10 previsões estratégicas de tecnologia para 2021, segundo a IDC Brasil

17/02/2021 às 9:38

O mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação, conhecido como TIC, passou por grandes desafios em 2020. 

Se, no momento pré-pandemia, a expectativa era de que as companhias iriam investir mais na área, quando a crise começou no Brasil esse aporte precisou ser reduzido. Isso, mesmo considerando que muitas companhias iniciaram suas jornadas de transformação digital às pressas.

Porém, um novo ano começou e, com ele, novas perspectivas para as inovações tecnológicas. 

Para isso, estar atento às tendências do segmento corporativo suportará realizar qualquer planejamento estratégico. 

Durante a Predictions Brazil 2021, A conferência anual realizada pela subsidiária brasileira da International Data Corporation (IDC),  foram apontadas as 10 principais previsões tecnológicas para este ano. 

Entre elas, estão perspectivas para o mercado de cloud, segurança cibernética e inteligência de dados. Acompanhe, aqui, os principais destaques desse encontro.

Neste artigo, você verá:

  • Perspectivas para negócios no Brasil em 2021
  • Por que investir em tecnologia?
  • O poder da conectividade e a tecnologia de quinta geração
  • A importância da Cloud na infraestrutura de TI
  • A crescente adoção de recursos inteligentes
  • Impulsionando as soluções de segurança
  • Aceleração da transformação das plataformas de gestão em direção à nuvem
  • A retomada nos endpoints 

Pessoa usando a tecnologia da tablet
Tecnologia se expandirá no Brasil em 2021

Perspectivas para negócios no Brasil em 2021

Depois de um período inconstante em relação aos investimentos em tecnologia, as primeiras pesquisas da IDC mostram um retorno do otimismo. São quase 50% das companhias que afirmam querer investir em TIC.

O número é pouco menor que o apresentado para o início de 2020, quando 60% das empresas pretendiam focar nessa área. 

Contudo, ainda é melhor do que o registrado entre março e junho do ano passado, quando menos de 30% tinham a intenção de aumentar os gastos na área. 

Durante o webinar, a pandemia e as consequentes mudanças que ela provocou, como a digitalização em massa, foram apontados como motivadores do interesse contínuo no setor. 

“Talvez uma das grandes conquistas desse ano desafiador para o ecossistema de TI e comunicações realmente tenha sido a mudança de patamar das conversas de investimentos. Percebemos que CEOs e CFOs estão mais envolvidos e mais interessados na tecnologia. Viram a necessidade dela. Falamos muito de avançar na transformação digital mas, muitas vezes, até para a sobrevivência dessa empresa a tecnologia é necessária. Isso reforça tal otimismo.”

Denis Arcieri, Country Manager da IDC Brasil

Por que investir em tecnologia?

A IDC reportou, ainda, que haverá mudanças entre os objetivos que levam as corporações a investir em tecnologia, sendo os principais: 

  • Aumentar a produtividade (53%)
  • Reduzir custos (45%)
  • Melhorar a aquisição e retenção dos clientes (33%)
  • Balancear digital e físico na experiência do cliente (31%)
  • Introduzir produtos novos e/ou aprimorados (31%)

Comparado ao ano anterior, isso indica que o foco em produtividade e custos, apesar de ainda liderar, está perdendo importância frente a novos desafios relacionados ao cliente. 

Por outro lado, a escolha de iniciativas de TI está passando por uma transformação. Nesse cenário, segurança é prioridade de 61% das empresas, principalmente considerando-se a reestruturação das companhias para se adaptar, por exemplo, aos novos modelos de trabalho remoto e híbrido

Em seguida, o pilar de inteligência estará na estratégia de 52% das organizações. Por sua vez, essa área engloba Big Data, Analytics, BI, Inteligência Artificial e Machine Learning, que continuam ganhando relevância.

Além deles, nuvem pública (IaaS + SaaS), Modernização ERP e Experiência dos Clientes, com cerca de 33% de intenção de adoção, completam as cinco iniciativas de maior interesse em TI empresarial para 2021. 

Ao mesmo tempo, a IDC Brasil apontou 10 previsões de TIC para esse ano:

  1. 5G na rota da massificação
  2. Conectividade redefinida
  3. Edge: da borda para o centro das decisões
  4. Cloud avança como elemento-chave na infraestrutura de TI
  5. Multiplicação dos recursos de Inteligência Artificial embarcados
  6. Novo contexto de nuvem e colaboração impulsiona soluções de segurança
  7. Aceleração da transformação das plataformas de gestão em direção à nuvem
  8. Reinvenção do mercado de impressão, suportado por Hardware, Software e Serviços
  9. Ascensão dos Smart Home Devices
  10. Forte retomada nos endpoints (notebooks e tablets)

Para que você possa planejar a modernização do seu parque tecnológico de acordo com as tendências tecnológicas que vão despontar no ano de 2021, separamos alguns destaques:

O poder da conectividade e a tecnologia de quinta geração

O poder das conexões não poderia deixar de figurar entre as tendências. Afinal, o mundo não só está cada vez mais conectado, como depende cada vez mais disso.

5G

2021 será o ano em que a tecnologia de 5ª geração será adotada de forma mais ampla e com ênfase no segmento B2B.

Ao mesmo tempo, a capacidade viabilizada por ela irá impulsionar, ainda, outras inovações. Assim, a IDC estima que o 5G vai, indiretamente, gerar US$ 2,7 bilhões de novos negócios no Brasil, envolvendo Inteligência Artificial, Realidade Aumentada e Virtual, IoT, Cloud, Segurança e Robótica. 

Conectividade redefinida

A conectividade sempre foi o alicerce das grandes soluções tecnológicas. E ela se torna ainda mais essencial em um cenário de aumento de usuários, dispositivos e aplicações remotas, bem como de adaptação aos novos modelos operacionais, organizacionais e de trabalho. 

“Antes, a gente tinha um cenário em que a rede era um elemento necessário, mas acabava não tendo um papel tão importante ou estratégico. A pandemia revelou que ter uma conectividade muito efetiva e alinhada ao negócio se faz presente na estratégia de transformação digital.”

Luciano Saboia – Gerente de Telecom IDC Brasil

De acordo com a IDC, nos próximos anos, com a reestruturação das arquiteturas de rede, a malha de conectividade se estenderá a qualquer usuário, local e nuvem para negócios digitais. Dessa forma, ela passa também a ser um caminho estratégico para a aceleração de iniciativas de transformação digital.

A consultoria ainda revela que, para mais de 70% das empresas, os modelos operacionais serão ativados digitalmente em 2021, com mais automação, colaboração e compartilhamento de conteúdo. 


LEIA MAIS: Soluções de conectividade: por que são essenciais para o avanço das empresas na era digital


A importância da Cloud na infraestrutura de TI

Grande parte das previsões de tecnologia para 2021 está relacionada, de alguma forma, à nuvem. Isso porque esse ambiente virtual já faz parte do cotidiano das empresas. Neste ano, atingirá novos níveis de maturidade.

Com as necessidades impostas pela pandemia, a cloud é considerada uma saída ágil para ampliar a resiliência operacional. Foram muitas as companhias que migraram para ambientes de nuvem durante o momento de crise e, dessa forma, mantiveram suas operações funcionando dentro de um ambiente híbrido.

Mas, neste ano, o foco será utilizá-la de forma completa, para os sistemas de suporte e até mesmo os workloads críticos e que entregam valor para os negócios.

Um dos desafios é a modernização da estrutura de tecnologia. Pois, com maior adesão à nuvem pública e a privada, bem como com os ambientes híbridos ganhando relevância, a orquestração e gestão do conjunto se torna mais complexa. 

“Estamos caminhando para um avanço de ambientes híbridos, onde a cloud se torna um elemento central, que vai permitindo que as organizações escolham o modelo de infraestrutura (entre tradicional, nuvem pública, nuvem privada) que melhor acomoda os seus workloads. E a que melhor se integra com as características do processo de negócio que ela precisa atender.”

Luciano Ramos – Gerente de Enterprise IDC Brasil

Para exemplificar, os gastos em 2021 com infraestrutura (IaaS) e plataforma (PaaS) em nuvem pública no Brasil devem atingir US$ 3 bilhões. E com a nuvem privada serão US$ 614 milhões.


LEIA MAIS: Soluções em Cloud: como a virtualização ajuda a resolver problemas e otimizar processos nas empresas


A crescente adoção de recursos inteligentes

A Inteligência Artificial está em um processo inicial de implementação nas empresas, que ainda buscam compreender e validar a capacidade dessa tecnologia. 

Tanto que, entre os negócios que utilizam recursos de IA, mais de 75% possui supervisão humana para conferir os resultados, o que a IDC chama de ML Life Cycle.

Atualmente, cerca de 25% das organizações de grande porte no Brasil adotaram tanto a IA quanto o Machine Learning para projetos próprios. 

Todavia, com uma maior digitalização corporativa, ter múltiplos workloads com um grande volume de dados para gerenciar é comum. Assim, faz com que IA fique mais atrativa.

“As pessoas precisam ter mais tempo para fazer operações mais nobres, tomar decisões suportadas por dados, com uma visão mais estratégica, e essa capacidade de automação, de entregar esses insights de uma forma mais mastigada para o ser humano auxilia enormemente. Então, as empresas vão priorizando essas capacidades e selecionando cada vez mais opções de soluções que tragam isso embarcado.”

Luciano Ramos – Gerente de Enterprise IDC Brasil

Segundo a IDC, os gastos com IA no Brasil em 2021 irão totalizar US$ 464 milhões.


LEIA MAIS: Por que implementar a Inteligência Artificial na educação é tão importante?


Impulsionando as soluções de segurança

Após o primeiro impacto da pandemia, ficou claro para grande parcela das companhias que seu ambiente não estava pronto para lidar com as mudanças. E isso se revelou em aspectos, como segurança em nuvem, diversidade e dispersão de endpoints.

Em contrapartida, a demanda por proteção de dados cresce diariamente, devido não só ao aumento de ameaças, como também à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Aliás, apenas 50% das empresas se consideram em estágios avançados de adequação à lei, sendo que cerca de 66% assumem que a maior dificuldade é o mapeamento e controle das informações.

Como explicou o Gerente de Enterprise da IDC Brasil, Luciano Ramos, a realidade brasileira é de que as equipes de segurança são bastante enxutas, enquanto os incidentes crescem de uma forma muito acelerada. 

Então, as soluções de tecnologia com maior inteligência, como as que usam Inteligência Artifical e Machine Learning, vão permitir que as empresas consigam analisar todo o seu tráfego e responder o necessário, minimizando o desperdício de esforço dos times. 

Portanto, a estratégia de segurança deve ser voltada aos dados e workloads, ao invés da focada no perímetro tradicional. 

As soluções de proteção na nuvem e das cargas de trabalho criarão uma espécie de perímetro virtual: vão proteger o que é do domínio da organização e permitirão que exista uma maior visibilidade dos recursos e soluções que estão sendo aplicados. 

Assim, a expectativa é que os gastos com soluções de segurança ultrapassem US$ 900 milhões no Brasil e que as de segurança em nuvem cresçam 29% em 2021.


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Aceleração da transformação das plataformas de gestão em direção à nuvem

A experiência do consumidor (ou Customer Experience – CX) é uma preocupação crescente no mercado. Inclusive, 65% das empresas querem dar mais ênfase a essa questão em 2021, o que gera também um aumento nesse mercado, cujos gastos devem atingir US$ 1,4 bilhões.

Entretanto, o CX mais do que nunca exige soluções ‘Digital First’. Ou seja, experiências que não exigem contato e com maior automação. Portanto, esse é um dos grandes motivadores da aceleração de tecnologia em nuvem apontada como tendência.

Hoje, segundo pesquisa do IDC, quase 43% das companhias querem migrar algum sistema de gestão para a nuvem nos próximos 24 meses. Além disso, para modernizar os workloads, 31% das organizações preferem substituir uma aplicação atual por uma em SaaS.


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A retomada nos endpoints 

As empresas querem adotar a transformação digital e serem mais produtivas. Para isso, um endpoint atualizado, novo e conectado com todas essas novas tecnologias é fundamental para esse crescimento. 

Assim sendo, em 2021, o segmento corporativo (incluindo o setor de educação) investirá em equipamentos como:

  • Notebooks – mais de US$ 1,6 bilhão em produtos;
  • Tablets – mais de US$ 103 milhões em produtos.

Isso representa, em comparação ao ano anterior, um crescimento de 25% para notebooks corporativos e 71% para tablets.

Assim, esse mercado ganhará força, beneficiando tanto quem já estava atuando, quanto novas companhias que também irão apostar na atualização dos endpoints.


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Conclusão

Conectividade, nuvem e inteligência são elementos que estiveram presentes em todas as previsões estratégicas de tecnologia da IDC Brasil. Para 2021, o mercado de TIC tem uma boa previsão de retomada, com um crescimento de cerca de 7%. 

Aliás, se apenas a TI empresarial for considerada, ou seja, softwares, serviços e hardware voltados para o segmento corporativo, a previsão de avanço em 2021 já é de 9,7%. E isso é bastante representativo.

Evidentemente, a pandemia deu destaque aos recursos tecnológicos. E à forma como beneficiam as organizações que conseguem utilizá-los para endereçar suas necessidades e dores de negócios. 

Um bom exemplo,é a tendência de uso de processos automatizados e inteligentes de segurança, uma vez que as equipes especializadas na área normalmente são pequenas.

Durante a Predictions Brazil 2021, a IDC trouxe um bom guia sobre as tecnologias que prometem acelerar a digitalização do mercado brasileiro.. 

Contudo, é preciso entender quais realmente se encaixam dentro do contexto de cada negócio, para que o investimento seja eficiente.

Nesse sentido, a Vivo Empresas trabalha como um parceira tecnológico completo, dedicando-se a acelerar as jornadas de transformação de pequenas a grandes organizações. Para isso, oferece um portfólio abrangente de soluções digitais e equipamentos de microinformática para locação, com recursos desenhados para atender às novas necessidades do mercado. 

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