Entenda o que é coworking para saúde e como aplicar a tecnologia nesse tipo de negócio

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O coworking para saúde é um ambiente de trabalho compartilhado para atendimentos médicos. O modelo oferece praticidade e permite que psicólogos, odontologistas, fisioterapeutas e profissionais de saúde em geral atuem de forma mais flexível.

Esse espaço surgiu no contexto da economia colaborativa, em que uma rede de pessoas utiliza uma infraestrutura comum. Isso economiza recursos e diminui as preocupações com burocracia e gestão.

Entre os empreendedores, a solução representa uma oportunidade de troca de experiências e negócios. O número de profissionais de medicina cresce continuamente no país, com a nova geração egressa do ensino superior já estando acostumada à cultura de ambientes laborais comunitários.

As tecnologias também colaboram com esse mercado. Com o avanço da qualidade de conexões e a viabilidade de ferramentas de automação, entre outros recursos, as clínicas tornam-se mais inteligentes, trazendo praticidade aos gestores, médicos e pacientes.

Acompanhe o conteúdo e fique por dentro do cenário do coworking para saúde no Brasil. Aqui, você verá:

  • O que é coworking para saúde;
  • O setor no pós-pandemia;
  • Coworking para saúde traz vantagens aos profissionais;
  • Como planejar um coworking de saúde;
  • Tecnologias que otimizam os coworkings para saúde.

O que é coworking para saúde

Provavelmente, você já conhece o conceito de escritório compartilhado, ou ambiente de trabalho colaborativo. O coworking para saúde funciona com o mesmo objetivo, porém de forma específica para o atendimento em medicina e outras atividades correlatas.

Dessa forma, alguns profissionais da área utilizam esses locais para realizar consultas sob demanda, enquanto outros alugam uma sala de forma recorrente. O principal benefício do processo é a redução dos custos de manutenção de uma clínica completa, que, muitas vezes, passa parte do tempo ociosa.

Embora o crescimento desse modelo de trabalho seja recente, há um caso de coworking médico que funciona desde 1996. Não há estatística que informe quantos espaços semelhantes existem no Brasil, mas sabe-se que já estão presentes em diversas cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Brasília.

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O setor no pós-pandemia

Da mesma forma como ocorreu nos demais negócios, esse setor também foi afetado pela pandemia de covid-19, mas está se recuperando com o retorno às atividades presenciais. Adotado como uma maneira de superar a crise financeira, o modelo se consolidou como uma alternativa permanente para muitas categorias de trabalho.

Segundo o Coworking Space Global Market Report 2022, produzido pela The Business Research Company, o mercado mundial de ambientes laborais compartilhados deve atingir a marca de US$ 30,36 bilhões em 2026, com uma CAGR (taxa de crescimento anual composto) de 17,0%.

Um indicativo de que essa ampliação atingirá o segmento da saúde é o aumento gradativo do número de médicos no Brasil. De acordo com o estudo ProvMed 2030, devem haver 815 mil profissionais até o final desta década, um acréscimo de aproximadamente 56% em relação à estimativa de 2020, que computava pouco mais de 523 mil.

O crescimento relativo, ou seja, a razão de médicos brasileiros por 1.000 habitantes, também é verificada no levantamento. Em 2010, a taxa era de 1,90, aumentando para 2,49 na década seguinte e devendo chegar a 3,63 até o último ano estimado.

Coworking para saúde traz vantagens aos profissionais

Egressos do ensino superior nem sempre estão capacitados em relação à educação empreendedora. Dessa forma, muitos novos trabalhadores da saúde têm dificuldade com a gestão do consultório, que inclui conhecimentos tributários, marketing, legislação, finanças etc.

Além disso, os custos da abertura e manutenção de um espaço comercial costumam ser um empecilho para quem está iniciando a carreira. Por ano, os gastos com manutenção de uma clínica podem chegar a R$270 mil, segundo dados do Sebrae, de 2018.

Atuando em um coworking, o profissional tem o benefício de se preocupar menos com tais questões. Esses espaços oferecem a infraestrutura necessária ao trabalho, sendo responsáveis pelas instalações, manutenções, adequação às legislações etc. Eles ainda podem ter endereço fiscal, disponibilizar serviços de secretariado, entre outros.

Esse modelo é também muito vantajoso por sua flexibilidade. Dependendo da necessidade, o especialista pode atender em modelos pay per use (pagamento por uso) ou por planos diários, semanais, mensais, trimestrais ou anuais.

Em algumas situações, o coworking pode ser uma forma complementar ao consultório particular, facilitando o atendimento de pacientes que moram distantes do endereço principal. Geralmente, espaços de trabalho compartilhados têm localização estratégica e acesso facilitado.

Profissionais que atuam nesses ambientes também possuem facilidades em relação ao networking. Como há colegas frequentando o mesmo lugar, é mais prático estabelecer novos contatos, receber e dar indicações ou iniciar novas parcerias.

O coworking para a saúde também pode ser uma solução ao atendimento em telemedicina, regulamentada em definitivo pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em maio de 2022. Hoje, muitos desses locais já oferecem a infraestrutura adequada à realização de consultas virtuais.

Como planejar um coworking de saúde

Há uma série de etapas envolvidas no estabelecimento de um espaço colaborativo segmentado nessa área. O processo envolve tanto os trâmites comuns de coworking quanto as especificidades do atendimento em saúde.

Esses ambientes colaborativos podem contemplar diferentes especialidades médicas. Assim, a complexidade dos consultórios depende da categoria e dos equipamentos, além da adequação às normas técnicas de cada área. 

Confira, a seguir, algumas dicas de planejamento para a criação de um coworking de saúde.

Estabeleça a especialidade em saúde

Atualmente, existem 59 áreas de atuação da medicina e 55 especialidades médicas. Além disso, a saúde como um todo traz novas possibilidades de segmentação.

Dessa forma, o primeiro passo do empresário é estabelecer seu ramo, que pode ser específico ou integrado entre diversos segmentos. Muitos tratamentos devem ser pensados de forma multidisciplinar. A pediatria, por exemplo, pode trabalhar em conjunto com nutrição, neurologia ou psicologia.

Algumas das principais especialidades que podem ser atendidas em coworkings são:

  • Odontologia;
  • Dermatologia;
  • Oftalmologia;
  • Geriatria;
  • Urologia;
  • Ginecologia;
  • Fisioterapia;
  • Nutrição;
  • Psicologia;
  • Acupuntura;
  • Terapias alternativas (fitoterapia, reflexologia etc.).

Fique atento à burocracia

Cada especialidade define diferentes critérios para os estabelecimentos estarem adequados às regulações. Muitas normas são comuns a diversos segmentos, enquanto outras são próprias entre as áreas.

De maneira geral, um local de atendimento em medicina precisa cumprir as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ter um registro no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) do Ministério da Saúde, possuir um técnico responsável credenciado pelo Conselho Regional e dispor de um certificado municipal de coleta de resíduos.

Além disso, existem os processos comuns a qualquer empresa de maior complexidade, como o alvará do Corpo de Bombeiros, o enquadramento tributário e as inscrições municipais e estaduais.

Planeje facilidades aos clientes

Tanto profissionais de saúde quanto pacientes são atraídos pelo coworking devido à praticidade e comodidade que esses espaços oferecem, como uma boa localização e estacionamento até ferramentas de auxílio à gestão do especialista.

Uma ação muito efetiva para essas empresas é criar parcerias com convênios e clínicas de exames e diagnósticos. Isso pode facilitar o reembolso médico e proporcionar agilidade aos pacientes durante os tratamentos. O negócio também também pode oferecer soluções adicionais, como assistência contábil e assistentes de trabalho.

Uma maneira de ter ideias sobre os serviços de espaços colaborativos em geral e analisar como podem ser aplicados à saúde, é consultando o Censo Coworking Brasil 2019. Por causa da pandemia, os dados mais recentes são de 2019, mas permanecem úteis para se conhecer o perfil desses negócios no Brasil.

O estudo indica, por exemplo, que entre as 1.497 empresas do segmento, 53% são acessíveis para cadeirantes. Além disso, 78% oferecem endereço fiscal, 48% contam com bicicletário e 45% vendem produtos de alimentação.

Tecnologias que otimizam os coworkings para saúde

Outra maneira do empreendedor entrar nesse mercado de forma eficaz é utilizando as ferramentas digitais. Esses recursos fazem parte do contexto da saúde 4.0, em que a tecnologia se torna aliada na automação de processos e no acompanhamento do quadro clínico do paciente.

Esse processo que viabiliza consultórios inteligentes começa na conectividade, que vai muito além de uma conexão rápida e estável em aparelhos móveis e computadores. Na verdade, diz respeito à integração digital entre softwares, hardwares e até mesmo objetos físicos que tradicionalmente funcionam desconectados.

Esse é um dos princípios da internet das coisas (IoT), que integra sensores, máquinas e equipamentos em geral ao meio online. Uma das aplicações na saúde é por meio dos wearables (acessórios digitais como o smartwatch), que mensuram dados do paciente (pressão, frequência cardíaca etc) em tempo real. 

A IoT também é aplicada em procedimentos de alta complexidade, como em cirurgias e diagnósticos. Coworkings que estimulem seu uso assumem a vanguarda do setor, trazendo, aos clientes, um recurso que é cada vez mais frequente.

Outra solução importante é a inteligência artificial (IA), que assume o protagonismo no processo de agendamento online, com chatbots conversando diretamente com o cliente para marcar, reagendar consultas e tirar dúvidas. Além de ser prático e ágil, esse recurso aumenta a autoridade da empresa no mercado.

As atividades de gestão da clínica também são facilitadas com a tecnologia. As ferramentas de colaboração são um exemplo disso. No contexto da computação em nuvem (cloud computing), permitem o trabalho remoto, utilizando softwares apropriados para funções como fluxo de caixa, gerenciamento do estoque e tarefas contábeis.

Invista na digitalização da economia colaborativa

O coworking é um modelo de trabalho que traz benefícios a empreendedores, profissionais e clientes. Utilizando as vantagens da economia compartilhada, clínicas colaborativas se inserem em um contexto maior, que visa a otimização dos recursos para o bem comum.

A digitalização está transformando a relação entre corporações, médicos e pacientes. Para isso, a Vivo Empresas oferece soluções em conectividade, cloud computing, IoT e muito mais, levando aos empreendimentos eficiência, confiança e autoridade comercial.

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Até a próxima!

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