One Stop Shop: conheça as vantagens da estratégia ‘multiproduto’ para negócios B2B e B2C

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O One Stop Shop, conceito também conhecido como One Stop Market, ou, ainda, “de balcão único” em português, vem ganhando espaço no Brasil, especialmente com o avanço do e-commerce. 

Apesar da alta recente, essa estratégia de vendas não é nova e tampouco se restringe ao comércio digital. Trata-se de uma abordagem flexível, aplicável tanto às plataformas de compras voltadas para outros negócios, do tipo business-to-business (B2B), quanto aos comércios varejistas, business-to-consumer (B2C), destinados ao consumidor final.

Conforme o próprio nome indica, o que define uma One Stop Shop é a sua capacidade de oferecer diferentes gêneros de produtos de uma só vez. 

Nesse sentido, um dos principais fatores que impulsionam a adoção do modelo é a praticidade agregada à experiência do cliente, pessoa física ou jurídica, já que o permite comprar tudo o aquilo que deseja num só lugar. 

Engana-se, entretanto, quem pensa que as vantagens de apostar numa oferta multiproduto param por aí. 

Neste artigo, detalharemos as características desse tipo de comércio, bem como suas aplicações e vantagens para companhias de múltiplos portes e setores. Você verá também:

  • Entenda o que é One Stop Shop 
  • Vantagens do modelo para compras B2B e B2C
  • O que mudou com a transformação digital e o e-commerce
  • Como escolher o fornecedor ideal
  • Opção inteligente para produtos e soluções tecnológicas

One stop shop: entenda na prática

Pessoa pilotando carinho de compras em grande loja de departamentos
Estratégia de balcão único beneficia à experiência do consumidor, sobretudo em estabelecimentos presenciais

Originado nos EUA, o conceito One Stop Shop é bastante difundido, ainda que com outras designações. Em resumo, trata-se de um local (físico ou virtual) que reúne uma série de produtos capazes de atender a necessidades variadas.

Ou seja, um estabelecimento desse gênero oferece tudo num mesmo lugar, sem que o cliente precise pesquisar dentre muitas lojas ou, no caso do âmbito online, utilizar muitas  plataformas.

Tal configuração não é de hoje. Foi implementada pela primeira vez em 1920, na América do Norte, quando as famosas lojas de conveniência surgiram. Em seguida, com a disseminação do uso de automóveis, elas passaram a ser instaladas em postos de gasolina – e ficaram conhecidas assim. 

Pense bem: se você está com alguma emergência na estrada, por exemplo, esse tipo de estabelecimento permite encontrar uma série de itens, independentemente do segmento. 

Logo, as One Stop Shop se tornaram um sinônimo de praticidade na pesquisa por produtos – um atributo bastante valioso para agregar à experiência do consumidor.

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Nas transações business to business (B2B)

No mercado B2B, a lógica de um fornecedor de balcão único se apoia nos mesmos benefícios citados anteriormente. Especialmente nesse contexto, inclusive, o formato tem se destacado por oferecer outras facilidades ao cliente, como a centralização do atendimento, da cobrança e do suporte.

Embora possam não significar muito para as vendas do varejo, nos contratos firmados entre empresas, características como essas podem dar margem para a obtenção descontos, condições especiais de pagamento e outras vantagens mútuas, que, ao final, contribuem para a efetivação do negócio.

Ademais, quando se fala em investir em digitalização, adquirindo novas soluções digitais ou mesmo efetuando o aluguel de equipamentos, buscar apoio em um único parceiro pode tornar tudo mais fácil, tanto na hora de implementar um recurso novo quanto ao resolver um problema. 

Afinal, são menos agentes a serem envolvidos, o que é crucial para encurtar 

Por fim, ao observar tanto o contexto do atacado quanto o do varejo, fica fácil concluir como a abordagem das One Stop Shop agrega diferenciais importantes para os públicos de ambas as modalidades. 


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O que mudou com a aceleração digital?

Para além dos motivos já citados, a estratégia ganhou ainda mais força após a crise sanitária e o consequente crescimento do comércio eletrônico. Uma vez que a visita a múltiplos pontos de venda perdeu atratividade e se tornou completamente inviável, em alguns momentos, muitos estabelecimentos se adaptaram em resposta. 

Por sua vez, a aceleração da transformação digital no varejo impulsionou a criação e o aprimoramento de plataformas online robustas. Não por acaso, segundo o Relatório E-commerce no Brasil, elaborado em março de 2021 pela agência Conversion, o comércio eletrônico brasileiro cresceu 40% depois de um ano da crise sanitária.

Na prática, o fenômeno foi um importante passo para consolidar o conceito One Stop Shop mundo afora. Isso ocorre porque, se as restrições de mobilidade serviram para impulsionar as compras online, as vantagens logísticas do formato de balcão único são ainda mais expressivas no e-commerce, o que fez sua popularidade crescer neste meio.

De fato, nas compras online, realizar uma pesquisa de mercado em diferentes lojas não é tão difícil quanto presencialmente, porém, não é por isso que os benefícios da modalidade One Stop Shop deixam de estar presentes. 

Conforme apontam especialistas, os e-commerces de balcão único podem variar ainda mais a sua oferta de produtos, em relação aos equivalentes físicos. Primeiramente, porque operam com plataformas alocadas na nuvem, que são facilmente dimensionáveis e, portanto, eficientes em acompanhar as oscilações de alta e baixa nas vendas.

Em segundo lugar, outra vantagem promovida pela Cloud Computing é a facilidade na logística, já que um e-commerce de balcão único pode reunir uma ampla variedade de estoque sem, necessariamente, ter de centralizar o armazenamento, distribuição ou transporte desses bens.

Facilidade na logística

Noutras palavras, embora o varejista mantenha um único e-commerce recebendo pedidos e visitantes de todo o país, todos os esforços e departamentos envolvidos na entrega, e até mesmo no suporte pós-compra, pode ser terceirizado e descentralizado, caso seja vantajoso para o negócio.

Não por acaso, grandes nomes do varejo, como Mercado Livre e Shopee, entre outros, já utilizam essa estratégia para aumentar suas ofertas de produtos e reduzir drasticamente seus prazos e custos de entrega. 


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Estratégia não é sobre vender tudo, mas vender o que seus clientes procuram

Apesar da premissa de se oferecer uma grande variedade de itens num só lugar, uma One Stop Shop não precisa vender de tudo, tampouco produtos com baixa relação entre si. 

Na prática, a modalidade está muito mais ligada a compreender o contexto do cliente que procura o seu comércio, para então oferecer mais produtos que possam ser do seu interesse. Nesse sentido, um exemplo bastante ilustrativo é o da C&A, varejista de moda que, desde 2019, tem reforçado sua estratégia multiproduto.

Para isso, a empresa de vestuário também tem apostado na oferta de cosméticos, um item que já é do interesse de seu público e, inclusive, também é oferecido por concorrentes. Desse modo, a cadeia de lojas espera se tornar mais competitiva em relação às rivais e, ao mesmo tempo, agregar à experiência do cliente.

Mais recentemente e abordando o contexto da pandemia, a 3M foi outra empresa que viu vantagens na estratégia One Stop Shop. Conforme relatou em matéria do portal Consumidor Moderno, em março de 2021, o diretor de negócios B2C da empresa, Cristian Arriagada, acredita que o balcão único agrega rentabilidade ao varejo.

Inclusive, dentre os pontos destacados na publicação como sendo os principais benefícios de ampliar a oferta de produtos, foram listados:

  • Aumento do ticket médio de compra;
  • Aumento das vendas em locais one stop shop;
  • Preferência do público pela marca ou loja;
  • Experiência do cliente mais positiva;
  • Contenção de danos da pandemia.

Mas como se tornar um One Stop Shop com a ajuda da tecnologia?

Close de pessoa fazendo compras online em tablet
É possível expandir a oferta de produtos com mais facilidade, a partir da ajuda de tecnologias como a nuvem

Muito embora possa parecer uma tarefa complicada, adaptar a estratégia de um estabelecimento segmentado, a fim de torná-lo multiproduto, não é tão complicado. Tal como relata o próprio executivo da 3M, um supermercado pode fazê-lo expandindo para segmentos de papelaria, por exemplo, de olho nas necessidades do home office.

Como sempre, entretanto, e especialmente no caso de mudanças estruturais para o negócio, contar com o apoio de novas tecnologias é fundamental. Não apenas para tomar as decisões corretas, mas também para executá-las com eficiência.

Nesse sentido, é possível utilizar elementos como a análise de dados, especialmente no comércio digital, para avaliar outras categorias de produto que sejam de interesse do seu consumidor. 

Em estabelecimentos físicos, por sua vez, a Internet das Coisas (IoT) pode ser empregada para automatizar a gestão de estoque e logística, facilitando o manejo de mercadorias variadas.

Tudo isso sem citar o papel da conectividade, que pode apoiar a operação mantendo a nuvem, os equipamentos e as soluções de inteligência de negócios (Business Intelligence) funcionando de forma integrada e eficiente. No caso de negócios com múltiplas filiais ou pontos de venda, inclusive, é possível adotar até mesmo o SD-WAN.

Isso porque as redes definidas por software (Software-defined WANs, no termo original em inglês), garantem que seja feito o melhor uso dos recursos de conectividade da empresa. 

Para isso, elas otimizam a troca de dados entre múltiplas filiais e uma matriz, bem como garantem que os sistemas e funcionalidades mais importantes para a empresa, a exemplo dos canais de atendimento e vendas, estejam utilizando a melhor das conexões disponíveis.


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Concluindo

Os modelos One Stop Shop têm despontado como um caminho prático, eficiente e econômico de atender às demandas do varejo e do atacado. 

Entre as vantagens dessa estratégia, destaca-se a possibilidade de fazer uma pesquisa mais precisa de mercado, a facilidade para fechar negócio, a economia e a gestão eficiente dos itens contratados. E quando se trata do mercado tecnológico, tais características são estratégicas. 

Com a aceleração da transformação digital, a adoção de ferramentas digitais se tornou imprescindível, principalmente as que reforçam a segurança cibernética. Esse cenário, por sua vez, impulsionou as vendas, o que faz do formato One Stop Shop uma opção benéfica especialmente para os setores de TI das organizações.

É inclusive por isso que a Vivo Empresas, líder no fornecimento de tecnologia corporativa, trabalha constantemente para aprimorar e ampliar a sua oferta de soluções digitais, sempre dispondo de recursos que atendem às necessidades de variados segmentos, bem como que se adequam a parceiros em diferentes estágios de maturidade digital.

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