Futuro da educação: conheça as principais tendências para 2022

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Desde assistir às aulas pelo celular, prática já considerada corriqueira, a outras atividades relacionadas ao ensino, como o uso de ambientes de aprendizagem em Realidade Aumentada, há algo que pode ser notado: o futuro da educação é indissociável da tecnologia.

Adicionalmente, a pandemia e seus efeitos aceleraram as inovações no âmbito educacional. 

Nesse sentido, instituições, professores, estudantes e até mesmo pais e responsáveis, em muitos casos, tiveram que se adaptar rapidamente a uma nova  realidade da aprendizagem e do ensino a distância. 

Como resultado, mesmo tendo sido implementados majoritariamente em caráter provisório e emergencial, os formatos remoto e, posteriormente, híbrido, mostraram-se não apenas viáveis, mas também eficientes.

De sobra, esses elementos também ajudaram a repensar estratégias e métodos, abrindo espaço para inovações até então pouco discutidas. Como exemplo, vale ressaltar a gamificação, uma novidade promissora que ganhou espaço, sobretudo, no período pandêmico. 

Conforme é possível observar, revisitar esses fenômenos permite entendê-los com mais clareza, além de contribuir com projeções mais precisas sobre o futuro. 

Neste artigo, portanto, confira como o debate sobre a digitalização da educação evoluiu entre 2020 e 2021, além de quais são as expectativas do setor para 2022. Veja também:

  • Perspectivas em relação ao ensino híbrido
  • Tendências para a educação a partir de 2022
  • Papel da tecnologia na transformação do setor
  • Benefícios das mudanças na educação

Mudanças no setor da educação a partir de 2020

Criança sentada estudando com celular
Uso de smartphones por crianças está fortemente ligado à educação online, afirmam estudos

O isolamento social obrigou setores econômicos inteiros a se reinventarem, sendo especialmente duro com alguns, como o da educação. 

Isso porque, a partir do fechamento de escolas, universidades e outras instituições, foi preciso estabelecer uma nova base para a continuidade do ensino, espaço esse que foi ocupado pela tecnologia.

Nesse cenário, os telefones celulares e outros gadgets remotos, como tablets e notebooks conectados à internet, foram indispensáveis para a expansão do e-learning (aprendizagem virtual). Não por acaso, as aulas online levaram, inclusive, ao crescimento na proporção de crianças com equipamentos próprios no Brasil e, também, ao aumento no tempo de utilização do aparelho por elas. 

De acordo com a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box, de outubro de 2021, sobre o uso de smartphones por crianças, nas famílias brasileiras em que os pais têm um desses aparelhos, 49% dos estudantes até 12 anos também contam com o próprio aparelho. 

Em 2020, o contingente era de 44%. Segundo o estudo, 58% dos pais com filhos com smartphone próprio dizem que as aulas estão entre os principais motivos para o pequeno ter um aparelho. 

Nesse contexto, a conectividade ocupou papel central. Afinal, de nada adianta ter o dispositivo sem uma boa conexão com a internet para acompanhar as aulas. 

A mesma pesquisa, inclusive, apontou que 71% dos celulares das crianças contam com um chip de operadora funcional, o que possibilita a realização de ligações e o acesso à rede de internet móvel.

Ensino remoto: colaboração em destaque no futuro da educação

Paralelamente às dificuldades enfrentadas por professores e alunos, o ensino remoto conquistou um espaço que, mesmo com restabelecimento das atividades presenciais, deve continuar compartilhando com o modelo tradicional. 

Isso porque, na tensão de ser o único formato viável para dar continuidade às aulas ao longo de todo o ano de 2020 e boa parte de 2021, a abordagem foi rapidamente absorvida e amadurecida dentro das instituições. 

Com isso, educadores e estudantes descobriram novas maneiras de trabalhar conteúdos, tornando-os mais interativos para, assim, manter o interesse dos alunos em alta do outro lado da tela. 

Ao mesmo tempo, as ferramentas de colaboração e comunicação, como as videoconferências, armazenamento e edição de documentos na nuvem, tornaram-se indispensáveis. Não só para o uso em sala de aula, mas também na organização administrativa das instituições, uma vez que todos os demais funcionários também estiveram em trabalho remoto.

Corroborando tal impressão, a perspectiva é de que o ensino híbrido, que conjuga aulas presenciais com as online, continue sendo adotado. Isso não só devido à consolidação do modelo, conforme descrito, mas também por ser necessário para viabilizar a retomada das aulas presenciais com segurança.

Em termos de satisfação, de acordo com uma pesquisa realizada pela Educa Insights, em parceria com a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), 55% dos estudantes preferem o modelo híbrido.

Ainda segundo 38% dos entrevistados, que são estudantes com matrícula ativa em cursos presenciais de instituições de ensino superior privadas, a modalidade deveria ser uma alternativa para todas as disciplinas. 

Formato é vetor de acessibilidade e inclusão 

De fato, o modelo híbrido faz parte do futuro da educação, principalmente por permitir que os estudantes tenham acesso às aulas presenciais, se assim desejarem, sem impedir que grupos impossibilitados para tal frequentem as aulas. 

Por sua vez, cabe ressaltar que a dificuldade de frequentar as classes tradicionais pode ocorrer não apenas por motivos de saúde, como no caso da pandemia, mas também por questões de locomoção, custo de transporte ou horários conflitantes.

Dessa forma, é possível assumir que a ‘hibridização’ das aulas contribui, inclusive, para torná-las mais acessíveis. 

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Tendências em 2022 para o futuro da educação

A continuidade do ensino híbrido e a crescente customização da aprendizagem apontam para algumas das principais tendências para o futuro da educação. 

Assim, fenômenos como o mobile-first learning, o aumento da utilização de tecnologias imersivas e o social learning, para citar alguns, constituem algumas das expectativas do setor em relação ao ano de 2022. Veja em detalhes:

Mobile-first Learning

Segundo dados do Statista, em 2021, o número de dispositivos móveis em operação no mundo chegou a quase 15 bilhões, em torno de 1 bilhão de aparelhos a mais do que no ano anterior. A expectativa é de que esse volume chegue a mais de 18 bilhões em 2025.

Tal crescimento mostra que, ao menos fora do setor corporativo, o smartphone já se tornou a principal ferramenta tecnológica em diferentes tarefas, inclusive nos estudos.

Adicionalmente, a chegada do 5G deve aumentar a sua percepção como equipamento ideal para um acesso à internet rápido, móvel, confiável e de alta qualidade.

E o que isso tem a ver com o ensino? Tudo. Afinal, muito embora as plataformas educacionais atuais tenham amadurecido ao longo dos últimos anos, a grande maioria é adaptada para computadores – estando, assim, despreparada para o chamado ‘mobile-first learning’.

O termo, que descreve a mudança de foco do ensino remoto para os celulares, em vez dos PCs, faz lembrar que os alunos podem preferir os smartphones e tablets por diferentes razões. 

Além de mais acessíveis, também são altamente portáteis, o que permite usá-los para estudar em diferentes locais e ocasiões. Mais do que conveniente, essa particularidade é essencial na vida de alguns estudantes, já que muitos compartilham suas rotinas com o trabalho e os afazeres domésticos. 

Nesse sentido, a expectativa é de que as instituições educacionais desenvolvam suas plataformas, aplicativos e sistemas, cada vez mais adaptados às telas e capacidades dos celulares, em detrimento dos computadores. 

Essa, por sua vez, é mais uma tendência para o futuro da educação que, embora fosse previsível, tornou-se mais evidente durante o período de ensino prioritariamente remoto – e, agora, híbrido. 

Social Learning

O Social Learning, ou aprendizagem social, é um método que envolve a colaboração entre colegas na apreensão de novos conteúdos. Nessa abordagem, ensinar e aprender é um processo fluido, que ocorre de diferentes formas. 

Assim, de conversas casuais a encontros para compartilhamento são formados círculos de aprendizagem, onde quem aprende também ensina. A ideia natural do social learning é ser um método prático.

Em pesquisa divulgada em junho de 2021, feita com profissionais de Learning & Development (L&D) sobre o uso de social learning em empresas, o Hubspot registrou que  57% dos respondentes enxergam o método como essencial para a estratégia de aprendizagem e desenvolvimento no ambiente de trabalho.

Por ser essencialmente orgânica e simples de organizar, a aprendizagem social também é vista como um método econômico pelas companhias. 

Para aproveitar ao máximo essa tendência, no entanto, é essencial investir em plataformas sociais, assim como em ferramentas de colaboração e comunicação. Dessa forma, o compartilhamento de informações entre pares será mais simples e rápido, além de poder ser feito à distância.

Microlearning

Oferecer conteúdos em doses pequenas para, assim, tornar mais fácil seu consumo e apreensão é a base do microlearning. Nessa tendência, os estudantes consomem pequenos fragmentos de disciplinas ou lições que, em geral, não ultrapassam sete minutos de duração. 

A ideia é não só otimizar o tempo do estudante, que não precisará lidar com textos longos, mas também driblar problemas corriqueiros na aprendizagem moderna, como a falta de atenção devido ao excesso de informações. 

Há plataformas de microlearning que usam a avaliação como técnica central. Outras, apostam em cursos e na gamificação para uma melhor absorção dos conteúdos. Em comum, entre todas essas, contudo, está o foco na execução do que foi aprendido e o uso de associações para melhorar a fixação. 

O microlearning pode ser aplicado de algumas formas: 

  • Conteúdo em vídeo, como no TED-Ed (em inglês);
  • Exposição teórica e exercícios, aliados à gamificação, como no app de idiomas Duolingo;
  • Lições curtas, como o aplicativo Primer, do Google, que ensina marketing em lições de cinco minutos.

O uso do microlearning na educação conquista cada vez mais espaço por ser focado na aprendizagem em curto prazo. E, também, adaptado às necessidades de cada estudante. Além disso, é viabilizado por diversos dispositivos, como computador, celular ou tablet. 

Assim, conjugar tempo com flexibilidade, desponta como uma tendência que deve conquistar ainda mais força em 2022, especialmente com a chegada do 5G.

Gamificação

O Game-based learning, mais conhecido no Brasil como “Gamificação do ensino”, é outra novidade para 2022 que não pode ficar de fora do radar. Como o nome já indica, a gamificação usa a mecânica divertida dos jogos online para estimular o engajamento e ajudar na superação de desafios. 

Tal como num jogo, o estudante ganha prêmios (reais ou não) ao ultrapassar etapas, bem como, em muitos dos casos, toda a dinâmica da aprendizagem se torna mais lúdica para simular um videogame. 

No ambiente corporativo, vouchers e premiações diversas são normalmente utilizados como motivadores para que funcionários atinjam determinadas metas. 

A perspectiva é de que o conceito de gamificação da educação conquiste cada vez mais espaço. Isso, principalmente, com o apoio de tecnologias como Big Data, que permitirão uma personalização cada vez maior, a partir do momento em que, com poucos cliques, todas as informações e conquistas de determinado estudante ou funcionário podem ser acessadas.

Personalização na educação do futuro

Ainda dentro de Big Data, o uso de informações analíticas para a personalização da aprendizagem é uma tendência que vai além da gamificação. 

Isso porque a expansão dos novos formatos de ensino, aliados ao uso de soluções tecnológicas, aumentam ainda mais a chance de tornar os estudantes protagonistas em suas trilhas estudantis. 

Para o futuro da educação, a perspectiva é de que educadores e instituições usem a análise de dados de forma cada vez mais profunda. A ideia é que a tecnologia possibilite conhecer ainda mais as características individuais de cada estudante para, assim, adaptar o que é ensinado – e, até mesmo, a forma como é ensinado para o seu perfil específico.

Com o uso de ferramentas tecnológicas, é possível investir na personalização do currículo e em aulas que não são lineares, com o professor fazendo o papel de facilitador. A tecnologia permitirá, ainda, mensurar a maneira como os estudantes interagem com as aulas. 

Com isso, será possível adequar a linguagem, o tempo para conclusão de determinada tarefa e, até mesmo, o próprio conteúdo, às necessidades individuais do estudante.

Tecnologias imersivas

A Inteligência Artificial (IA) está sendo cada vez mais utilizada para automatizar certas rotinas e atividades e, assim, deixar as pessoas livres para executar outros trabalhos prioritários. Na educação não é diferente. Para 2022, a tendência é a utilização crescente de IA aliada a outras tecnologias imersivas, como Realidade Aumentada (AR), Realidade Virtual (VR) e Realidade Estendida (XR). 

Essas ferramentas tecnológicas podem ser aplicadas nos mais diversos contextos educacionais, como em uma classe de Ensino Básico, em uma aula de Física do Ensino Fundamental ou, até mesmo, em um projeto avançado de Engenharia Civil. 

No relatório Immersive Learning for The Future of Workforce, de 2019, a Accenture revela que a efetividade da aprendizagem é 76% maior quando técnicas avançadas de ensino virtual (plataformas imersivas) são utilizadas, em comparação com a abordagem tradicional. 

Entre os benefícios de usar a Realidade Estendida na aprendizagem, a consultoria aponta:

  • Possibilidade de simular situações da vida real;
  • Redução da distância física;
  • Redução de custos operacionais;
  • Aprendizagem por erro;
  • Aumento do engajamento;
  • Dados mais qualificados sobre os alunos e sobre o seu desenvolvimento estudantil.

Por sua vez, a Realidade Aumentada é uma das tecnologias com maior potencial de aplicação no e-learning

Como exemplo, o uso de projeções 3D no estudo da anatomia, essencial para a faculdade de medicina, pode proporcionar uma experiência antes impossível aos alunos, que ficavam restritos aos manequins e modelos anatômicos. 

Metaverso e possibilidades para o futuro da educação

Criança em biblioteca sentada ao computador utilizando óculos de realidade virtual
Em voga mundo afora, metaverso também deve revolucionar o ensino

Projeto que pretende conjugar internet e tecnologias imersivas, como AR e VR, o metaverso é uma tendência essencial também para o setor educacional. Isso porque, na prática, trata-se de ambiente virtual, imersivo e em 3D, que oferece inúmeras possibilidades, inclusive de aprendizagem, para todas as idades.

A partir dos diferentes metaversos esperados para o futuro, os alunos poderão interagir com objetos físicos e digitais, contando com representações gráficas daquilo que estudam. 

Para além dos cursos superiores, portanto, é esperado que esse novo modo de interagir com a internet modifique completamente a forma de se ensinar as disciplinas fundamentais, como física e química, além de história e geografia. 

Conclusão

Conforme visto ao longo deste artigo, o futuro da educação é imersivo e digital, mas nem por isso deixa de priorizar a experiência e o protagonismo do aluno. Para tornar todas essas transformações possíveis, no entanto, organizações públicas e privadas precisarão estar em dia com suas infraestruturas tecnológicas.

Isso porque, tanto o mobile-first learning, quanto o uso de plataformas imersivas e que estimulam a interação social, como aquelas que aplicam a gamificação do ensino, dependem altamente de recursos como Conectividade, Cloud Computing, IoT e Big Data

Assim, ainda que a implementação dessas novidades seja esperada para o futuro, a adoção dos recursos que as tornarão viáveis deve começar ainda hoje, para que possa ser conduzida de forma planejada e com segurança. 

E na hora de dar este passo, é importante contar com quem pode oferecer soluções variadas e escaláveis. Afinal, apenas dessa forma, é possível adequar o parque tecnológico de uma instituição para que seja capaz de acompanhar o seu desenvolvimento e dos seus alunos. 

Para aproveitar ao máximo as tendências da educação, conte com o apoio das soluções tecnológicas oferecidas pela Vivo Empresas.

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