Retailtechs: saiba como a tecnologia apoia o setor

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A pandemia do novo coronavírus alterou a maneira como compramos. Saindo de casa apenas para o essencial, foi possível perceber que até mesmo o que há de mais importante pode ser encomendado online. 

É aí que entram as retailtechs, empresas que se valem  da tecnologia para transformar o setor do varejo.

Produtos de higiene pessoal, livros, roupas e até mesmo comida podem estar a um clique – ou toque – das nossas portas. 

E para que essa transformação aconteça, a inovação ocupa papel essencial. 

Para ajudá-lo a trabalhar este momento de crise como oportunidade veja, neste artigo, os seguintes temas que preparamos para você:

  • O que são retailtechs
  • Qual o tamanho desse mercado no Brasil
  • Como a tecnologia apoia as retailtechs
  • Conclusão

O que são retailtechs

Para falar de retailtechs, é importante entender por que alguns setores ganharam o ‘tech’ no final do termo. 

Vale trazer o exemplo das fintechsedtechs. Elas são startups de um nicho de mercado (finanças e educação), que usam a tecnologia para resolver problemas de negócios, contribuindo com a transformação digital dos seus setores.

Essas empresas estão alterando a maneira como você compra no varejo. No entanto, vale ressaltar que esse modelo de negócio não se aplica  apenas com o e-commerce.

Isso porque esses novos negócios atuam, também, em pontos de vendas físicos, inclusive para fazer a integração entre o mercado offline e o mercado online. 

Tais corporações buscam que os consumidores se adaptem a esses novos hábitos e vejam que há muito mais comodidade no “novo normal”.


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O estudo da Distrito sobre retailtechs mostra que 2020 foi um ano de grandes transformações. 

O cliente deseja que o produto chegue cada vez mais rápido e, com essa veloz mudança no consumo, foi possível perceber que compras online também são seguras e simples.

Essa inclusão de novos consumidores, por exemplo, fez com que as compras de supermercado tivessem um aumento no e-commerce em 448,09%, de acordo com a Konduto.

Qual o tamanho desse mercado no Brasil

Atualmente, cerca de 675 retailtechs operam no Brasil. É um mercado em expansão, que viu mais da metade das companhias (307) nascerem entre 2015 e 2018. 

Mesmo assim, nos últimos dois anos, houve uma grande redução de novos players, o que indica que essas empresas estão buscando operar em um alto grau de complexidade.

O estado de São Paulo é o maior polo de inovação do varejo e detém 46% das retailtechs ativas, seguido do Paraná, com 9%, e Rio Grande do Sul e Minas Gerais, ambas com 8%.

Com mais de 40 mil pessoas empregadas no setor, veja as categorias trabalhadas nessas companhias:

  • Operações (32,3%);
  • E-commerce (19,3%);
  • Engajamento Consumidor (16,9%);
  • Pagamentos (11,6%);
  • Logística (7,1%);
  • Inteligência Artificial (6,7%);
  • Internet das Coisas (4,4%);
  • Ambientes Virtuais (1,0%);
  • Sustentabilidade (0,7%).

Justamente em um momento de pandemia, faz todo o sentido que operações sejam o grande foco desse nicho. Afinal, replicar uma experiência de compra da Amazon ou do Rappi exige, sobretudo, logística.

Vale ressaltar que, apesar do contingente de retailtechs não ter crescido nos últimos dois anos, 2020 foi marcado como o período com maior volume de investimentos: US$ 542 milhões até novembro, representando 103% do volume investido em 2019.

Como a tecnologia apoia as retailtechs

Para suportar a  inovação, também é necessário que a tecnologia dê todo o apoio necessário para garantir segurança, praticidade e estabilidade na operação dos funcionários e consumidores.

Flexibilidade com Cloud

Os serviços de cloud são fundamentais para reduzir custos de uma operação e garantir que todo mundo tenha acesso aos dados corretos. 

Adicionalmente, é normal que existam momentos de picos de acesso e trabalho, como Black Friday e festas.

Uma das grandes vantagens desse serviço é a possibilidade de aumentar a capacidade de armazenamento de dados nesses momentos de maior demanda.

O Gartner destaca que espera um crescimento de 18% no investimento em nuvem pública em 2021, chegando a US$ 304,9 bilhões.

“A pandemia validou a proposta de valor da cloud. A habilidade de usar modelos ‘on-demand’ e escaláveis para atingir eficiência de custos e continuidade de negócios está trazendo o ímpeto para as organizações rapidamente acelerarem seus planos de transformação digital”, afirma Sid Nag, vice-presidente de pesquisa na consultoria. 

Mobilidade e conectividade

Com sistemas avançados e tecnologia de ponta para melhorar a produtividade, um alto padrão de conectividade é a base para a transformação digital de qualquer negócio, especialmente das retailtechs

Com uma cobertura ampla, é possível assegurar que os profissionais obtenham  melhores condições de mobilidade para realizar seu trabalho.

Além disso, garantir que as plataformas e ferramentas funcionem de maneira integrada se torna um fator ainda mais relevante em meio à necessidade de inovação dessas empresas.

Segurança da Informação

Por fim, é mais do que necessário garantir a cibersegurança de toda a operação: abrangendo-se desde o profissional remoto até o consumidor final, que entrará no site para realizar a compra. 

Assim, investir em segurança da informação é:

  • Ter especialistas para gerir dispositivos e políticas de segurança;
  • Prevenir a interrupção do funcionamento da sua rede;
  • Evitar o vazamento de informações sigilosas (suas e dos clientes);
  • Proteger-se contra o sequestro de dados;
  • Preservar a imagem da empresa.

O Gartner prevê que, até o ano de 2025, 40% dos conselhos das empresas terão um comitê dedicado à cibersegurança.

De acordo com a pesquisa com diretores de corporações conduzida pela consultoria, riscos de segurança digital são a segunda maior ameaça para os negócios.


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Conclusão

De acordo com o estudo da Distrito, 86% dos brasileiros com acesso à internet realizaram alguma compra online desde o início da pandemia, em março de 2020.

O Brasil teve um aumento de 20% nas entregas e encomendas realizadas pela internet. Para aguentar a alta demanda,  precisou contratar novos funcionários e se apoiar na tecnologia. Enquanto houve uma queda de 25,5% no varejo físico, o comércio eletrônico teve alta de 21,2%.

Se, por um lado, ainda esperamos a volta à normalidade, por outro é notório que alguns hábitos adquiridos durante a pandemia se manterão: muitos negócios pivotarão para o modelo 100% digitail ou serão prioritariamente apoiados pelo online. 

A experiência física é importante. Contudo, pode ser repensada para atingir um público nichado, que realmente precisa de um atendimento especial.

As retailtechs, definitivamente, vieram para transformar o varejo brasileiro. 

Bom atendimento digital, site seguro, rápido e intuitivo, além de informações claras e promoções. Estas são algumas das iniciativas capazes de estimular as  empresas tradicionais a voltarem seu olhar para a inovação. E procurar nas startups soluções capazes de endereçá-las é, sem dúvida, um caminho dos mais inteligentes.

Assim, suportada em sua expertise como líder em serviços de conectividade no Brasil, a Vivo Empresas também oferece Ferramentas de Colaboração e tecnologias estratégicas, como IoT e Big Data, locação de Equipamentos de microinformática, TI e Gestão de Tecnologia.

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Até a próxima!

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