Tecnologia e sustentabilidade: soluções digitais otimizam o consumo de água no campo

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O agronegócio é um importante setor econômico do Brasil. Porém, apesar de ser extremamente resiliente, o agro também precisa cada vez mais evoluir para ultrapassar desafios da nova era, como a busca por uma produção sustentável, com menor consumo de água na agricultura e sem expansão para novas terras. 

Inclusive, as restrições de recursos naturais irão gradualmente ser mais comuns e a própria relevância dos certificados agrícolas e ambientais aumentará, principalmente no que se refere às exportações. 

Além dessas, há muitas outras razões que tornam fundamental o apoio tecnológico no setor rural, principalmente para que a produção siga com a mesma qualidade e cresça em rendimento.

Sobretudo, a tecnologia oferece um suporte no dia a dia nas fazendas, trazendo visibilidade daquilo que acontece no campo, bem como facilitando a gestão de ativos e o planejamento dos próximos passos.

Assim sendo, saber escolher as soluções digitais ideais para cada momento da sua produção se torna essencial por ajudar não apenas no aumento de produtividade, mas também por ser um grande aliado para mitigar danos ambientais e se preparar para o futuro do setor.

Neste artigo, você verá:

  • O cenário do agronegócio no Brasil
  • Tecnologia no campo
  • Sustentabilidade: de olho no consumo de água na agricultura
  • Como a tecnologia pode ajudar a reduzir e a otimizar o consumo de água na agricultura
  • Tendências tecnológicas nos campos

O cenário do Agronegócio no Brasil

É possível reduzir o consumo de água na agricultura por meio de sensores e dispositivos conectados por IoT

Sem dúvida, o agronegócio evoluiu muito no país. Na realidade, na década de 60, o Brasil era ineficiente na agricultura. Porém, desde então, o setor se modernizou, otimizando a área ocupada e tornando a produção mais eficiente. Hoje, é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. 

Inclusive, segundo levantamento recente do Censo Agropecuário, só nos últimos 22 anos o agronegócio dobrou sua capacidade. Houve aumento nas áreas agrícolas e de pastagens, que  em 1920 representavam 175 milhões de hectares e hoje chegam a 351 milhões de hectares. 

Contudo, durante a pandemia, o setor se destacou ainda mais em território nacional como um dos únicos a apresentar crescimento em 2020. 

O resultado positivo foi, principalmente, devido às vendas de soja e café, bem como ao aumento da produtividade no campo como um todo. 

Assim sendo, o agro é também um dos principais pilares da nossa economia

Em 2020, por exemplo, o desempenho da agropecuária chegou até a evitar uma queda maior no Produto Interno Bruto total do país, segundo análise da Confederação da Agricultura e Pecuária no Brasil (CNA)

Ela mostra ainda que a atividade ganhou mais relevância no PIB brasileiro, com um aumento de participação de 6,7% em 2019 para 7,1%.

Posto que o setor já teve todas essas conquistas, as expectativas para o futuro são altas. 

Como exemplo, para 2021, a CNA projeta uma alta de 2,5% do PIB agropecuário. Além disso, o Ministério da Agricultura estima que até 2030 a produção de grãos cresça 27%, chegando a 318,3 milhões de toneladas. 

E, por fim, visando suprir uma população mundial de 10 bilhões de pessoas, a própria Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura espera que o Brasil contribua com 40% da demanda extra global de alimentos no futuro.

Veja como produzir mais, de maneira eficiente e sustentável, com soluções em IoT

Tecnologia no campo

Há muitas formas nas quais a tecnologia pode ajudar a produção em fazendas. No começo, por exemplo, a inovação era bastante voltada para o maquinário. 

Só para ilustrar, na década de 1950, menos de 2% das propriedades rurais contavam com máquinas agrícolas, o que acarretava em mais trabalho manual e, consequentemente, uma menor produtividade no campo.

Com o tempo, não apenas o uso de equipamentos, mas o desenvolvimento de pesquisas permitiram que alguns plantios fossem menos restritivos quanto à localização e ao clima. Um bom caso é a soja que passou a se estabelecer com sucesso em regiões de baixas latitudes.

Aliás, como resultado desses avanços tecnológicos, entre 1975 e 2015 houve um crescimento de 59% do valor bruto da produção agrícola, segundo a Embrapa.

Atualmente, há uma gama de soluções que ajudam no cotidiano na fazenda e até trazem um melhor aproveitamento das demais tecnologias já implementadas, como uma possível otimização do consumo de água na irrigação automatizada. 

Nesse sentido, é interessante notar que a integração digital nas plantações no Brasil já é maior que nos Estados Unidos, como mostra uma pesquisa da McKinsey & Company. O estudo ainda identifica que no país:

  • 34% dos fazendeiros já fazem transações digitais;
  • 90% dos produtores afirmam que precisarão de mais certificados de sustentabilidade para poder vender sua colheita;
  • Os tipos mais comuns de agricultura de precisão utilizados no Brasil são relacionados a drones, enquanto o sensoriamento remoto e a Internet das Coisas ainda não foram amplamente adotados.

No cenário atual, existe investimento em inovações para reduzir custos, aumentar a produtividade e a sustentabilidade nas fazendas. Entretanto, a adoção de soluções é um processo contínuo, pois busca resolver os novos desafios que aparecem para o setor diariamente. 


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Sustentabilidade: de olho no consumo de água

Uma preocupação que ganha cada dia mais destaque no cenário mundial é a sustentabilidade. Semelhantemente, esse será um dos grandes desafios do agronegócio brasileiro daqui pra frente. 

Acima de tudo, ser sustentável significa otimizar uma cadeia de produção, seja ela no uso de energia, no consumo de água ou em outros sistemas. E isso, por sua vez, traz muitos benefícios para a atividade em si, inclusive quando se trata de tornar seu negócio mais resiliente. 

Portanto, é preciso considerar, ainda, que os investidores buscam alternativas sustentáveis e, nesse sentido, as certificações verdes são um caminho para o agro atrair esses recursos e ainda garantir uma vantagem competitiva.

Irrigação: uma questão de eficiência no uso da água

Ainda nesse cenário da busca da produção sustentável, a questão hídrica é especialmente delicada, pois a agricultura consome cerca de 70% das reservas globais de água doce, segundo o Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO)

No Brasil, já existe uma área de 8,2 milhões de hectares equipada para irrigação e que deve crescer em 76% até 2040, segundo dados do Atlas Irrigação

Por outro lado, a demanda hídrica também irá aumentar em 66% no país, o que deixa clara a necessidade de melhoria da eficiência no uso desse recurso.

Nesse sentido, ferramentas tecnológicas de monitoramento, como sensores conectados via Internet das Coisas (IoT), podem ajudar na melhor distribuição de água na lavoura. 


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Como a tecnologia pode ajudar a reduzir e a otimizar o consumo de água nas fazendas

Uma das principais tecnologias que auxiliam na otimização do uso de recursos, sejam eles naturais ou insumos agrícolas, são os equipamentos de IoT. Sensores, câmeras e drones conectados à internet ajudam no monitoramento inteligente − e em tempo real − de toda a fazenda.

Simplificando, essa inovação permite que equipamentos se conectem via comunicação M2M e gerem dados sobre as atividades que realizam ou acompanham. Então, essas informações são transmitidas para análise do produtor, o qual pode fazer uma tomada de decisões mais assertiva e eficiente graças a isso.

Entre os usos práticos da novidade no cotidiano do campo, estão identificar a umidade do solo, bem como a condição de cada área de plantio, a fim de entender se a irrigação está sendo efetiva e qual o status do consumo de água. 

Além disso, há as funções de previsão de clima, como a solução Vivo Clima Inteligente oferecida pela Vivo Empresas. 

A partir dela, é possível saber qual será a temperatura e quando haverá dias chuvosos ou com vento em altas velocidades. O que ajuda a planejar melhor as atividades, como a própria irrigação que pode ser cancelada ou reduzida em caso de chuva.

Aliás, a IoT é uma das tendências dos próximos anos. De acordo com o estudo The Internet Of Things 2020, do Business Insider Intelligence, a expectativa é que, até 2027, haja 41 bilhões de dispositivos conectados espalhados pelo mundo. O que também significa que seus usos serão cada vez mais amplos.

Por fim, vale lembrar que uma etapa importante para a digitalização do campo é investir em conectividade, pois é somente a partir dela que outras ferramentas poderão ser implementadas a fim de facilitarem a gestão das fazendas.


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Tendências tecnológicas nos campos

Há crescentemente soluções digitais que ajudam a reduzir custos, aumentar a produtividade com menor impacto ambiental e até mesmo podem resultar em maior lucratividade. 

Porém, elas só trarão essas vantagens se forem implementadas de forma estratégica, alinhadas às necessidades e prioridades do negócio. Por isso, é preciso ficar atento às tendências e ao modo como elas se encaixam na rotina da produção.

Automação

Uma das tendências para os próximos anos é a automação do maquinário, como tratores, colheitadeiras e semeadeiras. 

Com base em dados de sensores conectados, GPS e análise de imagens, é possível controlar os equipamentos de forma remota e realizar a atividade de maneira mais precisa. 

Desse modo, seria possível reduzir as necessidades de trabalho da equipe e até aumentar o rendimento.

Fazendas inteligentes

Maquinário, sensores, câmeras, drones, VANTs e muitos outros dispositivos conectados irão tornar as fazendas ainda mais integradas. 

Mediante monitoramento constante que capta informações sobre a movimentação das máquinas, a situação climática e até o consumo de água, a gestão da produção pode ser feita de forma remota e inteligente, com base em dados reais de todas as atividades realizadas. 

Agricultura Preditiva

O próximo passo no agro será dado com a ajuda da Inteligência Artificial (AI). 

Por meio de informações captadas via IoT, bots inteligentes podem ajudar a responder perguntas complexas e que determinam o futuro do negócio, por exemplo: qual o plantio e a área mais indicados para o ano ou a melhor opção para o controle de pragas na sua lavoura. 

Dessa forma, é possível fazer uma previsão de resultados e se destacar no mercado.


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Conclusão

O agronegócio vem mostrando um excelente desempenho nos últimos anos e a expectativa é que continue sendo destaque dentro e fora do país. Porém, para isso é preciso estar preparado para alguns grandes desafios que vêm pela frente. 

Um bom exemplo é a crise climática que já aparece com eventos extremos, como incêndios e o aumento global de temperatura. 

Por sua vez, ela impacta diretamente no agronegócio e até no consumo de água, considerando que épocas de seca também podem se tornar bem comuns. 

Ademais, a demanda global por alimentos é crescente e exige que o setor produza mais ao mesmo tempo em que a pressão pelo desenvolvimento sustentável da atividade restringe acesso a recursos naturais e à expansão de território.

Para enfrentar esses e outros obstáculos, a inovação não pode parar. Nesse sentido, a Vivo Empresas pode ajudar, com um portfólio completo de soluções que atuam na digitalização do agronegócio de ponta a ponta

Como uma parceira estratégica para o agronegócio brasileiro, conta com soluções digitais que incluem conectividade, IoT, Cloud, Big Data, TI, Aluguel de Equipamentos, Segurança, Gestão de Tecnologia e Ferramentas de Colaboração para uma gestão rural eficiente e assertiva. 

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Até a próxima!

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