteligência analítica, que entregarão insights mais precisos e, assim, beneficiarão a tomada de decisões.

Em contrapartida, golpes e ciberataques também irão se aprimorar e exigirão sistemas ainda mais inteligentes para reconhecê-los.

Ou seja, investir em tecnologia é imprescindível para quem deseja aproveitar as chances oferecidas atualmente ou, ainda, se preparar para os desafios que o futuro deve trazer.

Ciente dessa necessidade, a Vivo Empresas trabalha constantemente na ampliação e no aprimoramento de seu portfólio, de modo a oferecer opções completas em Cloud, Big Data, TI, IoT e toda a infraestrutura necessária para a modernização do setor bancário, incluindo alta Conectividade e Segurança.

Afinal, parte das responsabilidades de quem é líder no fornecimento de soluções digitais é ter a capacidade de implementá-las em diferentes contextos e escalas.

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Até a próxima!

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