Agricultura 4.0: uso inteligente de tecnologias para otimização da lavoura

Uma fazenda conectada permite maior visibilidade e gera dados fundamentais controle do negócio nas mãos do agricultor

11/02/2021 às 11:20

O poder da conectividade e os benefícios do uso de tecnologia nos mais diversos setores ficaram em evidência no último ano, seguindo uma transformação digital em massa. E para o campo, não é diferente, e a Agricultura 4.0 é um exemplo disso.

O conceito se baseia em uma fazenda conectada, com soluções para otimizar a produtividade e aprimorar a gestão. 

Nesse sentido, já existe uma série de ferramentas tecnológicas que podem facilitar esse dia a dia e captar informações que auxiliam na rápida tomada de decisões. 

Inclusive, isso já é realidade em algumas regiões, principalmente no Centro-Oeste, e deverá ser um modelo adotado por cada vez mais produtores. 

Afinal, o uso inteligente de tecnologias e a análise de dados coletados por meio do monitoramento da área rural pode ajudar muito em um melhor planejamento e na otimização do plantio.

Essa evolução se torna ainda mais crucial quando se leva em conta os grandes desafios que despontam no horizonte para essa atividade, como o aumento da demanda por alimentos e a necessidade de um melhor aproveitamento de recursos naturais. Além, é claro, dos obstáculos diários, por exemplo, a instabilidade climática ou até pragas.

Neste artigo, para explicar melhor a quarta revolução da agricultura e quais as principais mudanças que a digitalização do campo trazem, você verá:

  • O que é a Agricultura 4.0?
  • Os novos desafios da produção nos campos
  • Os primeiros passos para a digitalização
  • Usos da Agricultura 4.0 e seu impacto econômico
  • Conclusão

agricultura 4.0
A Agricultura 4.0 traz tecnologia para otimizar a plantação

O que é a Agricultura 4.0?

Da mesma forma que a quarta revolução na Indústria, a Agricultura 4.0 busca usar o avanço tecnológico para trazer benefícios à produção no campo, como:

  • Agilidade
  • Autonomia
  • Melhor planejamento e gestão
  • Otimização das atividades
  • Redução de custos

Vivemos hoje em uma era data-driven, em que os dados e os insights que eles fornecem são grandes aliados dos gestores para entender a performance dos processos de ponta a ponta e poder fazer melhorias ou até realocar investimentos.

Nesse sentido, a Agricultura 4.0 traz essa assertividade para dentro das fazendas. Com o auxílio de dispositivos conectados, tais como sensores e câmeras, é possível gerar e analisar uma quantidade relevante de informações sensíveis.

Por meio do monitoramento constante e automatizado do clima, do solo, da umidade e de outras atividades (por exemplo, pulverização e irrigação), também há a possibilidade de realizar a gestão do campo de qualquer lugar e a qualquer momento. 

Afinal, para gerir esse negócio, é essencial ter visibilidade dos processos, equipes, ativos e até mesmo do espaço e seu uso.


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A longo prazo, toda essa conectividade ainda traz vantagens não apenas para a rotina, que pode ser facilitada, como também para a previsão e o planejamento dos próximos plantios. Em outras palavras, ajuda com insumos para a tomada de decisão.

Todavia, a transformação digital no campo não é uma novidade. Ela já vem acontecendo há algumas décadas no país, com inserção de maquinário, drones e sensores.

Aliás, em uma pesquisa sobre a inserção de tecnologias em fazendas, conduzida pela McKinsey, é possível ver que a integração digital nas plantações no Brasil hoje é maior que nos Estados Unidos. O estudo ainda mostrou que 34% dos fazendeiros já realizam transações digitais.

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Os novos desafios da produção nos campos

A atividade enfrenta diversos obstáculos diários já conhecidos pelos produtores, como pragas ou mesmo épocas de seca. 

Entretanto, há ainda novos desafios pela frente que exigem uma evolução, como a viabilizada pela Agricultura 4.0, e deverão fazer parte da estratégia do negócio.

A primeira preocupação é com o crescimento da população e a consequente necessidade de mais alimentos. A previsão é que a população global cresça 25% em 30 anos, totalizando 9,7 milhões de pessoas. Com isso, a demanda geral de alimentos aumentará em mais de 50%, segundo pesquisa do World Resources Institute

Além disso, como o Brasil é um dos grandes produtores de alimentos do mundo, a expectativa é que o país contribua com 40% da demanda extra global no futuro, segundo estimado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. Portanto, é fundamental a otimização da produção.

Outro desafio é que há pressão internacional para que o setor seja mais sustentável, inclusive frente à escassez de recursos naturais prevista para as próximas décadas. 

Assim, apesar do aumento de demanda, a produção contará com cada vez mais restrições de extensão da área de plantio e de volume de recursos naturais e insumos ao seu dispor.

A propósito, uma agricultura sustentável significa adaptações como tornar mais eficiente o uso diário de água para irrigação e diminuir ou cortar a utilização de agrotóxicos. É nesse cenário que as certificações agrícolas crescerão. 

Mudanças no clima

Por último, mas não menos importante, a crise climática deve ser levada em consideração. Situações extremas como temporais, épocas de seca e incêndios serão mais comuns nos próximos anos e vão impactar o setor. 

Assim, até para cenários como a atual crise hídrica, que tem afetado consideravelmente o abastecimento de energia no país, contar com previsões do microclima da fazenda, bem como um bom planejamento, se tornam cruciais.


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Os primeiros passos para a digitalização

As soluções tecnológicas abrem um grande leque de novas possibilidades para o setor, porém elas necessitam de uma boa conexão como base de seus serviços.

A Agricultura 4.0 depende diretamente do envio, armazenamento e análise dos dados captados por sensores, câmeras e outros dispositivos. Sendo assim, a falta de acesso à internet impossibilita esse modelo.

Em um artigo sobre o futuro agrícola conectado, a McKinsey mostra que, à medida que a conectividade no campo aumenta, novas oportunidades surgem, como:

  • Internet das Coisas (IoT): com a popularização de sensores e redes, o uso de IoT deve aumentar, permitindo casos de uso como irrigação de precisão nas plantações, rastreamento das atividades e performance de grandes frotas de máquinas e até mesmo em estabelecimentos;
  • Serviços de missão crítica: a latência ultrabaixa e a estabilidade aprimorada das conexões irão aumentar a confiança em aplicativos que exigem confiabilidade e capacidade de resposta absolutas, como operação de máquinas autônomas e drones;
  • Cobertura quase global: se os satélites LEO atingirem seu potencial, eles permitirão que até as áreas rurais mais remotas usem a digitalização extensiva, o que aumentará a produtividade agrícola global.

Ainda na publicação, a companhia estima que, ao final dessa década, uma agricultura conectada poderá resultar em um acréscimo de US$ 500 bilhões no PIB mundial.

Portanto, para não ter esse impedimento na transformação digital da sua fazenda, vale investir em soluções de conectividade. A Vivo Empresas oferece a Agro Cobertura, que viabiliza a cobertura de toda a área com rede VIVO LTE 4G, além de integrá-la com soluções em IoT. 

Também vale reforçar que, se há conexão à Internet e tráfego de dados sensíveis, bem como seu armazenamento em nuvem, a segurança dessas informações deve ser garantida. Pois, assim, os benefícios da digitalização não se tornam um risco à saúde do negócio. 

Usos da Agricultura 4.0 e seu impacto econômico

agricultura 4.0
A evolução da produtividade agrícola no Brasil está na Agricultura 4.0

Uma das tecnologias que vem ganhando destaque na produção agrícola é a IoT, que utiliza dispositivos com conexão à Internet para monitoramento em tempo real. Por sua vez, essa inovação é também uma das peças centrais na Agricultura 4.0 e ferramenta indispensável para uma gestão eficiente.

Entre seus principais usos no campo, destacam-se:

Monitoramento inteligente da safra

Por meio de sensores e também da coleta de imagens via drone, pode-se realizar o acompanhamento em tempo real da saúde da plantação. A própria irrigação consegue ser ajustada de forma a distribuir água de acordo com a necessidade de cada área. O mesmo serve para o processo de pulverização e aplicação de insumos. 

Drones conectados

São utilizados tanto para fiscalização das terras quanto para facilitar a identificação de pragas, reduzindo o prejuízo dos produtores. Também ajudam no mapeamento da plantação para avaliar se a disposição do plantio é a melhor em relação ao aproveitamento de solo e outros recursos naturais.

Maquinário automatizado

Máquinas agrícolas auto-operadas capazes de realizar tarefas com base em dados de sensores conectados, GPS e análise de imagens. Além disso,  acompanha-se a velocidade, localização e até a necessidade de manutenção de tratores, colheitadeiras, entre outros. Essa função otimiza o uso de recursos, reduz as necessidades de trabalho da equipe e pode até aumentar o rendimento.

Certamente, cada um desses usos ajuda a agricultura a dar um passo à frente e os efeitos são sentidos não apenas na produtividade, como em termos econômicos. Só para ilustrar, a McKinsey divulgou o intervalo estimado do novo valor potencial do PIB global com o uso dessas soluções digitais:

  • Monitoramento inteligente de safra — de US$ 130 bilhões a US$ 175 bilhões
  • Uso de drones — de US$ 85 bilhões a US$ 115 bilhões
  • Maquinário automatizado — de US$ 50 bilhões a US$ 60 bilhões

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Conclusão

A agricultura no Brasil é reconhecida dentro e fora do país pelo seu desenvolvimento e qualidade. Como exemplo, segundo o Ministério da Agricultura, a produção brasileira de grãos deve crescer 27%, chegando a 318,3 milhões de toneladas até 2030.

Em conclusão, o próximo passo para evoluir a produtividade está na Agricultura 4.0. Uma fazenda conectada oferece visibilidade do que acontece dentro dela. Assim, o controle do negócio fica nas mãos do agricultor, que terá informações cruciais para tomar atitudes assertivas. 

Além disso, investir em tecnologias como as apresentadas aqui é apostar no futuro. Afinal, segundo pesquisa da Juniper Research, a estimativa é que as conexões IoT aumentem de 36 bilhões em 2020 para 83 bilhões em 2024. E com mais conexões, também crescem as possibilidades de uso para essas inovações no campo.

A Vivo Empresas é uma parceira da digitalização no Brasil e tem grande foco na agricultura. Inclusive, possui no seu portfólio diversas soluções de IoT focadas no setor, como o Vivo Maquinário Inteligente para gestão dos ativos no campo em tempo real e o Vivo Clima Inteligente que ajuda no planejamento de atividades a partir da previsão do tempo. 

Além do próprio Agro Cobertura citado anteriormente, que engloba uma das partes mais importantes da transformação digital: a conectividade.

Adicionalmente, ainda conta com serviços de Cloud, Big Data, TI, Equipamentos, Segurança e Ferramentas de Colaboração.

Estamos preparados para implementar a Agricultura 4.0 em pequenas e grandes fazendas. Continue lendo sobre a eficiência do uso de tecnologia no agronegócio:

Até a próxima!

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