O que é container e como pode beneficiar sua empresa?

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A redução de custos e aumento de eficácia é uma busca constante do setor de TI nas empresas. Pensando nisso, falaremos, hoje, sobre o que é container, a tecnologia usada na produção de softwares e que traz mais flexibilidade e escalabilidade nos sistemas. 

Os containers são como espaços isolados dentro do servidor, destinado à execução de aplicativos distribuídos. A ideia é dividir as responsabilidades e conseguir isolar os processos de cada ferramenta. Dessa forma, nenhuma vai interferir no funcionamento da outra. 

Como uma maneira de entender melhor, podemos fazer uma alusão a um engradado com garrafas lacradas. Se uma começa a vazar, o líquido que está no interior das outras se manterá intacto. 

Vale destacar que o assunto não se restringe ao mundo dos desenvolvedores. Toda empresa que tem serviços web, comércio eletrônico ou programas de gestão rodando internamente pode se beneficiar dessa tecnologia. 

Caso você busque melhorar a velocidade e performance na sua corporação, continue lendo o artigo, pois vamos abordar os seguintes assuntos:

  • O que é container?
  • Quais os benefícios dessa tecnologia?
  • A diferença entre container e Máquina Virtual;
  • As perspectivas para o setor;
  • Os cuidados na implementação.

O que é container?

Container: diversos containers de carga empilhados
O nome faz alusão justamente aos containers de navio, capazes de isolar a carga em seu interior.

O container é um espaço isolado dentro de um servidor, destinado à execução de aplicativos distribuídos, que permite rodar múltiplos sistemas separados em um único sistema operacional (SO).

O conceito de isolamento de processos surgiu há décadas, mas foi em 2013 que a tecnologia foi realmente colocada no mercado e a sua adoção acelerada. Isso aconteceu graças à Docker, uma plataforma de código aberto que deixa que os desenvolvedores criem, executem, atualizem e gerenciem os containers

A Docker é considerada, hoje, uma das orquestradoras da solução. Só que não é mais a única. Também existem a OpenShift e Kubernetes. São esses “maestros” que vão organizar as requisições em ambientes como os Data Centers. 

Imagine uma aplicação prática para entender melhor o que é container. Você tem uma loja virtual e acabou de lançar uma campanha em redes sociais. O número de acessos vai aumentar vertiginosamente durante um período por conta de uma promoção ou lançamento. Com um orquestrador bem configurado, os grupos de usuários serão atendidos separadamente. 

Em outras palavras, esses espaços são criados conforme as requisições aumentam. Sendo assim, há menor chance de congestionamento do site e de perda de vendas. À medida em que as entradas vão caindo e o fluxo de pessoas vai voltando ao normal, os ambientes vão fechando. 

A importância dessa tecnologia é tão grande que, para se ter uma ideia, todo o trabalho desenvolvido pelo Google, por exemplo, acontece por meio de containers. Segundo a própria big tech explica neste artigo, a solução garante mais agilidade e integração entre as equipes. 

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Flexibilidade e redução de custos estão entre as vantagens

Homem digitando em um teclado, trabalhando com container, sobre uma mesa de madeira.
Você consegue liberar as equipes de TI para trabalharem em outras ações mais importantes do que se preocupar com a atualização de softwares, por exemplo.

Essa tecnologia garante diversas vantagens para as empresas que optam por contratá-la. Obtém-se uma flexibilidade maior; ou seja, o procedimento será muito mais fácil caso queira migrar as suas aplicações para outro espaço. Além disso, trata-se de um ambiente mais seguro e que tem manutenção simplificada, uma vez que não é preciso atualizar os softwares dos sistemas operacionais.

A seguir, vamos ver cada benefício separadamente:

Flexibilidade ou portabilidade

Essa é uma das principais vantagens da solução, que cria um pacote executável de software independente do SO onde está hospedado. Ou seja, é possível colocar em outro ambiente, local ou em cloud, sem ter problemas de compatibilidade. Os containers podem ser executados em qualquer lugar, seja um servidor privado, uma nuvem pública ou até mesmo um computador pessoal. 

Redução de custos 

Lembra do exemplo que demos acima sobre o aumento do fluxo de visitantes em um site ao lançar uma ação de marketing? Nessa situação, o uso da tecnologia de containers evita que seja necessário investimento em infraestrutura, equipe e até equipamentos mais robustos, capazes de atender a esses picos de acesso. 

Velocidade 

Um container compartilha o kernel do SO, que promove a ligação entre o hardware e o software do computador, proporcionando a execução dos aplicativos a partir dos recursos disponíveis na máquina. Essa característica faz com que não haja sobrecarga com requisições extras. O tempo de inicialização, nesse caso, é bem mais curto. 

Eficiência 

Sendo assim, uma das consequências de ser mais veloz é o ganho em eficiência. Por exemplo, muitos podem ser executados ao mesmo tempo, já que exigem menos tempo de inicialização, se comparados com uma máquina virtual.

Além disso, a ferramenta orquestradora consegue colocar arquivos à disposição sem que estejam realmente dentro dela. Imagens, documentos ou um banco de dados ficam acessíveis na nuvem a todos os containers e só são compartilhados quando necessário.

Segurança

O fato de estarem separados ou isolados é também um mecanismo de segurança. Afinal, se um for atacado, os outros não estarão comprometidos. Um código malicioso não vai conseguir contaminar todo o sistema. 

Nesse sentido, é possível configurar para que um container não se comunique com outro ou classificar grupos que não devem se interligar. Ou mesmo, impor limites de comunicação com recursos desnecessários. Isso seria útil no tratamento de partições com informações sensíveis, por exemplo.

Facilidade de gestão

Como já falamos acima, ao instalar uma ferramenta baseada em containers, a empresa também vai precisar de um bom orquestrador. Sendo assim, plataformas como a Docker otimizam a instalação, gerenciamento e manutenção. 

Portanto, são essas soluções que vão ter o encargo, entre outras funções, de lançar novas versões de aplicativos, monitorar e registrar. De maneira geral, a gestão é facilitada. 

Isolamento de falhas 

Em um container, cada aplicativo opera independente do outro. Sendo assim, a falha em um não vai afetar o outro. 

Logo, os ambientes “irmãos” podem continuar funcionando, ao mesmo tempo em que as equipes de desenvolvimento tentam corrigir um possível bug em uma partição específica. Dessa forma, os problemas técnicos são isolados até serem resolvidos. 

LEIA MAIS: Big Techs: o que são e o que podem nos ensinar sobre negócios

A diferença entre container e máquina virtual

Ilustração de computadores e celulares integrados por uma rede.
Máquinas virtuais permitem o uso de sistemas operacionais diferentes.

Impossível não pensar em virtual machine (VM), ou máquina virtual, quando o assunto é container. No entanto, apesar de terem a virtualização como característica em comum, são duas soluções completamente diferentes. Vamos ver mais sobre essas distinções. 

A VM é um programa que cria um ambiente digital dentro da máquina ou de uma nuvem. O objetivo é permitir a instalação e a execução de um outro SO. Como costuma-se dizer no universo da tecnologia, é como um “computador dentro de um computador”. É preciso virtualizar o SO para fazê-la funcionar; isso consome recursos do servidor host sem necessidade.

E é aqui que está a diferença. Os containers contam com um espaço exclusivo e de funcionamento independente. Ou seja, não precisa de um SO para “rodar”. Depende tão somente do software e do kernel. Dessa forma, é a virtualização da sua aplicação — e não do sistema como um todo.

Resumindo, as VMs tornam o ambiente mais pesado e precisam ser atualizadas individualmente em caso de manutenção. Já os containers consomem menos recursos, permitindo a execução de mais aplicativos em um mesmo servidor. Além disso, quando há intervenção técnica, apenas o SO host precisa ser corrigido. 

Tecnologias de cloud computing e IA vão impulsionar o setor 

Uma característica essencial dos containers é que tornam a migração de aplicativos para a nuvem mais simples. Isso é essencialmente importante quando consideramos o avanço do cloud computing no mundo corporativo.

Segundo um estudo da Grand View Research, de fevereiro de 2022, o setor de computação na nuvem deve atingir US$ 1.5 bilhão até 2030. Além disso, o levantamento também indicou que 70% das empresas pesquisadas já tinham migrado parte das soluções para esse ambiente.

Por essa razão, os principais provedores do mercado oferecem serviços de execução dos containers em arquitetura cloud, como Instâncias de Contêiner do Azure (ACI), o Amazon Elastic Container Service (ECS) ou o Google Kubernetes Engine (GKE), que permite implementar clusters na nuvem pública. 

Outra aposta para impulsionar o setor é o crescimento de soluções como inteligência artificial (IA). A Data Bridge Market Research analisou, em dezembro de 2021, que esse mercado para aplicativos vai crescer 32,85% até 2029, quando atingirá US$ 22,67 bilhões. 

Um dos propulsores desse avanço, segundo o instituto, será justamente a adoção de novas tecnologias que geram processamento de informações continuamente, como a IA. Ainda de acordo com o relatório, o aumento será impulsionado, sobretudo, pela entrada de pequenas e médias empresas no mundo da conectividade e da análise de dados.

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Migração exige muito planejamento

Vimos, portanto, o que é container e como pode melhorar a eficácia em sistemas empresariais com grande demanda. No entanto, caso a corporação trabalhe em um ambiente tradicional, será preciso muito planejamento e cautela para fazer a transição. Afinal, assim como toda nova tecnologia, a migração pode não ser fácil. 

Um dos motivos é que, em muitas companhias, as equipes de TI não têm a experiência necessária no tema. Sendo assim, vão precisar de treinamento e auxílio de uma consultoria. Outro desafio é que, normalmente, é necessário um período de adaptação e, nesse meio-tempo, vai ser essencial um plano de contingência para problemas que possam surgir. 

Além do mais, é indispensável dar atenção especial à questão da segurança. Por exemplo, ao decidir passar de VM para container, pode haver erros e vulnerabilidades no processo. Por isso, uma boa estruturação é primordial, o que inclui backups, muita vigilância e regras de controle bem definidas. 

Uma forma de facilitar todo o processo é justamente adotar os orquestradores de gerenciamento. Também devem ser feitos muitos testes e uma análise minuciosa de cada etapa nos resultados. A precaução é a melhor forma de impedir que o funcionamento da companhia seja prejudicado. 

Por fim, a Vivo Empresas pode ajudar, identificando as melhores soluções para a digitalização do seu negócio, seja usando containers ou não. 

Gostou de saber mais sobre o que é container e a relevância dessa tecnologia para sua empresa?  Separamos alguns artigos relacionados que podem ser interessantes para aprofundar sobre o tema:

Até a próxima!

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