Tecnologia na Medicina: como novas soluções podem ajudar o tratamento de doenças neurológicas

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A tecnologia mudou muito a forma como estudamos, trabalhamos e o próprio dia a dia em casa. Porém, muito além disso, os recursos tecnológicos atualmente já conseguem ajudar em muitas áreas da medicina. Inclusive, um bom exemplo é a atuação dessas inovações em casos de doenças neurológicas.

Para citar dois exemplos, tanto o Mal de Parkinson quanto o Alzheimer são doenças neurodegenerativas que têm incidência crescente na população brasileira, especialmente em pessoas com mais de 60 anos. 

Não por menos, uma consequência comum é que ambas tornam a rotina do paciente  um verdadeiro desafio. Por vezes, realizar atividades que antes eram ordinárias, e até tomar os medicamentos corretamente, pode ser um obstáculo. 

Em contrapartida, porém, também são criadas cada vez mais ferramentas digitais para facilitar o cotidiano de médicos e pacientes.

Isso ocorre tanto com inovações que contribuem diretamente com novas abordagens de tratamento e prevenção, como também em soluções cujos benefícios são mais indiretos, como os dispositivos vestíveis, que acompanham diversos parâmetros de saúde e já se tornaram populares.

Somado a isso, em alguns lugares, já são empregados robôs focados em acompanhar os pacientes, incentivando-os a realizar atividades físicas e cognitivas que ajudam no tratamento das doenças neurológicas, de acordo com as recomendações médicas.

Por isso, é possível dizer que as inovações tecnológicas podem auxiliar desde o diagnóstico até o acompanhamento da evolução do tratamento, dentro de casa ou em instituições médicas.

Neste artigo, você verá:

  • Um panorama das doenças neurológicas no Brasil e no mundo
  • A tecnologia na saúde
  • O uso da Internet das Coisas e dos dispositivos conectados na saúde
  • Machine learning e Inteligência Artificial (AI): novas aliadas no cuidado a doenças neurológicas
  • A necessária adoção de novas soluções na Medicina
  • Inovações trazem mais eficiência e conforto ao dia a dia do profissional de saúde e do paciente

Um panorama das doenças neurológicas no Brasil e no mundo

Imagem de um microscópio em um laboratório neurológico
Com a detecção precoce de doenças neurológicas é possível dar uma melhor qualidade de vida aos pacientes.

Já há algum tempo, a pirâmide demográfica brasileira vem mudando de formato, pois a população no país está envelhecendo. 

Aliás, conforme dados divulgados pelo IBGE em 2018, até 2060, cerca de 25% das pessoas no país terão 65 anos ou mais de idade. Ou seja, serão 58,2 milhões de idosos, frente aos 19,2 milhões que temos hoje. 

Naturalmente, é esperado que uma mudança como essa traga diversos reflexos, sendo um deles o aumento das doenças neurológicas que, apesar de não estarem restritas a essa parcela da população, são mais comuns nesse público. 

Para exemplificar, de acordo com uma publicação do Ministério da Saúde feita em setembro de 2020, é estimado que existam 1,2 milhão de casos de Alzheimer no Brasil, sendo que a maior parte ainda está sem diagnóstico. 

Para comparar, ao redor do mundo, o número chega a cerca de 35,6 milhões de pessoas diagnosticadas.

Já no caso do Parkinson, estima-se que, no país, em torno de 200 mil pessoas já sofriam com a doença em 2019. 

Ademais, segundo o informado pela Organização Mundial de Saúde naquele mesmo ano, a condição afeta 1% da população mundial acima de 65 anos, e a previsão é que o volume de pacientes duplique até 2030. 

Em outras palavras, seja para se preparar para o aumento de incidências dessas enfermidades ou já pensando nos pacientes que hoje vivem com elas, é preciso inovar. A tecnologia já é um grande suporte, mas há um longo caminho de desenvolvimento para que ainda mais melhorias sejam conquistadas.

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O status da tecnologia na saúde

O uso de ferramentas e soluções tecnológicas na área de saúde não é algo recente, porém houve uma grandeevolução com o passar dos anos. Adicionalmente, a crise vivida ao longo de 2020 e 2021 acelerou mudanças e acabou construindo um cenário completamente diferente para a medicina. 

Robôs para atendimento em hospitais, drones para monitorar aglomerações, teleconsultas para quem não pode comparecer presencialmente são alguns exemplos dessa transformação. 

Há, ainda, um desenvolvimento considerável na conectividade, com uma imensidão de novas formas para entrar em contato com outras pessoas remotamente.

Além disso, já fazia parte do cotidiano dos profissionais dessa área equipamentos para exames como eletroencefalograma, tomografia e ressonância magnética, que, por sua vez, também são atualizados com foco em eficiência e assertividade. 

Contudo, o grande destaque atual é que, cada vez mais, será possível incorporar tecnologias inteligentes para auxiliar em diversos e complexos procedimentos, como nas cirurgias robóticas assistidas. 

Nesse cenário, a Inteligência Artificial (AI), o Machine Learning (ou aprendizado de máquina, em português) e até soluções de Big Data têm muito a contribuir e devem guiar as melhorias nessa década.

Outro bom exemplo é o uso de equipamentos conectados que conseguem fazer o acompanhamento de pacientes  em tempo real. 

Nos EUA já existem dispositivos compatíveis com a Internet das Coisas (IoT), como marcapassos cardíacos e o Monitor Contínuo de Glicose (CGM), que podem ser implantados para registrar padrões e alertar no caso de irregularidades.

Aliás, a previsão do estudo The Internet Of Things 2020, publicado pelo Business Insider Intelligence em março de 2020, é que, até 2027, o volume de dispositivos conectados seja quadruplicado, chegando a 40 bilhões ao redor do mundo.

Em resumo, fica claro que o potencial do uso da conectividade e da tecnologia na área da saúde vai muito além de um momento conturbado, e pode revolucionar esse setor mesmo a longo prazo.

O uso da Internet das Coisas e dos dispositivos conectados na saúde

Como mencionado anteriormente, muitas das inovações vistas na saúde foram antecipadas devido à crise. Inclusive, é interessante notar que grande parte delas adotaram a Internet das Coisas em alguma etapa do processo. 

E conforme detalharemos a seguir, essas podem ser ferramentas fundamentais, tanto dentro da casa de uma pessoa que sofre com doenças neurológicas quanto em hospitais e clínicas.

Uso pessoal

Algumas doenças neurológicas impactam a movimentação, como o Parkinson, ou, ainda, provocam confusão mental e perda de memória na pessoa, tal qual no caso do Alzheimer.

Nesse sentido, existem aliados: os dispositivos vestíveis, chamados de wearables. Disponíveis em uma enorme variedade de formas e modelos, eles vão desde os mais comuns, relógios e pulseiras inteligentes, até equipamentos mais específicos como tênis e vestimentas.

Entretanto, o destaque vai justamente para os acessórios de pulso, já que alguns modelos conseguem identificar quedas, por exemplo. Nesse caso, acionam o contato de emergência indicado para que a ajuda chegue o mais rápido possível. 

Para além disso, esses eletrônicos ainda contam com localização GPS, fichas médicas e suportam configurações com números de confiança de fácil acesso. Ambos recursos podem ser úteis para encontrar o usuário do wearable e garantir seu socorro.


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Machine Learning e Inteligência Artificial: novas aliadas no cuidado a doenças neurológicas

representação de mão robótica segurando bisturi
Machine Learning e Inteligência Artificial podem ser recursos poderosos na detecção e no tratamento de doenças neurológicas

Novas tecnologias como o Machine Learning e a Inteligência Artificial estão sendo amplamente empregadas para que diversos tipos de doenças neurológicas sejam identificadas o mais rápido possível. 

Só para exemplificar, um estudo conduzido pela Microsoft e pela Universidade Duke (Durham, NC, EUA) mostra como o machine learning pode ser um recurso poderoso na detecção de doenças neurodegenerativas, em especial o Parkinson. 

A pesquisa busca entender quais ferramentas têm a capacidade de avaliar a função motora dos pacientes, determinando quem já tem Parkinson ou corre o risco de ter. E isso tudo é feito usando informações de interações dos pacientes ao pesquisar na Internet. 

Em outras palavras, a avaliação é realizada por meio de dados de rastreamento do mouse, força do clique e direcionamento, que são coletados durante o acesso dessas pessoas a um mecanismo de busca, por exemplo.

Outra demonstração interessante é a da Universidade de Denver (CO, EUA) que desenvolveu um robô para auxiliar idosos com demências, Alzheimer ou depressão, em meio a uma escassez de cuidadores.

Programado com Inteligência Artificial, o robô conversa com pacientes, conseguindo até responder com as expressões faciais apropriadas para o diálogo. 

Assim, a máquina serve como um assistente também, ajudando os enfermos a lembrarem de tomar suas medicações ou, ainda, guiando-os em atividades físicas e jogos cognitivos. 

O projeto destaca que essas pessoas criam uma conexão com o robô, que, por sua vez, tem um papel importante para terapia, utilizando um tablet para mostrar fotos e contar histórias sobre a família do paciente.


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A necessária adoção de novas tecnologias na Medicina

Evidentemente, as inovações tecnológicas já contribuem e podem fazer muito mais para diversas especialidades dentro da medicina. Contudo, muitas instituições médicas e clínicas ainda não estão completamente adequadas a essa etapa da transformação digital. 

E para essa área, a evolução deve ocorrer de forma cuidadosa e planejada. Afinal, ela impactará diretamente a vida de potencialmente milhares de pacientes e profissionais de saúde. 

A princípio, o primeiro passo para a adoção de novas tecnologias é entender as necessidades de seus pacientes. Em alguns casos, por exemplo, modernizar a estrutura de atendimento pode ser o primeiro passo para trazer mais conforto aos consumidores.

Em segundo lugar, é preciso garantir a conectividade no ambiente, pois é esse recurso que viabiliza as demais soluções. Além disso, trata-se de uma importante ferramenta no relacionamento com os pacientes, sobretudo para informá-los sobre consultas e acompanhamento. 

Há ainda dois pontos fundamentais para a estrutura digital em instituições de saúde: 

  • Um ambiente em nuvem que ofereça a escalabilidade de performance necessária, além de facilidade tanto no armazenamento quanto no compartilhamento de informações;
  • Soluções de segurança da informação que protejam os dados médicos e pessoais em toda a organização.

Logo após, é o momento de investir nas tecnologias da ponta, como a implementação de dispositivos conectados para facilitar o monitoramento na clínica por meio da IoT. Ou, ainda, trazer a tecnologia da Inteligência Artificial para ajudar na análise de exames, por exemplo, na identificação de padrões ou irregularidades. 


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Inovações levam mais conforto ao dia a dia de quem lida com doenças neurológicas

Investir em novas tecnologias praticamente não é mais algo opcional para a saúde, é apenas uma questão de quando essa decisão será tomada.

Nesse sentido, para pessoas com Parkinson ou Alzheimer, especificamente, dispositivos conectados podem ser a chave para uma melhor qualidade de vida e um acompanhamento mais frequente e preciso, mesmo que à distância. 

Enfim, as opções tecnológicas são diversas e a escolha deve ser feita a partir do que é melhor para os pacientes. Porém, não é preciso construir essa estratégia sozinho. Nesse momento, provedores tecnológicos especializados, como a Vivo Empresas, podem ajudá-lo levar mais eficiência para o cotidiano de clínicas e hospitais. 

Por isso, mantém um amplo e diversificado portfólio de opções tecnológicas que atende da base à ponta, além de versátil o suficiente para se adequar às necessidades de instituições com diferentes portes. 

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