Tecnologia educacional: como a inovação está transformando os modelos de ensino

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Tanto no ensino de crianças e jovens quanto no ambiente corporativo, a tecnologia educacional já faz parte do dia a dia de professores e alunos. Nesse cenário, há oportunidades que devem ser aproveitadas e estimuladas, bem como desafios para serem superados.

A verdade é que a aprendizagem 4.0 veio para ficar, e devemos estar atentos para usá-la da melhor maneira possível. Então, existe espaço para o surgirem novos produtos e serviços, favorecendo o empreendedorismo. Além disso, a inovação proporcionada já traz transformações importantes no ensino.

Neste artigo, vamos trabalhar os principais aspectos sobre a tecnologia educacional. A intenção é elucidar o conceito e as dúvidas mais comuns sobre o tema. Então, ao longo deste post, falaremos sobre:

  • O que significa tecnologia educacional
  • Benefícios da tecnologia educacional
  • Principais exemplos da tecnologia educacional
  • O cenário das EdTechs no Brasil
  • Como ser referência em inovação no ensino

O que significa tecnologia educacional

Crianças em mesa utilizando computador
A tecnologia educacional ganha força no ensino de crianças e adolescentes

A tecnologia educacional corresponde a todos os tipos de produtos e serviços com impacto no segmento da educação fundamentados no uso da inteligência artificial (IA). Assim, pode até parecer algo complicado ou muito futurístico, mas a verdade é que isso já faz parte do nosso cotidiano.

A transformação digital é uma realidade e tem impactado todos os setores da economia global. Nesse sentido, vale destacar a aceleração que aconteceu nos últimos dois anos. Para se ter uma ideia, em 2020, 87,5% das empresas brasileiras aceleraram os seus projetos de inovação e tecnologia, conforme pesquisa realizada pela Dell Technologies.

Neste contexto, a tecnologia educacional também tem um papel importante. De acordo com o Censo Escolar 2020, 80,4% das escolas estaduais do País têm internet banda larga. No entanto, ainda há desafios em atrair investimentos para melhorar a distribuição desses recursos. Isso vale tanto por diferenças regionais quanto pela necessidade de equipamentos.

Em 2022, a tecnologia 5G começa a ser implementada no País, e deve gerar uma transformação radical na educação durante esta década. Segundo o Ministério das Comunicações, a nova rede deve conectar 85% das escolas públicas do País até 2028.

Benefícios da tecnologia educacional

Para ser considerada uma tecnologia educacional, é preciso que o objetivo-fim do produto ou serviço gere impactos positivos no setor da educação. Nesse sentido, a solução pode ser com o intuito de facilitar diversas rotinas, desde a aprendizagem dos alunos à gestão administrativa das instituições e organizações de ensino.

Dessa forma, poderíamos listar diversas vantagens, mas destacamos as principais, que geram mais valor. 

Aprendizagem ativa

Segundo a Pirâmide de Glasser, também conhecida como Pirâmide da Aprendizagem, o cérebro humano aumenta a sua capacidade de retenção de conhecimento por meio da constância e da prática. Assim, existem dois tipos de aprendizagem: a ativa e a passiva.

É na ativa que potencializamos a nossa capacidade de aprender e ela acontece através de diferentes formas e com graus de absorção distintos:

  • 70% — Conversar, debater, enumerar, definir, reproduzir e classificar;
  • 80% — Praticar;
  • 90% — Ensinar aos outros.

Nesse cenário, a tecnologia educacional tem um papel muito importante: ela influencia positivamente a aprendizagem ativa. Isso acontece em decorrência de dois aspectos: o da contextualização sociocultural (em que os dispositivos tecnológicos já fazem parte da rotina) e o referente à gamificação.

Por meio da IA, é possível aplicar um conjunto de funcionalidades que exploram a gamificação na aprendizagem. Além disso, os sistemas podem usar o Business Intelligence, ou Inteligência do Negócio, para trazer dados precisos que ajudam a direcionar qual a melhor didática e quais os conteúdos para cada perfil de aluno.


LEIA MAIS: Como aplicar a gamificação na educação? Entenda o que pode e deve ser feito


Acesso à informação de qualidade

Em tempos de fake news, é importante ressaltar que a transformação digital também estimula a democratização do acesso à informação de qualidade. Graças ao marketing de conteúdo e às Edtechs, é possível realizar cursos gratuitos ou com um preço acessível que são referência em qualidade.

Em vista disso, é possível dizer que a globalização através da internet está contribuindo para melhorar o acesso à educação. Exemplos práticos disso são as fintechs Descomplica e Coursera. 

Essas plataformas oferecem vários cursos online para acelerar o desenvolvimento profissional. Logo, é possível conduzir uma maior escalabilidade do negócio, já que a modalidade virtual reduz o custo com produtos e serviços. Consequentemente, isso facilita o acesso a esses conteúdos.

Relação tempo versus esforço

Uma das grandes dificuldades de quem atua na educação é dar conta das múltiplas tarefas. Um exemplo prático e real do ensino é a quantidade de alunos por professor. É comum salas com mais de 30 alunos, e isso acaba reduzindo a capacidade dos professores darem feedbacks personalizados para ajudar no desenvolvimento individual.

Com a inteligência artificial aplicada, é possível usar a análise de dados para elaborar esse diagnóstico e facilitar o envio das mensagens. Outro ponto interessante é que é a tecnologia educacional também serve para otimizar a comunicação entre pais, professores e escola.

Através de um aplicativo, os professores podem deixar todos os responsáveis alinhados quanto ao calendário de provas, atividades extraclasse e assiduidade dos alunos.

Outra vantagem é a realização de reuniões a distância, quando pensamos na educação de crianças e jovens. Um dos desafios da atualidade é a mobilidade urbana. Segundo pesquisa realizada pela 99 em parceria com a Ipsos, em 2019, perdemos 32 dias por ano no trânsito.

Assim, com a tecnologia, esses encontros escolares podem ser feitos por videochamadas, ajudando a otimizar o tempo e deixar os pais mais presentes. Portanto, vemos que a tecnologia educacional também contribui para aproximar a comunidade escolar.

Custos operacionais

Toda instituição de ensino privada ou pública é um negócio e precisa olhar para os seus custos. Dessa maneira, a tecnologia educacional contribui diretamente para a redução de custos operacionais, como os custos fixos, dentre eles, energia elétrica e água. Isso é possível ao trazer disciplinas híbridas ou remotas para a grade curricular dos alunos.

Além disso, quando pensamos no contexto da educação corporativa, o ensino a distância ajuda a evitar custos com deslocamento. Nessa lógica, também vale destacar que o estímulo à aprendizagem nas organizações de direito privado é um fortalecedor da alta performance.

Assim, há uma tendência a se reduzir o volume de erros operacionais, bem como gerar um estímulo para a melhora dos tempos de execução das atividades.

Escalabilidade de negócio

Essa vantagem da tecnologia educacional vale tanto para instituições em que o objetivo-fim é o ensino, quanto para a educação corporativa de qualquer empresa. Quando aplicada de maneira estratégica, a inovação permite que a operação do negócio consiga o que chamamos de escalabilidade. 

Na prática, isso significa fazer mais com menos em um curto tempo de adaptação. Essa é uma qualidade comum às startups, e está se firmando com uma premissa básica também nos negócios sustentáveis. Afinal, escalabilidade, redução de custos e uso inteligente de recursos são o tripé do desenvolvimento sustentável com foco no longo prazo de uma operação.

Nas instituições de ensino, um exemplo de escalabilidade é o uso de um app para comunicar aos pais de 30 alunos uma data de uma prova. Quanto tempo um professor gastaria inserindo essa informação em uma agenda impressa para cada aluno? 

É até estranho pensar nisso, porque essa já não é a realidade atual. No entanto, essa era a atividade rotineira dos professores na educação infantil e fundamental, nos anos 1980 e 1990.

Retenção de talentos

O turnover (rotatividade de colaboradores) é um dos inimigos de qualquer negócio. Afinal, isso aumenta os custos, porque há a necessidade

No passado, esse era um dado não prioritário dos negócios. Porém, com o avanço da transformação digital nas empresas, o mercado também está vendo acontecer a consolidação do RH estratégico.

Nesse quadro, a retenção de talentos é um dos objetivos para os quais os CEOs estão olhando no planejamento estratégico das suas empresas. Mas, como a tecnologia educacional pode ajudar? 

Através da aprendizagem, as empresas conseguem otimizar o alinhamento de expectativas com os colaboradores. Isso contribui para melhorar a permanência dos talentos.

De acordo com um levantamento feito pela ABTD (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento), em 2020, 44% dos treinamentos realizados pelos respondentes foram realizados de maneira virtual. Assim, é interessante destacar que a tendência é que esse número cresça com o avanço de investimentos em tecnologia educacional.

Principais exemplos da tecnologia educacional

Mulher madura estudando em computador com fones de ouvido
O desempenho de talentos é potencializado graças às tecnologias educacionais aplicadas às corporações

O desempenho de talentos é potencializado graças às tecnologias educacionais aplicadas às corporações. A transformação digital na educação está acontecendo em diversas frentes desse nicho de mercado. 

Nesse cenário, ferramentas de Business Intelligence (Inteligência do Negócio) e sistemas de ERP (Enterprise Resource Planning, ou Sistema de Gestão Integrada) destacam-se na otimização dos fluxos operacionais.

Estes recursos de tecnologia educacional têm algumas qualidades em comum, como

  • Uso da Cloud Computing (Computação em Nuvem);
  • Estímulo à mobilidade corporativa (acesso possível por um dispositivo móvel com acesso à Internet);
  • Aplicação da modelagem de dados para otimizar rotinas e experiência;
  • Aumento de produtividade no dia a dia. 

Além disso, é natural pensar na experiência do aluno como principal foco da tecnologia educacional. As ferramentas de colaboração são destaque nas interações entre professores e alunos, como é o caso do Microsoft Teams para ambientes educacionais. Essa ferramenta, por exemplo, foi adotada pelas principais universidades do País durante o regime remoto, como a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Por meio dessa tecnologia educacional, os alunos podem

  • Acompanhar as aulas de maneira síncrona, com interação;
  • Rever as aulas gravadas;
  • Acessar os conteúdos no canal da turma;
  • Promover trabalhos em grupo.

Então, vale a pena também conhecer os principais recursos que estão inovando a forma do saber das gerações atuais.

CMS

Sigla para Content Management System, ou Sistema de Gestão de Conteúdo, o CMS é uma aplicação muito conhecida. A sua ascensão é simultânea ao “boom” da internet, com o surgimento de blogs. A estrutura usada para escrever, editar e publicar um conteúdo de blog ou site é um CMS.

Assim, esse recurso também é usado para a produção de conteúdo educacional. No entanto, é uma ferramenta com limitações. Entre elas está o limite de personalização e controle de dados, por exemplo. Além disso, demanda mais proatividade do usuário no consumo das informações.

LMS

O Learning Management System, ou Sistema de Gestão da Aprendizagem, é uma versão aprimorada do CMS. Nesse modelo de software, há um diferencial: o seu objetivo é exatamente entregar uma experiência de tecnologia educacional. Assim, o CMS acaba sendo uma funcionalidade dentro dessa aplicação.

Como acréscimo, ela conta com mais recursos de personalização e gestão de dados, adaptados para um cenário de aulas virtuais. Dessa forma, há um ganho na qualidade do conteúdo e um aumento nas alternativas de disposição didática. Um exemplo disso é o uso da gamificação, que se torna mais dinâmica e interativa em um LMS.

Os softwares de LMS têm ganhado destaque, principalmente no contexto dos negócios, em que é preciso atrelar treinamentos ao onboarding e às jornadas de PDI (Plano de Desenvolvimento Individual) dos colaboradores.

Conhecidos também como AVAs (Ambiente Virtual de Aprendizagem), essa solução traz uma cesta robusta de funcionalidades. Assim, é possível entregar uma experiência personalizada, data driven (guiada a dados) e escalável para alunos, professores e negócios.

O cenário das EdTechs no Brasil

No Brasil, a tecnologia educacional está ganhando cada vez mais força, em decorrência dos seguintes fatores:

  • aceleração da transformação digital;
  • fomento de estratégias ESG (Environmental, Social and Governance, ou Ambiental, Social e Governança) para RH estratégico;
  • adequação da aprendizagem aos hábitos das novas gerações;
  • chegada de novas tecnologias, como a rede 5G.

Nesse cenário, as EdTechs são referência em inovação e gestão de qualidade na educação. Esse é um nicho de mercado que não havia sido tão explorado no início do surgimento das startups no País. Há 10 anos, quando vimos surgir as primeiras startups, o segmento em destaque era o mercado financeiro. É por isso que temos tantas fintechs brasileiras sendo destaque internacional, como Nubank e Creditas.

Agora, esse é um mercado que está ganhando forma no empreendedorismo nacional. De acordo com o Mapeamento EdTech 2020, da Abstartup (Associação Brasileira de Startups):

  • há cerca de 600 startups de tecnologia educacional no País;
  • 58,7% das EdTechs estão na região sudeste;
  • 59% delas existem há menos de cinco anos;
  • 50% atua no modelo SaaS (Software as a Service, ou Software como Serviço);
  • 37,2% atua no segmento da educação básica, sendo a maioria.

Esses dados são interessantes porque são convergentes com o momento econômico sociocultural que estamos vivendo. Antes, a educação a distância já era uma realidade, principalmente dos cursos superiores, como graduações e especializações. Agora, a educação infantil e fundamental tiveram que acelerar a sua transformação no modelo de gestão da aprendizagem.

Como ser referência em inovação no ensino

Seja para quem quer empreender no segmento de tecnologia educacional, ou para aqueles que buscam essas soluções para seus negócios, ser referência depende de um fator crucial. A escolha das parcerias comerciais deve ser vista de forma estratégica. Nesse sentido, para uma inovação tecnológica funcionar em alta performance, é preciso conciliar

  • Uma boa rede corporativa;
  • Proteção de dados adequada;
  • Experiência de uso e gestão intuitiva;
  • Suporte especializado.

Assim, o ideal é buscar quem já é referência em inovação e transformação digital. A Vivo Empresas tem um portfólio robusto com soluções tanto para quem quer empreender no segmento EdTech como para aqueles que buscam produtos prontos para a tecnologia educacional.

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Até a próxima!

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