Como a telemedicina consegue aproximar médicos e pacientes

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É inegável o avanço tecnológico em diversos setores da sociedade nas últimas décadas. A saúde não ficou de fora da transformação, e a telemedicina é uma prova disso.

Essa modalidade de atendimento permite que os médicos avaliem, diagnostiquem e até tratem as pessoas a distância, combinando soluções de Tecnologia da Informação (TI), Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA), alta conectividade etc. A evolução foi realmente significativa na última década e está se tornando uma parte cada vez mais importante da infraestrutura de saúde.

A chegada do 5G possibilitará, em um futuro próximo, cirurgias a distância com ajuda da robótica. O projeto ainda é embrionário, mas é o próximo dado a ser dado na área. Sendo assim, para atuar nesse modelo, deve-se investir em equipamentos tecnológicos capazes de aproximar médicos e pacientes, mesmo remotamente. 

Afinal, é preciso oferecer agilidade, segurança e uma boa conexão para as duas pontas. Além disso, não é viável deixar de lado os compromissos éticos dessa relação. 

Ao longo deste artigo, serão discutidos os benefícios dessa modalidade, revelando caminhos que podem ser seguidos para a prestação de um atendimento remoto de qualidade. Somado a isso, também serão abordados os seguintes assuntos: 

  • Panorama da telemedicina no Brasil e no mundo; 
  • Como funciona;
  • Como realizar um bom atendimento online;
  • Estrutura necessária;
  • Necessidade de ter segurança da informação e de conectividade de qualidade.

A telemedicina no mundo

O atendimento remoto de pacientes não é algo novo na medicina, apenas se intensificou com a disseminação das novas tecnologias e da internet.

Por exemplo, em um artigo publicado em uma revista científica dos Estados Unidos, os autores falam sobre a transmissão de conhecimento médico pelo telefone no início do século XX. Inclusive com realização de consultas a distância em vez de visitas desnecessárias ao consultório.

Em 1959, na Universidade de Nebraska (EUA), psiquiatras usaram a telemedicina interativa para enviar exames neurológicos. Esse fato é frequentemente creditado como o primeiro caso de atendimento médico por vídeo em tempo real.

Na Europa, uma das primeiras experiências aconteceu na França, na área de tratamento oncológico. O hospital Georges-Pompidou, no programa chamado PROCHE (Programme of Optimization of Chemotherapy Administration), criou um sistema para facilitar o processo remoto.

Nele, a enfermeira entrava em contato 2 dias antes das consultas via telefone para coletar informações e estabelecer o procedimento a ser feito, até mesmo adiar a sessão ou adaptar protocolos. Os pacientes que participaram relataram redução significativa de fadiga, dor e outras toxicidades. 

Com a popularização da internet e das tecnologias avançadas envolvendo telecomunicações, o setor não parou de crescer, e iniciativas como a citada acima são cada vez mais comuns. Segundo um relatório da Fortune Business Insights, de abril de 2022, a área de telemedicina deve atingir US$ 636,38 bilhões até 2028, o que representa uma taxa de crescimento anual composta de 32,1% durante o período.

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Regulação deve impulsionar o setor no Brasil

Um país de tamanho continental como o Brasil tem tudo para se beneficiar do teleatendimento, principalmente quando se pensa na dificuldade de médicos chegarem a áreas distantes. 

Um exemplo é o projeto do Hospital Israelita Albert Einstein, que possibilitou consultas remotas com cardiologistas e psiquiatras às populações ribeirinhas da cidade de Barcelos, no Amazonas. O paciente vai até um posto de saúde público e, por meio de videochamada, é atendido por um médico que está em São Paulo. 

Tudo indica que o setor deve ser impulsionado ainda mais com a chegada do 5G e a democratização de tecnologias móveis. Além disso, em abril de 2022, entrou em vigor a Resolução nº 2.314/2022 que regulamenta a prática da telemedicina no Brasil. Antes, a atividade havia sido permitida em caráter de urgência em virtude da crise sanitária causada pela covid-19.

A nova legislação coloca regras, inclusive, para a cirurgia robótica, uma das formas mais avançadas de exercer a medicina a distância. Estudos indicam que o Brasil se mostra um mercado promissor para a saúde conectada e, consequentemente, para as health techs. 

Conforme um estudo da Liga Ventures, em parceria com a PwC Brasil, o país conta com 439 empresas de tecnologia da área médica e, entre 2019 e 2022, esse número cresceu 16%. O levantamento foi divulgado em junho de 2022.

Em quais situações a telemedicina funciona? 

A seguir são destacadas algumas das situações em que a telemedicina pode ser uma ótima alternativa ao modelo presencial.

Atendimento psiquiátrico e psicológico

Muitas vezes, o essencial é a conversa entre o profissional e o paciente. O deslocamento nesses casos não é fundamental, nem a presença física. 

Diagnóstico de questões mais simples

Para quadros de dores de cabeça, de garganta, nas costas ou problemas digestivos, o alívio inicial dos sintomas pode ser realizado por telemedicina até que os exames complementares sejam emitidos. 

Esclarecimento de dúvidas 

Se o tratamento está sendo feito em casa, o teleatendimento pode ajudar a responder dúvidas durante o processo. É possível, inclusive, fazer acompanhamento protocolar para doenças que exigem cuidados crônicos de modo facilitado.

Prescrições médicas rápidas

Principalmente para pacientes que fazem uso de medicamentos de rotina, a telemedicina permite receber a receita online. E o melhor, as farmácias também podem aceitar o documento digital, tornando o processo mais simples para todos os envolvidos.

Atendimento durante a madrugada ou feriados

Em algumas cidades do Brasil, o deslocamento pode ser um desafio. Logo, o atendimento virtual possibilita que as consultas sejam realizadas a qualquer horário e lugar. O único requisito é ter uma boa conexão de rede.

Benefícios da medicina conectada 

O uso da tecnologia para fornecer assistência médica tem várias vantagens. Algumas delas estão descritas a seguir.

Redução de custos 

Tanto médicos quanto pacientes podem economizar dinheiro ao optar pelo uso da telemedicina. Muitas vezes, as pessoas têm dificuldades com a agenda e com o gasto do transporte para irem às consultas. 

Já do lado das clínicas, um atendimento remoto tem menos chances de ser cancelado ou de precisar ser remarcado por não comparecimento. Sem contar que, de uma maneira geral, uma ocorrência de urgência via celular ou computador vai exigir menos recursos do que uma presencial.

Ganho de tempo

Os pacientes com doenças crônicas normalmente precisam passar muito tempo em consultórios, mas a verdade é que esse deslocamento físico nem sempre é fundamental. Uma receita pode ser renovada sem que a pessoa precise ficar frente a frente com um médico, por exemplo.

Quem estiver com alguma infecção leve, resfriado ou dor, pode ter o sofrimento amenizado de forma bem mais rápida do que se optasse por ir ao plantão 24h de uma emergência. 

Conveniência

A conveniência é um dos principais benefícios da telemedicina, uma vez que os pacientes podem se consultar sem saírem de casa. Dessa forma, quem mora longe de grandes centros urbanos não precisa tirar um dia inteiro para ir ao médico e, assim, as pessoas também não sofrem com os transtornos causados pelas mudanças do clima. 

Não se trata apenas de economia de tempo, mas de ser atendido sempre que for necessário e sem entraves. Segundo uma pesquisa do Datafolha, feita em janeiro de 2022, em parceria com a Conexa Saúde, 77% dos entrevistados que tiveram experiência de consulta online apontaram a praticidade como principal benefício. 

Personalização é a base para o bom atendimento

A realização de teleconsultas de qualidade requer, além de investimentos tecnológicos, a humanização e personalização da telemedicina. Afinal, por ser uma relação a distância, existe o perigo de se cair em interações pouco empáticas.

As empresas que desejam trabalhar nesse setor, portanto, devem investir no que se chama atualmente de hiper-personalização. A partir de ferramentas de coleta e análise de dados, o hospital ou clínica consegue criar um perfil para o cliente, direcionar ações, atender mais rápido e, consequentemente, aumentar o engajamento do paciente.

Outra forma de humanizar o atendimento é fazer com que tudo seja mais eficiente. A espera, aplicada em um contexto de saúde, é um fator que abala emocionalmente tanto a pessoa quanto toda a família que a acompanha.

Um dos recursos que vêm sendo usado para agilizar os processos é gerar laudos a distância. Por meio de tecnologias como machine learning, é possível analisar exames bem mais rápido e até fazer triagem de casos mais urgentes.

Outro exemplo são os prontuários eletrônicos inteligentes. Assim, a empresa disponibiliza dados clínicos personalizados e testes complementares, facilitando o acesso aos resultados. Esse modelo é possível tanto para grandes hospitais quanto para pequenos consultórios, pois suporta a adaptação da estrutura de forma flexível, adaptando-a às necessidades dos pacientes e profissionais.

Qual é a estrutura básica necessária?

Um dos primeiros investimentos a ser realizado é na segurança da informação, sobretudo com ferramentas que mantenha protegido os equipamentos de todos os médicos da organização contra ciberataques.

Depois, o investimento em armazenamento na nuvem é um caminho importante. Uma vez que não é preciso ter um servidor físico, o acesso aos dados fica facilitado com a Cloud, podendo ser realizado de diversos locais e pessoas.

A virtualização de documentos e informações também será primordial. Como o atendimento não é presencial, todos os registros devem estar no formato virtual, por isso, é importante procurar parceiros que ofereçam soluções de digitalização de empresas. Ademais, para esse tipo de interação, é preciso lançar mão de recursos como os apontados a seguir.

Conectividade

A empresa deve ter boas soluções de internet, como conexões de fibra ótica ou móvel. Também deverá estar pronta para receber o 5G. Só assim o processamento de informações será realizado com a agilidade necessária.

Equipamentos especializados

Investir em uma estrutura qualificada, como notebooks, desktops e tablets modernos. A locação desses equipamentos é bastante comum no Brasil.

Telefonia móvel

Como muitos atendimentos rápidos podem ocorrer por meio de mensagens ou videochamadas, o uso de smartphones, por exemplo, será de grande valia.

Segurança de dados 

Esse é um requisito essencial, pois informações de pacientes e profissionais devem ser mantidas em sigilo sempre, de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

Big Data 

A compilação, análise e processamento de dados na telemedicina é importante e essa agilidade será fundamental na hora de tomar decisões.

Cloud computing 

Arquivar documentos na nuvem facilita o acesso para profissionais da saúde e pacientes.

Ferramentas de colaboração 

A atuação em equipe é primordial, pois o diálogo mantém todos na mesma sintonia dentro de processos e atividades. A Vivo Empresas tem parceria com a Microsoft, contando com soluções para promover canais de atendimento e comunicação para otimizá-los. 

Parceiros ampliam atuação em telemedicina

As empresas que querem atuar no ramo da telemedicina precisam buscar parceiros de negócios confiáveis. Os provedores dessas tecnologias devem ser capazes de facilitar a gestão e colocar em prática tudo que os hospitais, clínicas e consultórios desejam entregar aos pacientes. 

Ao que tudo indica, as soluções para a chamada Saúde 5.0 devem movimentar o mercado nos próximos anos. A Vantage Market Research publicou o relatório Telemedicine Technologies Market 2022 , em abril de 2022, indicando que essa indústria global gerou US$ 32.819,53 milhões no ano anterior. Apontou, também, que área deve gerar US$ 82.051,62 milhões até 2028, com uma taxa de crescimento anual composta de 16,5%.

Ciente dessa movimentação, a Vivo Empresas elaborou um portfólio completo de atendimento especializado para Saúde. São recursos sob medida para conectividade, estrutura, relacionamento com pacientes, segurança, controle de custos e assistência em todo o Brasil para consultórios, clínicas e hospitais.

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Até a próxima! 

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