Tendências para aumentar as vendas no varejo em 2022

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Com a velocidade das mudanças, é essencial acompanhar as tendências  – em especial, aquelas que estimulam as vendas no varejo. Muito embora seja um desafio que acompanha os empreendedores desde sempre, esse fenômeno se intensifica diante do fato de que muitos negócios ainda estão se recuperando dos impactos causados pela pandemia.

A realidade é que, desde março de 2020, houve muitas mudanças no comércio e até nos hábitos de consumo. 

Por sua vez, a digitalização acelerada trouxe para o e-commerce pessoas que nunca haviam comprado online e que, ao que tudo indica, continuarão utilizando canais digitais.

Sobretudo, é justamente nesse momento turbulento que é preciso recorrer à tecnologia para encontrar caminhos mais eficientes para vender.  

No entanto, isso não se limita a estar presente digitalmente, mas unir o melhor do on e do offline para compor boas ofertas, promover uma experiência integrada entre ambos os meios e otimizar a jornada de compra.

Nesse sentido, entender as preferências do consumidor e buscar um modo sustentável de negócio são elementos que já fazem parte da rotina. Por isso, é fundamental saber como utilizar os recursos disponíveis para se destacar em meio à alta concorrência. 

Quer saber como melhorar seus resultados? Neste artigo, você verá:

  • O novo cenário das vendas no varejo 
  • Físico ou online: brasileiros buscam o melhor negócio
  • Conheça o Phygital, a tendência que transcende a omnicanalidade
  • Experiência do consumidor é crucial para vendas no varejo
  • Gamificação e tecnologias imersivas atraem público mais jovem

O novo cenário das vendas no varejo

Vendas no varejo
Com reaquecimento do varejo presencial, segredo para mais vendas pode estar na união entre on e offline

Inegavelmente, as vendas no varejo são o reflexo das fortes transformações pelas quais o setor passou nos últimos anos. O surgimento de grandes redes com vastas seleções de produtos e condições quase imbatíveis, a digitalização e o fechamento temporário de estabelecimentos, mais recentemente, foram alguns dos desafios enfrentados. 

Nesse sentido, o estudo Future of Retail 2021, feito pela Euromonitor a pedido da Google e divulgado em outubro de 2020, traz bons insights sobre o panorama atual e os caminhos a seguir. 

Por um lado, temos a aceleração do comércio eletrônico nacional e internacional. Por outro, conforme a vacinação se expande e os casos de Covid-19 caem, há o reaquecimento do comércio físico.

Segundo o levantamento, antes da pandemia, cerca de 70% das vendas no comércio de bens e serviços partiam de estabelecimentos exclusivamente físicos. Já durante a crise, dois em cada 10 usuários conectados se aventuraram em sua primeira compra online. 

Quanto às expectativas, embora a digitalização esteja avançando, as lojas presenciais ainda manterão a liderança. Porém, a taxa provavelmente cairá para 58% até 2025. Enquanto isso, o e-commerce seguirá em ascensão, podendo crescer 42% nos próximos cinco anos. 

Em outras palavras, há espaço para ambos os mundos e, no final das contas, quem ganha é o consumidor, que terá mais opções para escolher. Contudo, a tendência estratégica é que físico e digital estejam cada vez mais entrelaçados – portanto, é preciso se planejar para essa realidade.

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Físico ou online: brasileiros buscam o melhor negócio

Atualmente, um dos dilemas dos empreendedores varejistas é entender onde concentrar seus esforços… será que é necessário atuar em ambos os ambientes físico e online? 

Em suma, é preciso entender objetivos, missão e recursos disponíveis para fazer as melhores escolhas. Mesmo porque não existe uma estratégia que funcione para todos os negócios.

Dito isso, também vale considerar o comportamento do público. Segundo os dados do Future of Retail 2021 apresentados no podcast Commerce Connections on Air, o consumidor está mais conectado e engajado. Para exemplificar, oito em cada 10 brasileiros afirmam gostar de comprar tanto no online quanto no offline. 

Nesse sentido, a tendência é chamada de ‘cliente zigue-zague’, ou seja, uma pessoa que alterna entre o comércio físico e o digital. Por sua vez, os atrativos que levam o consumidor a comprar em cada um dos ambientes é diferente. 

Nas lojas físicas há alguns benefícios, como poder ver, tocar e experimentar o produto, além de já sair do estabelecimento com a compra em mãos. No online, as vantagens são geralmente nas ofertas e na variedade. 

Apesar disso, de modo geral, sete em cada 10 brasileiros consideram o preço o principal fator a ser considerado no momento da aquisição. Em seguida, estão uma boa experiência de compra e a ampla diversidade de escolhas, o que faz com que modelos digitais, como o marketplace, se sobressaiam. 

No entanto, para as vendas no varejo, aproveitar o melhor dos dois mundos pode ser a melhor forma de se destacar. Hoje, tecnologias sustentadas pela conectividade garantem a oportunidade de combinar elementos digitais e físicos para oferecer uma experiência diferenciada – e até mesmo customizada. 

Conheça o Phygital, a tendência que transcende a omnicanalidade

Sabemos que o comércio presencial e o online têm bastante influência um sobre o outro. Assim como as pessoas geralmente pesquisam na internet antes de comprar um produto na loja física, há quem prefira testar algo no ponto de venda para adquiri-lo pela internet. 

Nesse sentido, para melhor atender aos clientes, é preciso estar presente em diversos canais, deixando a escolha para eles. Em outras palavras, a estratégia omnichannel ganhou tração nos últimos anos. 

Entretanto, o mercado já se encaminha para  um novo conceito: o phygital. Essa tendência transcende a omnicanalidade, não apenas disponibilizando atendimento físico e online, mas buscando a integração entre os ambientes. É uma forma de tornar a jornada de compra mais fluida e, assim, melhorar a experiência do consumidor. 

Só para ilustrar, segundo pesquisa da PwC, publicada em abril de 2021, o celular é o meio favorito dos brasileiros efetuarem suas compras pela internet. Somado a isso, 50% das vendas em lojas físicas são influenciadas pela internet. 

Esses dados comprovam como o varejo está interligado, independentemente do local, e reforçam a necessidade de pensar o comércio com uma visão 360º.


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Experiência do consumidor é crucial para vendas no varejo

Um consumidor satisfeito tem maior probabilidade de voltar a comprar na mesma loja, além de poder indicá-la para amigos e familiares. Essa máxima é verdadeira para as vendas no varejo, tanto no e-commerce quanto no comércio tradicional. Mas, afinal, o que deixa o cliente feliz?

Apesar de o grande decisor ser o preço, a experiência de compra no Brasil vem logo em seguida como um dos fatores determinantes na hora da decisão. Aliás, a pesquisa do Google sobre varejo, mencionada no início deste artigo, também traz informações importantes sobre isso, sendo que:

  • 87% dos consumidores compram em lugares que proporcionam experiências engajadoras;
  • 41% consideram que a possibilidade de falar com os vendedores a qualquer momento é ideal para uma experiência diferenciada.

Durante a pandemia, muitos bons exemplos apareceram e podem ser utilizados como inspiração para inovar. Como exemplo, a Netshoes utilizou a realidade aumentada para que o consumidor possa experimentar o tênis virtualmente. 

Aliás, esse tipo de tecnologia já era utilizada por marcas de tinta, para simular as cores nos ambientes da casa ou do escritório. Da mesma forma, muitas lojas físicas apostaram em espelhos inteligentes, tornando possível provar a roupa digitalmente, isto é, sem a necessidade de vestir as peças.

Nos estabelecimentos, outras funções de comunicação também se destacaram, como os totens de autoatendimento. Nesse cenário, a Vivo Empresas oferece o serviço Vivo Marketing Dinâmico, que ajuda no relacionamento com o cliente. 

A solução, baseada em Internet das Coisas (IoT), traz avisos, informações adicionais sobre produtos e até mesmo ofertas, por meio de telas alocadas nas lojas.

Além disso, segundo a pesquisa da KPMG de janeiro de 2020, a personalização é essencial para conquistar a fidelidade de um cliente em 70% dos mercados. Contudo, essa customização do atendimento depende de uma etapa muito importante: conhecer quem são os seus clientes e potenciais consumidores. 

Conhecer seu público é crucial

Parece simples, mas saber quem é o seu público real, quais são suas necessidades e preferências exige bastante trabalho. Além do mais, essa é uma tarefa contínua, pois há sempre novos consumidores chegando ou mesmo mudanças de hábitos.

Uma tendência que vem sendo uma grande aliada nesses casos é o Big Data, que nada mais é do que a análise de volumes massivos de dados que, como resultado, gera insights para direcionar o negócio de forma estratégica.

Como exemplo, um estabelecimento que utiliza equipamentos de IoT ou, ainda, soluções de conectividade, como o Vivo Social Wi-Fi, consegue captar dados sobre os clientes em tempo real. 

A partir dessas informações, é possível entender preferências de produtos, serviços, meios de pagamento e até horários de compra.  E assim, tirar conclusões para aumentar as vendas no varejo.

Há, ainda, soluções de Big Data que contam com bases de dados reais, permitindo expandir os estudos analíticos e comportamentais para tomada de decisão das empresas em suas iniciativas.

Vale ainda lembrar que essas tecnologias são ideais para trazer mais segurança para o varejo. Afinal, conhecendo o comportamento do cliente e os processos internos, a partir de soluções inteligentes e precisas, é mais fácil identificar possíveis fraudes, por exemplo. 

Gamificação e tecnologias imersivas atraem público mais jovem

Vendas no varejo
Para o público mais jovem, apenas estar presente em canais digitais não basta. 

As novas gerações já nasceram com acesso à internet, assim, pesquisas em smartphones e assistentes virtuais já estão ao seu dispor há muito tempo. Sobretudo, o primeiro contato com o consumo também é digitalizado e, sendo assim, apenas contar com um canal de vendas na internet não basta. É preciso inovar para conseguir, de fato, chamar a atenção desse público. 

Por isso, uma das tendências para aumentar as vendas no varejo voltadas para jovens é apostar em tecnologias imersivas. Nesse quesito, tanto a realidade aumentada quanto a virtual são bastante atrativas, trazendo à vida elementos de computação gráfica, ou, ainda, levando pessoas para um mundo inteiramente diferente do nosso.

Agora, a gamificação de diferentes processos também está em ascensão. Jogos interativos, quiz e pontuações por compra são alguns exemplos bastante difundidos. Paralelamente, há ainda o marketing e as vendas dentro de games free to play (gratuitos para jogar), como Candy Crush ou Fortnite. 


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O futuro das vendas no varejo é guiado pela tecnologia

Por fim, vemos que, se antes os negócios se direcionavam completamente para físico ou virtual, hoje, há muito mais benefício em unir o melhor dos dois mundos. 

Aproveitar os recursos digitais para personalizar ofertas, ter um relacionamento mais próximo com o cliente e trazer inovação para dentro dos estabelecimentos já é possível. 

O poder da conectividade e a flexibilidade da Cloud, permitindo armazenamento e compartilhamento simples de dados, são atributos essenciais a essa transformação do comércio. Mas o futuro requer que os empreendimentos sigam além, trazendo o novo para engajar o público onde quer que ele esteja. 

Experiências imersivas online ou nas lojas físicas, entregas via drones e gamificação: o futuro das vendas no varejo já está aqui e não há tempo a perder. 

Não por menos, de acordo com um estudo divulgado pela McKinsey & Company em abril de 2021, lojas habilitadas com tecnologia serão mais fáceis de operar e podem dobrar os lucros. Além disso, esse modelo deve garantir melhor experiência do consumidor e engajamento dos funcionários. 

Atenta a essa movimentação, a Vivo Empresas atua de ponta a ponta na digitalização para auxiliar nas vendas no varejo, inclusive com soluções especialmente pensadas para esse setor. Afinal, os desafios do futuro já começam a aparecer, e a adaptação é imperativa para seguir em frente.  

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Até a próxima!

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