Como vender mais online: varejo cada vez mais conectado

03/03/2021 às 9:44

Em 2020, as lojas físicas perderam movimento e o varejo nunca se viu tão dependente da internet. Em poucos meses, no entanto, quem soube se adaptar ao ‘novo normal’ também conseguiu vender mais online.

Da mesma forma, o consumidor também passou por uma adaptação ao longo do último ano. 

Face às restrições impostas pela pandemia, inclusive, muitos brasileiros fizeram sua primeira compra online – e uma vez conquistados pelas lojas virtuais, a tendência é que eles recorram cada vez mais a esse tipo de comércio.

Conforme você verá em mais detalhes no artigo a seguir, especialistas apontam que, para atender à alta demanda esperada para 2021 e crescer com esse fenômeno, o e-commerce brasileiro deve investir em tecnologia. Isso permitirá não só estreitar o relacionamento com o consumidor mas, principalmente, otimizar processos de logística e distribuição.

Confira também:

  • Os reflexos da pandemia no setor varejista e o e-commerce como resposta
  • Demanda maior do e-commerce exigirá mais investimentos em tecnologia
  • Vender mais online: estratégias para a transformação digital do seu negócio
  • A importância da cibersegurança no comércio eletrônico
  • Conclusão

Os reflexos da pandemia no setor varejista e o e-commerce como resposta

Insegurança sanitária, desemprego e fechamento de lojas físicas conturbaram o varejo em 2020

Assim como vários setores da economia, o varejo vem sofrendo os duros (e múltiplos) impactos da pandemia de COVID-19

Nas lojas físicas, o faturamento tem sido afetado por uma série de fatores, incluindo o fechamento compulsório dos estabelecimentos, o aumento do desemprego e a insegurança do consumidor em sair de casa para comprar.

Segundo dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em agosto de 2020, a expectativa era de que o setor varejista encerraria o ano com uma queda de 6,7% no faturamento. 

Em números absolutos, a receita esperada para o setor seria de R$ 111,31 milhões, um valor 25,2% menor que o faturado em 2019.

Dentre os segmentos mais negativamente afetados, a reportagem destaca as lojas de vestuário, tecidos e calçados, além dos comércios de material de construção e móveis. 

No caminho contrário, porém, identificou-se que as farmácias e perfumarias da região seguem crescendo mesmo em tempos de crise.

Embora os dados acima digam respeito apenas ao estado de São Paulo, não é difícil encontrar números parecidos no resto do país. 

Na Pesquisa Mensal do Comércio divulgada em novembro de 2020, o IBGE concluiu que, do início do ano até aquele mês, o varejo ampliado, que abrange a venda de todos os bens de consumo, acumulou uma queda de 1,9%. Os dados, vale lembrar, se referem a todo o varejo brasileiro.

Contudo, ainda que a maioria das lojas físicas esteja sofrendo com os impactos da pandemia, os indícios são de que o comércio eletrônico tem sido eficiente em amenizar tais efeitos. 

Com isso, muitos negócios estão finalmente apostando nos canais digitais de venda, enquanto aqueles que já operavam lojas virtuais se esforçam para vender mais online.

Com lojas fechadas, 11,5 milhões fizeram sua primeira compra online

Se antes o comércio eletrônico podia ser entendido por alguns lojistas como uma fonte secundária de receitas, no último ano ele foi sinônimo de sobrevivência

Em resposta ao fechamento dos estabelecimentos e ao medo de sair de casa para comprar, não foram só os comerciantes que cederam às lojas virtuais, mas também os consumidores.

Conforme apontou a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), só entre abril e setembro de 2020, 11,5 milhões de pessoas fizeram sua primeira compra online

No mesmo período, a entidade ainda registrou a abertura de 150 mil novas lojas virtuais e, entre janeiro e agosto, verificou um aumento de 80% nas transações do comércio eletrônico.


LEIA MAIS: Lojas online se multiplicam: veja como a digitalização impacta o consumo durante e pós-pandemia


Inclusive, essa onda de lojistas e consumidores que migraram para os meios digitais fica ainda mais evidente quando olhamos o faturamento dos e-commerces:

Em comparação com 2019, a receita das lojas virtuais foi 75,5% maior no último ano, saindo de R$ 44 bilhões para R$ 77,2 bilhões.

 O crescimento fica ainda mais impressionante ao considerar que, até abril de 2020, para quatro em cada dez empresas brasileiras, as compras online representavam apenas 10% das receitas.

Segundo Rodrigo Bandeira, vice-presidente da ABComm, a alta foi tão brusca que causou medo nos especialistas. Para ele, o grande número de pedidos online poderia ter travado as partes físicas do e-commerce e os centros de distribuição

Apesar disso e das reduções no quadro de funcionários das empresas de logística, ele explica que o comércio digital conseguiu atender à demanda.

Webinar | Tecnologia aumenta vendas no varejo _V1

Crescimento do e-commerce deverá se apoiar em tecnologia de ponta

Comércio eletrônico deve aliar logística e tecnologia para vender mais online em 2021

Conforme vimos, o comércio eletrônico teve um papel crucial nas vendas do varejo em 2020. Mais do que isso, porém, a expectativa é de que, uma vez habituados aos canais digitais, consumidores e lojistas priorizem esse tipo de comércio também no futuro. 

Com isso, estima-se que a migração para as lojas virtuais seja ainda mais intensa em 2021, o que também vai exigir mais investimentos em tecnologia.

Segundo uma pesquisa realizada pela consultoria Ebit I Nielsen no quarto trimestre de 2020, 95% das pessoas consultadas declararam que pretendem continuar comprando online. 

O número, inclusive, corrobora a expectativa do setor, que espera um aumento de 26% nas vendas virtuais e um faturamento de R$ 110 bi em 2021.

No entanto, para ‘surfar’ com sucesso nessa onda e vender mais online, especialistas recomendam que o setor aposte em inovação. 

Na prática, grandes e pequenos negócios devem não só aprimorar o que já há de tecnológico em suas operações, mas também considerar a implementação de soluções que podem ser inéditas na empresa, a exemplo do Big Data e da Internet das Coisas (IoT).

Imagine, por exemplo, que uma loja seja capaz de reunir e processar uma enorme quantidade de informações sobre suas vendas. 

A partir desses dados, é possível criar uma análise preditiva de quais itens são mais comprados, onde e quando. Além disso, possibilita que esse estabelecimento otimize seu estoque. A prática o permitiria oferecer descontos personalizados e, consequentemente, mais atrativos.

O mesmo pode ser dito da Internet das Coisas que, embora pareça ser uma solução restrita aos grandes negócios, também pode ser aplicada em processos variados. 

Graças à tecnologia, um estabelecimento que opere on e offline poderia integrar as informações de ambos os canais de venda, otimizando sua logística ao mesmo tempo em que cria um ambiente único para o cliente.

Adicionalmente, dispositivos conectados permitem uma gestão mais eficiente de estoque, com atualizações em tempo real sobre a disponibilidade de produtos.

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Vender mais online: estratégias para a transformação digital do seu negócio

Estratégias possibilitam que até os pequenos negócios se beneficiem da transformação digital

A crise vivida em 2020 alavancou as empresas digitais e acelerou a migração dos negócios que se mantinham receosos sobre a adoção de novas tecnologias. 

A pandemia mostrou às empresas que, além de possível, caminhar em direção à digitalização é cada vez mais necessário.

Ali Amarsy em Think With Google

Em seu relato, ela apresenta sua própria estratégia para as empresas que desejam acompanhar o futuro do comércio eletrônico. 

Segundo Amarsy, o primeiro passo envolve avaliar a maturidade da empresa, tanto sob o aspecto comercial quanto digital. Ela explica que, dessa forma, os gestores poderão estabelecer metas honestas e que poderão ser efetivamente cumpridas.


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Em seguida, ela recomenda “furar o isolamento” – mas não o isolamento social, o isolamento de informações. Para Amarsy, é preciso que os times da empresa possam se comunicar com mais eficiência. 

Em sua fala, a sugestão é que soluções construídas a partir das impressões de múltiplos setores de um negócio são mais sustentáveis. Ela cita, inclusive, que faz isso na companhia onde trabalha.

Em um relato parecido, publicado no mesmo blog, Kevin Fried contou que, durante a pandemia, recebeu mensagens de diversos parceiros preocupados com suas lojas virtuais. 

Fried, portanto, aproveitando que é líder em varejo especializado no Google, também traçou sua própria estratégia para aconselhar quem está no ramo.

De uma forma bastante pragmática, ele recomenda que os gestores avaliem cuidadosamente o que há para ajustar na estratégia e no site da empresa. 

Conforme ele aponta, há cada vez mais pessoas e negócios online. Logo, é preciso garantir que seu principal canal de vendas, seja ele um site ou um app, tenha um bom desempenho e uma estrutura que permita compras rápidas, sem percalços.

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E como adotar esses conselhos na prática para vender mais online?

Em síntese, tanto Amarsy quanto Fried falam sobre como os gestores de e-commerces devem adaptar suas estratégias para a nova realidade que vivemos

Nesse sentido, as propostas construtivistas de Ali Amarsy podem ser materializadas através da adoção de softwares de colaboração e produtividade, como o Office 365.

Já as dicas de Fried, que ressaltam a importância de manter um site rápido e atrativo, podem ser seguidas de múltiplas formas. 

A depender do estágio de maturidade digital de uma empresa, é possível que ela atinja esses objetivos contratando um servidor em nuvem, um construtor de sites especializado ou até um serviço de Hosting ou Colocation

De qualquer forma, o mais importante nas mensagens de Amy e Fried, bem como nas demais questões que abordamos até agora, é que, independentemente do tamanho do seu comércio ou do segmento em que atua, já não se pode negligenciar o potencial da transformação digital em fazê-lo vender mais online.


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A importância da cibersegurança no comércio eletrônico

Nos dias de hoje, a segurança digital é mais que um diferencial, é uma necessidade. 

Em setembro de 2020, passou a vigorar no Brasil a Lei nº 13.709/18 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), que adiciona mais uma camada de responsabilidade às empresas que coletam dados pessoais. Com a chegada da LGPD, a discussão sobre proteger as informações do cliente deixou de ser puramente ética e passou a ser também legal.

O texto da norma, inclusive, prevê duras sanções administrativas às companhias que desrespeitarem os princípios e regras nela dispostos. 

A depender do quão grave for a infração, a organização culpabilizada pode ser multada em até 2% do valor de seu faturamento bruto anual. Recentemente, foi instituída também a Autoridade Nacional de Proteção de Dados – ANPD, órgão que fiscalizará o cumprimento da lei.


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Ainda que as penalidades previstas pela LGPD só passem a valer em agosto de 2021, é preciso se adequar às normas o mais rápido possível. A depender do tipo de infração, a organização pode ser penalizada com base em outros regramentos. 

Além disso, considerando que a maioria das informações trocadas no comércio eletrônico são sensíveis, o cuidado com a segurança deve ser redobrado. Ataques digitais devem se tornar ainda mais disruptivos em 2021, apontam executivos da Kaspersky, principalmente por ataques ransomware.

Independentemente de qualquer ameaça de penalidade, no entanto, a preocupação com a proteção dos dados de terceiros deve ser um princípio de toda organização. 

Por sua vez, a materialização disso se dá pela conduta da companhia e de seus integrantes – o que deve incluir, entre outras práticas, a adoção de soluções inovadoras em segurança digital e a escolha de parceiros confiáveis.

Conclusão

2020 acabou, mas o desafio do varejo em se reinventar num cenário de crise, não. Conforme pudemos acompanhar, o setor tem sido um dos que mais sofre com a pandemia e seus reflexos econômicos. 

Ao mesmo tempo, porém, o comércio eletrônico tem se apresentado como uma alternativa não apenas viável, mas também promissora.

Com isso, para os lojistas que ainda não migraram ou expandiram seus negócios para o e-commerce, mas consideram fazê-lo, o momento atual é uma oportunidade única, visto que o consumidor também está realizando tal mudança.

Da mesma forma, a situação também é favorável para aqueles que já operavam lojas virtuais antes da pandemia e, agora, desejam vender mais online.

Mais uma vez, vemos que a tecnologia terá um papel crucial na ressignificação do contexto atual. E, consequentemente, na recuperação da economia, incluindo do varejo. 

Com o apoio de soluções mais conectadas, inteligentes e eficientes, é possível, além de superar as dificuldades do presente, construir um novo futuro, melhor e mais seguro para todos.

O momento é de se reinventar. E, para apoiar o varejo em sua jornada de evolução digital, a Vivo Empresas oferece uma vasta gama de serviços em Conectividade, Equipamentos, Segurança, Cloud, Big Data, Ferramentas de Colaboração e Produtividade, TI e IoT

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