Futuro do agronegócio: como realizar uma gestão para o alto desempenho?

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Cada vez mais, a IoT (Internet of Things, ou Internet das Coisas) será uma realidade difundida em todo o agronegócio brasileiro, graças à tecnologia 5G. Além disso, o avanço da biotecnologia também deve aprimorar progressivamente a qualidade da produção agrícola no Brasil.

A verdade é que há muitas frentes de inovação tecnológica e sustentabilidade sendo desenvolvidas para esse setor, que é um dos principais para o PIB (Produto Interno Bruto) do país.

Apesar da sua importância econômica, é comum que muitas pessoas não saibam que o agronegócio pode ser uma boa opção de empreendedorismo.

Pensando nisso, preparamos este artigo especial para ajudar a esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto. Aqui, você vai entender:

  • O que é o agronegócio
  • Como funciona o setor
  • Quais suas características
  • Qual o objetivo do agro
  • Cenário do agro no Brasil
  • As etapas da cruciais na gestão
  • O papel da tecnologia no agro

Afinal, o que é agronegócio?

Vista aérea de trator fertilizando plantação em agronegócio
A IoT no campo já é uma realidade e deve alcançar todo o país até o final da década de 2020 por meio do 5G

Em 2020, o setor do agronegócio brasileiro encerrou o ano com um resultado histórico desde 1989: alcançou um valor bruto de produção de R$ 871,3 bilhões, segundo a Agência Brasil.

Graças a esse resultado extraordinário, o agronegócio é responsável por mais 25% do PIB nacional, segundo estudo realizado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em 2021.

Mas, na prática, você sabe o que é o agronegócio? Esse segmento engloba todas as atividades com fins econômicos e comerciais relacionadas a produtos agrícolas. 

Nesse cenário, é comum imaginar somente a agricultura e pecuária como subsetores. De fato, isso não está errado, mas, na prática, as atividades vão mais além. Há diversos nichos econômicos que integram esse mercado e podemos citá-los em três agrupamentos:

  • Primário — produtores rurais;
  • Secundário — produtores de insumo e agroindústria;
  • Terciário — distribuição e comércio

Esses grupos compõem a cadeia produtiva responsável por fazer o setor acontecer. Para que ele alcance o alto desempenho é essencial que os gestores o entendam, de fato, como uma empresa. Assim, há a necessidade de otimizar processos e investir em inovação.

Veja como produzir mais, de maneira eficiente e sustentável, com soluções em IoT

Como funciona esse setor?

Há décadas o agronegócio é um dos destaques do crescimento financeiro do país. Agora, com a aceleração da transformação digital no campo, surgem mais oportunidades para reinventar a operação agrícola. Assim, os produtos nacionais se tornarão cada vez mais competitivos no mercado externo.

Para que isso aconteça em alta performance, é necessário que as etapas da cadeia produtiva sigam o mesmo movimento de inovação. Mas, isso deve acontecer de acordo com as particularidades de cada subsetor. A seguir, entenda melhor como cada um deles funciona e como estão conectados.

Primário

A IoT no campo já é uma realidade e deve alcançar todo o país até o final da década de 2020, por meio do 5G

Mas o que se entende por setor primário? Em qualquer cadeia produtiva, corresponde às atividades diretamente relacionadas com a produção e extração de insumos da natureza. Assim,  temos a produção rural como integrante desse subsetor, destacando-se:

  • Pecuária;
  • Agricultura;
  • Extrativismo

Essas áreas são responsáveis por produzir recursos que podem ir diretamente para a mesa das pessoas ou passar por processos de industrialização. Nesse sentido, há oportunidades de otimizar:

  • Qualidade e volume de safras;
  • Nutrição animal;
  • Métodos de extração sustentáveis

Assim, o agronegócio primário tem uma série de processos que merecem um olhar atento do empreender para assegurar a competitividade dos produtos no mercado. Nesse contexto, podemos destacar a importância da modernização de maquinários agrícolas e da biotecnologia no campo e na criação de animais.

Secundário

“Nada se cria, tudo se transforma”. Lavoisier, um renomado químico francês, publicou essa frase há mais de 200 anos. E essa icônica afirmação tem tudo a ver com o setor secundário da economia. É nele que toda matéria-prima é transformada em novos produtos. Assim, é responsável pelas indústrias.

De acordo com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a Agroindústria é responsável por 5,9% do PIB nacional. Logo, nessa frente podemos citar as grandes fazendas produtoras de insumos para os processos de industrialização. É o caso das plantações de laranjas para a fabricação de suco.

Além disso, ainda há os produtos industrializados usados no  setor primário do agronegócio. Os fertilizantes, por exemplo, que servem para fomentar a plantação. 

Quando a agroindústria investe em modernizar-se,  ajuda em duas frentes essenciais na cadeia de produção. Elas são o melhoramento da qualidade dos insumos no setor primário e também dos alimentos, agora industrializados. Por sua vez, esse processo gera um reflexo positivo no setor terciário, impactando o desempenho de toda a cadeia.

Terciário

Você sabia que 48% das exportações brasileiras derivam de atividades do agro?  Esse dado é resultado de um levantamento realizado, em 2021, pela Mapa (Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Assim, após a produção, todas as atividades necessárias para que essa venda aconteça englobam o setor terciário na cadeia produtiva. Quando pensamos no agronegócio, falamos da logística e transporte, bem como dos processos de negociação com compradores e prestação de serviços em geral.

Portanto, de maneira lógica, se os nossos produtos apresentam mais qualidade, a tendência é que se tornem mais competitivos no mercado interno e externo. Desta forma, proporcionalmente aumentarão seu consumo e a exportação. Com isso, além de ocorrer um impacto de crescimento no PIB, vemos uma relação positiva com a diminuição da inflação.

Na prática, funciona assim: se estamos exportando mais, significa que há mais moeda estrangeira entrando no país. Isso ajuda na Balança Comercial favorável. Além disso, se temos mais demanda por exportação, há uma geração de empregos nos três setores desse mercado que impacta positivamente também outros. 

Um papel importante nesse fluxo é a logística e transporte do agronegócio. Aqui, falamos da necessidade de mais qualidade das nossas rodovias, do desenvolvimento de meios fluviais, bem como da atividade portuária. A logística 4.0 é um dos destaques em inovação na cadeia produtiva desse setor, onde a conectividade é essencial para a gestão inteligente de frotas.

Quais as características do agronegócio?

O agronegócio no Brasil se destaca por médias e grandes propriedades que são referência na produção de diversos alimentos e produtos. O tipo costuma variar entre as regiões, considerando-se os aspectos de meio-ambiente e clima de cada uma delas. 

A monocultura é uma das características comuns aqui. Além disso, vale lembrar que éramos uma colônia extrativista e de produção agropecuária. Ainda hoje, temos fazendas seculares responsáveis pela competitividade dos nossos produtos no mercado externo. Isso vale tanto quando pensamos em alimentos como na produção de recursos para energias renováveis – como é o caso do etanol.

O fato é que o nosso agronegócio apresenta um sistema complexo e diversificado, com diversos fluxos produtivos completos. Nesse contexto, a tecnologia desempenha um papel muito importante desde a Primeira Revolução Industrial, ajudando o campo a manter rotinas mais produtivas.

Qual o objetivo do agronegócio?

O Brasil é um país com grande extensão territorial. No entanto, nem todas as áreas são adequadas para o cultivo. Além disso, o setor enfrenta o desafio de tornar a sua cadeia produtiva cada vez mais sustentável e com um fluxo inteligente no uso dos recursos. 

Hoje, o objetivo do agronegócio brasileiro é desenvolver insumos, produtos e serviços sustentáveis e de qualidade que promovam a economia do país. Assim, o setor almeja a promoção de emprego e renda para todas as regiões do Brasil.

Nesse sentido, a transformação digital pode ser uma grande aliada. O desenvolvimento e aplicação adequados da informatização, ajudam o agronegócio a ter fluxos enxutos, com redução de custos e produtividade. Então, é essencial que os empreendedores do segmento invistam em inovação para caminhar com os outros mercados em uma economia digital.

Cenário do agronegócio no Brasil

No primeiro trimestre de 2021, o setor primário do agronegócio foi o responsável pelo aumento de empregos, conforme estudo do Cepea. Esse dado pode ser um sinal de que  outras áreas devem seguir esse mesmo movimento nos próximos meses.

Um evento do agronegócio que merece atenção é no mundo dos investimentos. Entre os meses de janeiro e agosto de 2021 foram realizadas mais de 21 fusões e aquisições de empresas. Isso mostra um crescimento de 5 vezes comparando-se com o ano de 2020.

Nesse cenário,  startups dedicadas à tecnologia do agronegócio, conhecidas como agtechs, estão entre os destaques. Esse movimento é um reflexo da pandemia Covid-19, em que dá a percepção que o setor compreendeu a importância da inovação para superar crises e reinventar o mercado.

Paralelo a isso, vemos também um incentivo dos bancos nas emissões  de LCAs (Letra de Crédito do Agronegócio), das empresas do setor com a alta de IPOs (Initial Public Offering, ou Ofertas Públicas Iniciais), como o da Raízen que foi destaque em 2021, e a emissão de CRA (Certificado de Recebimento do Agronegócio) com taxas mais atrativas.

A soma desses movimentos, pode ser uma sinalização de que o mercado vê um horizonte positivo para o setor nos próximos anos. Nesse sentido, a captação de recursos para promover a transformação digital no campo é essencial para que o agronegócio brasileiro se torne cada vez mais competitivo, principalmente quando pensamos nas exportações.

As etapas da gestão do agronegócio

Agora que você viu o quanto o agronegócio brasileiro é interessante, certamente espera receber dicas de como realizar uma gestão para o alto desempenho. Como já destacamos, esse segmento é complexo e diversificado, mas, podemos trazer alguns fluxos comuns e essenciais que merecem atenção para que se alcance a máxima eficiência operacional. 

Planejamento do negócio

O planejamento é uma etapa primordial e estratégica para qualquer tipo de empreendimento. E não é diferente quando pensamos no agro. O interessante é sempre buscar referências e ter atenção com o que está acontecendo no mercado. Por outro lado, as metas do seu negócio devem ser condizentes com a realidade e considerar os movimentos da economia.

Recursos e insumos

É importante que qualquer um dos setores do agronegócio possam contar com os recursos e insumos necessários para a operação. Assim, é preciso desenvolver um plano de ação que vai apresentar o como e o que fazer para alcançar as metas do seu planejamento estratégico.

Nesse sentido, é essencial ter autoconhecimento e realizar parcerias estratégicas. Um ponto interessante é relacionado com a inovação no campo. Exemplo disso é a parceria entre a Vivo Empresas e a Fazenda São Martinho no projeto Smart Farming 5G, em que a conectividade e a Internet das Coisas são usadas para otimizar o processo de moagem da cana-de-açúcar.

Logística e transporte

Os setores econômicos estão interligados entre si. O segmento de logística e transporte pode ser acelerado em decorrência das mudanças que estão acontecendo no agronegócio. Assim, no seu processo de vendas e de entregas dos produtos, é essencial buscar por parcerias que contem com recursos de tecnologias adequados.

A segurança da sua mercadoria é essencial e é  uma frente de gestão preventiva à perdas. Logo, vale considerar empresas de logística e transporte que tenham soluções em telemetria e monitoramento a distância. 

Com a conectividade das redes móveis somada a soluções de Business Intelligence (Inteligência do Negócio) baseadas em Cloud Computing (Computação em Nuvem), os gestores podem acompanhar em tempo real onde seu produto está. 

Análise de resultados

Você já sabe que é essencial enxergar o agro como uma empresa, porque, de fato, é um negócio. Assim, a cultura Data Driven deve ser uma boa prática no campo. Esse é um modelo de inovação primordial para o uso correto de todos os recursos tecnológicos que estão chegando. 

Mas, vale uma observação: não deixe para ver as métricas somente nos resultados. É fundamental ter uma rotina diária de acompanhamento. Isso permite a promoção de uma análise preditiva, que pode prever situações de risco e atuar de maneira proativa, mitigando essas situações.

O papel da tecnologia no agronegócio

Imagem de drone em plantação
A tecnologia no campo favorece desde a produção na lavoura até a venda digital de produtos e serviços

A inovação tecnológica tem um papel essencial para otimizar os rendimentos do agronegócio – e não somente dele, mas de todos os outros. Afinal, estamos vivendo a era digital e a economia 4.0. A prova disso é o crescimento do número de pessoas conectadas à Internet: somente no Brasil, há mais de 134 milhões de usuários conectados, segundo a pesquisa TIC Domicílios 2019.

A conectividade chega ao campo e promove a otimização de processos na lavoura, a melhoria no controle das safras, a qualidade de vida dos usuários e consumidores, bem como a redução de custos operacionais. 

A expectativa do potencial tecnológico no campo possibilitou a criação do programa Inova Agro, em 2021, com o intuito de liberar até R$ 1 bilhão para que as empresas do setor invistam em tecnologia. Afinal, os benefícios são vários, conforme você verá abaixo.

Produtividade

Ter mais produtividade é uma das metas de qualquer negócio. No agro, não é diferente. Assim, a tecnologia pode ser usada em qualquer um dos seus setores para otimizar a produção, os fluxos operacionais e a maneira como as pessoas interagem com as máquinas.

No agronegócio primário, por exemplo, temos o uso de maquinário agrícola mais tecnológico. Com ele, é possível economizar combustível e atuar em uma amplitude maior de área. Além disso, a tecnologia no campo também pode ser usada para evitar perdas durante a colheita, com o uso de máquinas mais precisas.

Escalabilidade

A escalabilidade do agronegócio pode acontecer em diversas frentes e é comum que esteja acompanhada do aumento da produtividade. Hoje, o conceito está muito relacionado à mobilidade e à Internet das Coisas. Mas, aqui, vale trazer um ponto interessante quando pensamos na comercialização de produtos e serviços.

A conectividade também permite que produtores se liguem a potenciais clientes de maneira mais ágil, por meio do e-commerce e  dos marketplaces. Dessa forma, é possível, além de vender os produtos da fazenda, revender o maquinário para comprar equipamentos novos, por exemplo.

É interessante destacar que todas as aplicabilidades da tecnologia no campo contribuem para a redução de custos operacionais. No entanto, é vantajoso destacar que é preciso calcular o seu ROI (Return over Investiment, ou Retorno sobre o Investimento).

Além disso, esse conhecimento contribui também para dar mais qualidade de vida aos profissionais no campo e ajuda a reduzir acidentes, porque torna as atividades cada vez menos “braçais”.

Competitividade

Produtos com mais qualidade e melhores preços de compra e venda tornam-se mais competitivos no mercado. Assim, contribuímos para que haja menor importação de  insumos necessários para a produção agropecuária no país, valorizando fornecedores e parceiros nacionais.

Além disso, a reputação do agronegócio brasileiro pode ser favorecida no mercado externo, o que estimula as exportações para grandes players.. Em resumo, nosso agro potencializa a sua competitividade. 

Portanto, para alcançar resultados extraordinários por meio da inovação é importante contar com um parceiro tecnológico estratégico e de referência, como a Vivo Empresas. Nesse modelo, o gestor do agronegócio encontra soluções desenvolvidas de maneira personalizada para os seus desafios:

  • AgroCobertura — serviço inovador, que leva a IoT para o campo, com o intuito de promover a automação de processos e gerar mais autonomia e produtividade.
  • Maquinário Inteligente — solução de telemetria para veículos pesados no campo, reduz custos com combustíveis e manutenção, além de potencializar a disponibilidade da frota.
  • Clima inteligente — estações com soluções completas, que fomentam a qualidade nas tomadas de decisões da lavoura, por meio do monitoramento em tempo real das condições climáticas.

Como vimos, o agronegócio é um setor de destaque na economia brasileira e tem o potencial de crescer ainda mais nos próximos anos, com o suporte da evolução digital. 

Nesse sentido, é crucial que os gestores agrícolas invistam em tecnologia e também na otimização de conhecimento, por meio do consumo de conteúdo de qualidade acerca do assunto.

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Até a próxima!

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