Por que toda empresa precisa de uma estratégia de realidade aumentada?

Foto do autor

Conseguir intensificar o envolvimento emocional das pessoas com a marca ou produto é um dos grandes desafios para as empresas. Para ajudar na tarefa, há um recurso que vem sendo bastante usado é a realidade aumentada (RA). 

Essa tecnologia aprimora a experiência do cliente com o mundo real, adicionando elementos virtuais ao ambiente físico. Podem ser sons, imagens ou outros estímulos sensoriais capazes de ampliar o interesse e engajamento. 

A RA é uma tendência crescente. Trata-se de uma ferramenta poderosa na publicidade, educação, saúde, aplicativos de celular, games, comércio eletrônico, projetos arquitetônicos e mais. 

Quer entender como essa inovação pode ser útil para sua empresa? Continue lendo, pois, neste artigo, serão abordados os seguintes assuntos:

  • O que é realidade aumentada (RA)?
  • Como a tecnologia vem sendo utilizada?
  • Exemplos de RA aplicada aos negócios;
  • A diferença entre realidade aumentada e realidade virtual;
  • As vantagens de ações de marketing com RA;
  • As perspectivas para o futuro.

O que é realidade aumentada (RA)?

Pode-se definir a RA como uma tecnologia capaz de adicionar elementos virtuais, sejam imagens, sons, gráficos ou vídeos, ao mundo. Assim, é possível enxergar uma nova realidade, que traz o real e o digital funcionando juntos. 

Um dos exemplos mais citados para entender o tema é o jogo de celular Pokémon Go. O game, que virou febre em 2016, inseria personagens em um cenário verdadeiro, que podia ser a sala da casa do usuário, a cozinha, a rua ou um supermercado. Dessa forma, os jogadores poderiam encontrá-los e “capturá-los” usando o smartphone. 

A RA já havia aparecido em livros de ficção científica, mas, em 1992, ganhou um novo significado. Foi naquele ano que o engenheiro Thomas Caudell, ex-pesquisador da Boeing, cunhou o termo para designar o que estava desenvolvendo. Ele projetou um sistema para simplificar a maneira como os funcionários liam as instruções para montagem de fiação dos aviões. 

O primeiro passo foi dado e, a partir daí, não parou mais de evoluir. Com o barateamento dos sensores e a popularização dos celulares nos anos posteriores, essa tecnologia passou a ser usada nos mais diversos setores. 

Webinar | O que a transformação digital pode oferecer_V1

Como funciona a tecnologia de RA?

Para adicionar um conteúdo virtual ao mundo real, a RA adota recursos que misturam visão computacional, localização por GPS, além de mapeamento e rastreamento de profundidade. Isso acontece por meio de sensores capazes de calcular a distância até os objetos e as dimensões dos itens a serem adicionados. 

Dessa forma, com a ajuda de câmeras, os dados são coletados, armazenados e processados para criarem peças virtuais que façam sentido naquele contexto. 

Um exemplo bem simples são os filtros divertidos de aplicativos como o Snapchat. Nesse caso, o software reconhece o rosto do usuário e consegue posicionar elementos digitais nos lugares corretos. 

Com isso, desenhos 3D como máscaras ou orelhas de animais são inseridos e acompanham o movimento da cabeça. O processo vai se repetir toda vez que for posicionar a câmera do telefone no face mapeada anteriormente. 

Qual é a diferença entre realidade aumentada (RA) e realidade virtual (RV)?

De uma maneira geral, quando se fala em realidade aumentada quase sempre a virtual também é citada. Isso acontece porque as duas tecnologias são parecidas e é comum que sejam confundidas. No entanto, ao olhar mais de perto, é possível perceber as distinções. 

Como foi dito, a RA introduz elementos digitais à câmera do dispositivo móvel e gera a impressão de que aquilo faz parte do real. É importante notar que apenas são adicionados conteúdos holográficos perfeitamente distribuídos. 

Já a RV traz a sensação de imersão em um ambiente criado artificialmente. Para isso, é preciso óculos especiais, fones de ouvido e sensores de movimento. Tratam-se de ambientes completamente imersivos, onde o digital simula um mundo alternativo. 

Em resumo, as principais diferenças são:

  • A RA amplifica o cenário do mundo físico, e a RV cria ambientes virtuais novos e imersivos.
  • Na RA, precisa-se apenas de um smartphone, já na RV, são necessários dispositivos especiais.
  • Na RA, o mundo verdadeiro desempenha um papel fundamental. Na RV, ele é substituído por uma realidade fictícia. 

A RV vem sendo usada principalmente para jogos e simuladores. Possui mais recursos do que a RA, pois, se o mundo é fictício, tudo é possível. No entanto, os custos de produção e acesso são mais altos, já que necessita de equipamentos específicos. 

Como e onde a RA pode ser utilizada? 

Agora que já foi explicado o que é e como funciona, resta saber qual é a utilidade dessa tecnologia para o mercado empresarial. Sua aplicabilidade é variada, vai desde o varejo e arquitetura até a saúde e o turismo. A seguir, serão apresentados alguns exemplos. 

Educação

A relação entre realidade aumentada e educação tem tudo para dar certo. Afinal, uma das vantagens é tornar o ensino mais interessante e lúdico. Além disso, as experiências pedagógicas tendem a ser mais ricas quando há participação do aluno no processo. Em vez de ser mero expectador, ele interage com o conteúdo. 

Por exemplo, o aplicativo Dinosaur 4D+. permite que os alunos explorem hologramas de dinossauros em 3D e aprendam mais sobre esses animais. Já o Element 4D ajuda as crianças a aprenderem os elementos químicos com recursos visuais. Nos dois casos, há muita interatividade. 

Saúde

Estudantes de medicina também podem usar a RA para estudar melhor o corpo humano, com o auxílio de imagens holográficas e sobreposições. Os médicos dos hospitais Imperial College e St. Mary’s Hospital, em Londres, foram pioneiros na utilização de óculos HoloLens de RA, da Microsoft, durante cirurgias reconstrutivas em pacientes com ferimentos graves.

A tendência é que a RA seja usada cada vez mais na área médica. A demanda crescente por figuras 3D a fez ter um aumento sem precedentes, conforme concluiu uma pesquisa de mercado publicada pela Facts and Factors, em junho de 2022. 

Além disso, economias em desenvolvimento, como o Brasil, ganharam destaque no levantamento porque representam um enorme potencial de crescimento. Em especial devido à progressiva digitalização e disseminação de tecnologias como Internet das Coisas (IoT).

Turismo

O The Hub Hotel, do Premier Inn, é um resort britânico que usa a RA para inserir informações turísticas nas paredes do quarto. Assim, quando o hóspede aponta a câmera do celular para o papel de parede, consegue obter dicas relevantes sobre o que fazer na cidade. 

Segundo um estudo da GlobalData, publicado em março de 2022, o setor de hospedagens vai ser um dos propulsores do uso da inovação. Um dos exemplos é o Airbnb, plataforma de aluguel de temporada que vem usando a tecnologia para permitir que os usuários façam um tour por propriedades de interesse.

Para hotéis, essa visita dos quartos antes de chegar representa menos chances de cancelamentos e melhoria nas taxas de satisfação dos clientes. 

Varejo

Outro setor que tem tudo para se beneficiar é o varejo. Com a RA, o consumidor pode testar, por exemplo, se um sofá vai ficar bem na sua sala antes de comprar. Um aplicativo da Ikea permite que o comprador “apague” os móveis da sua casa e vá decorando os ambientes com produtos da loja. 

Já a empresa StyleDotMe criou o MirrAR, um software de RA para joalheiros. A tecnologia possibilita que os compradores vejam como as joias ficam no corpo sem ter que usá-las efetivamente . 

Segundo o Research and Markets, a taxa de crescimento anual de RA e RV no varejo deve ser de 24,8% ao ano, atingindo um valor estimado de US$ 17 milhões até 2028. A projeção foi feita em março de 2022, na ocasião do lançamento do estudo Virtual Reality and Augmented Reality in Retail Market Forecast to 2028 – COVID-19 Impact and Global Analysis

Arquitetura

Um dos objetivos da RA é simplificar a execução de tarefas complexas. Isso é uma enorme vantagem para arquitetos e engenheiros em projetos de construção. Essa tecnologia ajuda a visualizar, de forma mais precisa, todas as etapas da obra. Isso por meio de uma combinação de RA, 3D e hologramas.

Um exemplo é o aplicativo AR Sketchwalk, que permite aos construtores fazerem esboços realistas e interativos para os clientes. Munido apenas de um celular, o usuário posiciona o projeto no espaço e pode ver o resultado.

Ações de marketing com RA engajam mais

Talvez um dos grandes trunfos do uso dessa inovação esteja nas ações de marketing. Afinal, são uma forma excelente de aumentar a interação do público com a empresa, usando o smartphone. Isso não se refere ao uso da tecnologia para ampliar as vendas de maneira direta, mas de como esses mecanismos podem melhorar a imagem da marca. 

Isso porque criar uma peça bem sucedida envolvendo RA sempre tem repercussão positiva na mídia. Além disso, desperta, nos consumidores, a curiosidade e a vontade de testá-la. E, por fim, gera memórias vindas da imersão. 

Um exemplo foi a campanha do Uber, em Zurique, que adicionou elementos de aventura virtual à principal estação da cidade. Ao usar a RA para proporcionar experiências aos usuários, a companhia conquistou milhões de visualizações e comentários nas redes sociais e no Youtube. 

Outro case de sucesso é da fabricante de cosméticos Maybelline. A empresa testou, em algumas lojas de Nova York, um aplicativo que permitia experimentar cerca de 40 cores de esmaltes nas unhas somente utilizando o smartphone. Os clientes podiam compartilhar as imagens captadas em canais como Facebook, Twitter ou Pinterest. 

5G deve impulsionar crescimento entre empresas

A RA gera inúmeras possibilidades para empresas de diversos setores; por isso, quem precisa se diferenciar da concorrência, incrementar os processos internos e consolidar a marca deve prestar atenção em tudo que essa tecnologia pode oferecer. E as previsões futuras indicam otimismo para o setor.

Segundo projeção da Fortune Business Insights, de junho de 2022, o mercado global deve atingir US$ 97,76 bilhões em 2028, o que representa um crescimento de 48%. Um dos motivos apontados é a disseminação do 5G entre as empresas. 

Por outro lado, é preciso ter cautela ao adotar esse tipo de solução. Afinal, será necessário muito planejamento e pesquisa para garantir o retorno do investimento. 

Diante dessa necessidade, a Vivo Empresas está pronta para ajudar, oferecendo um portfólio completo em soluções tecnológicas. São opções baseadas em Cloud Computing, Internet das Coisas (IoT), conectividade e digitalização. 

Gostou do assunto? Então leia outros artigos que tratam da mesma temática: 

Até a próxima!

Foto do autor
Solicite um contato