Ter um data center é importante para o negócio? Entenda o que é e quem deve investir nessa solução

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Hoje, momento em que vivemos uma aceleração sem precedentes na evolução digital, é essencial que a empresa disponha da estrutura tecnológica ideal para suportar o alto tráfego de dados. Nesse cenário, investir na modernização do data center é uma das iniciativas mais urgentes. 

Todos os negócios, desde uma pequena empresa a uma grande corporação, precisam de uma infraestrutura de TI adequada às suas necessidades. Afinal, a economia é cada vez mais conectada e o seu negócio não pode correr o risco de ficar offline

Assim, qualquer falha de operação e de segurança pode resultar na perda imediata de receita, além de gerar ainda mais problemas no longo prazo.

Dessa forma, potencializar a capacidade do Centro de Processamento de dados da sua empresa, priorizando estratégias para mitigar os riscos, é essencial para assegurar a continuidade do negócio. 

Nesse cenário, contar com um data center moderno, baseado em tecnologias digitais, pode ser especialmente vantajoso quando se pensa no controle, segurança e personalização que esse tipo de solução oferece.

Interessou? Siga na leitura deste artigo, esclareça suas principais dúvidas e fique por dentro do tema. Confira também:

  • Afinal, o que é um data center?
  • Como surgiram os data centers?
  • Quais os componentes de um data center?
  • data center versus Cloud Computing
  • Como ter essas tecnologias no meu negócio?

Afinal, o que é um data center?

Homem negro em sala de um data center usando notebook
Data Centers são importantes para promover a transformação digital de empresas

De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Gartner em 2020, os investimentos em data centers devem apresentar um crescimento de 6% até o final de 2021. Mas, afinal, o que eles são e para o que servem?

Um data center é uma instalação com recursos físicos e digitais, que hospedam os dados e sistemas do seu negócio. É o centro tecnológico onde estão concentrados os recursos para sustentação da conectividade, manutenção e segurança das informações essenciais para a operação. De uma forma simplista, podemos dizer que essa estrutura é o “coração” da organização.

Assim, um data center é importante para a execução das atividades diárias, consideradas imprescindíveis, nas rotinas organizacionais de uma empresa. Isso acontece porque essa infraestrutura de TI mantém a instalação de servidores que vão suportar as aplicações usadas no dia a dia da companhia.

São compostos por componentes físicos, como access points (pontos de acesso), roteadores e, principalmente, servidores. Dessa forma, esses equipamentos devem ser monitorados de maneira contínua por especialistas. Além disso, para que se obtenha sua alta performance é fundamental conciliar o investimento em outros dispositivos, como um gerador de eletricidade à base de energia solar.

Gerador de energia, mas para quê?

Imagine uma sala repleta de servidoresprocessando aplicações o tempo todo. Naturalmente, é de se imaginar que esse conjunto exige uma fonte constante de alimentação, correto? 

Assim, para impedir que quedas de energia derrubem sistemas inteiros, muitas vezes de negócios de missão crítica, que simplesmente não podem parar, é necessário contar com subsistemas e infraestruturas redundantes que garantirão o melhor funcionamento do data center

Esse ponto será aprofundado mais adiante. Contudo, é importante saber que, além da energia elétrica, é necessário garantir conectividade e resfriamento para o centro de dados. Tudo isso sem falar das questões de segurança, tanto cibernética quanto da própria instalação física em si.

É por essa série de fatores que, desde o início, a maioria das empresas prefere terceirizar a operação dos data centers, o que nos leva às diferentes formas de contratar essas estruturas. 

Essa, aliás, é uma das grandes vantagens desse tipo de abordagem frente às mais em alta no momento, como a Cloud Computing. A personalização oferecida pelos DCs, como também são chamados, está entre os principais motivos de as empresas preferirem esse modelo. 

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Como surgiram os data centers?

O conceito e a aplicação do data center não é algo recente. Esse termo surgiu durante a Guerra Fria (1947-1991). Nessa época, o mundo vivia sob tensão de surgir um terceiro grande conflito, em que os polos de embate eram os Estados Unidos e a União Soviética. Esse, portanto, foi um momento de muitos avanços tecnológicos. 

Assim, as duas potências globais travaram uma disputa ideológica e uma corrida armamentista, onde a inovação foi a principal aliada das duas frentes. 

Um ano antes de eclodir a Guerra Fria, era desenvolvido o primeiro computador moderno, que já sinalizava o que estava por vir nos próximos anos. A Internet e o telefone celular são outros exemplos de tecnologias que têm origem no interesse militar.

Especificamente, foi em 1965 que os centros de dados surgiram. Eles foram o resultado de um plano desenvolvido pelo governo dos Estados Unidos. Na época, foi divulgado um documento que ficou conhecido como “Proposta Nacional do data center”. 

Nesse momento, a ideia era armazenar os dados em computadores para que pudessem ser usados posteriormente pelas autoridades.

Relação entre data center e LGPD

Desde o surgimento do conceito de data center, as diretrizes de ética quanto ao uso de informações pessoais mudaram bastante. Nesse sentido, os países europeus são referência quando o assunto é proteção de dados. 

Ainda nos anos 90, as primeiras legislações europeias sobre o tema foram desenvolvidas para aplicar responsabilidades e limites nesse contexto.

Até pouco tempo, o Brasil não tinha nenhuma regulamentação que garantisse a privacidade dos internautas. Essa falta de segurança legal era um ponto negativo para a competitividade das companhias nacionais no mercado externo. Assim, em 2018, a LGPD (Lei Geral da Proteção de Dados) foi aprovada e teve o início da sua vigência em 2020.

Mas, vale destacar que a maioria das organizações, principalmente os pequenos e médios negócios, ainda não estão adequados à Lei. Uma pesquisa realizada pela Resultados Digitais em parceria com a Manar Soluções em Pesquisa e Eduardo Dorfmann Aranovich e Cia Advogados, em 2021, aponta que 77% das organizações estão em atraso com o seu processo de adaptação à norma.

Para garantir isso, as pequenas e médias empresas devem investir em tecnologias para potencializar a cibersegurança. De acordo com a consultoria alemão Roland Berger, o Brasil ocupa o 5º lugar como alvo global de ataques cibernéticos. Assim, para ter soluções eficazes, é fundamental contar com as parcerias adequadas.

Quais são os componentes de um data center?

Os data centers são estruturas compostas por itens físicos e digitais. Eles são tão importantes para o crescimento da organização que, por exemplo, o Google deve investir mais de 7 bilhões de dólares nesses espaços físicos somente nos Estados Unidos até o final de 2021

Assim, é interessante conhecer como aa estrutura funciona. Na prática, a sua composição considera sete aspectos, sendo eles:

  1. Espaço físico — as dimensões do local são essenciais para projetar a alocação mais adequada dos equipamentos;
  2. Servidores — máquinas de alto desempenho desenvolvidas para suportar o processamento elevado e contínuo de dados;
  3. Segurança — uso de camadas para a prevenção a ataques e invasões, sendo um dos pontos mais sensíveis do data center;
  4. Storage — para armazenar o Big Data do negócio de maneira segura e eficiente.
  5. Telecomunicações ou Rede — conectividade para fluidez das informações;
  6. Climatização — essencial para manutenção da vida útil dos equipamentos e para prevenir superaquecimentos, que podem levar a perdas de performance;
  7. Energia — disponibilização de eletricidade contínua e de qualidade, com uso de geradores e nobreaks.

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Quais são os tipos de data center?

Os data centers são recursos essenciais, porque suportam atividades básicas e estratégicas para a alta performance do seu negócio. Nesse sentido, eles são a base para produtividade da organização, sustentando rotinas como:

  • Envio de e-mails e outros tipos de comunicação;
  • Compartilhamento de arquivos;
  • Armazenamento de informações;
  • Operação de sistemas (próprios e de terceiros, a depender do caso)

Apesar de serem elementos importantes, muitas pessoas desconhecem que existem diferentes tipos de centros de dados.  Assim, na prática, podemos classificá-los considerando:

  • A infraestrutura;
  • Os serviços.

A seguir, vamos analisar cada um desses modelos, a forma como funcionam e em que contextos são mais indicados.

Classificação por infraestrutura

Esse tipo de classificação representa o número de redundâncias, ou camadas, que a infraestrutura tem para prevenir o impacto de falhas. Hoje, esse é o modelo padrão que foi adotado para o design da infraestrutura, sendo conhecido pela norma técnica ANSI/TIA-942. Assim, nesse contexto, há quatro categorias de camadas.

Tier 1

Essa é a primeira camada e consiste em uma estrutura básica para o funcionamento de um data center. O objetivo dela é suportar apenas as operações essenciais para o dia a dia do negócio. Assim, por ser mais simples, ela não dispõe de recursos específicos para a manutenção energética e refrigeradora dos equipamentos.

Na prática, isso significa que um centro de dados Tier 1 não suporta falhas de qualquer nível, estando suscetível a indisponibilidades sempre que houver uma queda de energia ou um problema de conectividade, por exemplo.

Tier 2

O data center Tier 2 tem mais recursos que o modelo anterior. O destaque é que há elementos que diminuem a sua exposição à improdutividade por pausas não planejadas. Em outros termos, isso permite que o centro de dados seja parado em momentos de necessidade, podendo ficar indisponível, total ou parcialmente, para manutenções preventivas ou corretivas.

Em razão desses fatores, as estruturas desse tipo (Tier 2) são recomendadas para organizações com operações que não podem parar em horário comercial, por exemplo, mas cujos prejuízos não seriam tão catastróficos no caso de uma indisponibilidade fora desse intervalo de tempo.

Tier 3

A versão Tier 3 engloba os itens das outras camadas mais simples, acrescida de maior redundância para garantir menor tempo em inatividade. Isso só é possível porque ela conta com uma infraestrutura mais robusta e preparada para a alta performance. Nele há uma distribuição capilarizada da energia e da refrigeração, evitando assim a sobrecarga e a indisponibilidade. 

Em razão de ter diferentes subsistemas que o alimentam com eletricidade e climatização, um data center Tier 3 pode passar por procedimentos preventivos ou corretivos a qualquer momento – sem que sua disponibilidade seja afetada. 

Isso ocorre, porque, ainda que parte da estrutura precise ser parada, os componentes de backup (redundantes) são capazes de manter os sistemas plenamente acessíveis ao usuário final. Naturalmente, portanto, os centros de dados dessa categoria são indicados para operações críticas, cujo funcionamento é necessário 24/7, como e-commerces, organizações financeiras, de saúde e afins. 

Tier 4

Esse é o modelo mais robusto no que tange o design de um data center. Ele é projetado para suportar o nível máximo de uptime, ou seja, de atividade. O Tier 4 traz todas as funcionalidades e recursos dos outros três. Além disso, há redundância em todos seus procedimentos, o que garante responsividade a qualquer tipo de falha.

Para um centro de dados receber uma certificação Tier 4, é necessário que ele disponha de um robusto sistema de backup. Ademais, são é preciso que também ofereça geradores elétricos com autonomia de, no mínimo, 96 horas, climatização redundante, para casos de falha no sistema principal, e cabeamento extra. 

Ao fim das contas, toda essa proteção permite que uma infraestrutura do tipo fique indisponível por apenas 26 minutos a cada ano, sendo esse valor a sua tolerância máxima a “downtimes”, isto é, períodos de inoperância. 

Classificação por serviços

Em paralelo à classificação por tipo de infraestrutura, os data centers também podem ser nomeados de acordo com os serviços que eles garantem suporte. Isso considera aspectos como se ele é uma solução ofertada por mais de uma empresa, por exemplo. Em resumo, podemos dizer que existem 5 categorias na classificação por tipos de serviço. Entenda mais a seguir:

Enterprise

Conhecidos também como data centers corporativos, tradicionais, on-premise ou, ainda, “locais”, esse modelo é mantido , normalmente, por uma equipe própria, com a ajuda de provedores terceirizados em atividades pontuais. Assim, o foco é garantir escalabilidade, confiabilidade e flexibilidade para a companhia contratante.

Normalmente, esse tipo de centro de dados fica nas dependências da própria organização. A depender do tipo de contrato estipulado, é possível que tanto o contratante quanto o provedor sejam responsáveis pelas manutenções preventivas e corretivas necessárias.

Internet data center

Para os profissionais que atuam na área de TI, é comum usarem a sigla IDC para se referirem ao Internet data center. Esse é um modelo digital onde as informações, em vez de serem armazenadas em um local físico, ficam na rede, ou seja, na nuvem. Assim, podemos citar o Microsoft Azure e o Amazon Web Services como exemplos desse grupo.

Em termos práticos, é possível afirmar que toda estrutura em Cloud Computing é, na verdade, um Internet data center, uma vez que os dados do cliente ficam guardados nos servidores do provedor, acessíveis apenas via internet. 

Hosting

O data center Hosting consiste no processo de implantação e hospedagem considerando uma infraestrutura de um provedor de serviços externo ou terceirizado. Ele permite o uso dos mesmos serviços, recursos e capacidades da versão física, mas usa uma plataforma hospedada externa ao local ou à infraestrutura de TI.

Em termos práticos, trata-se do modelo de contratação mais popular entre os centros de dados. Nesse tipo de abordagem, o provedor do serviço é responsável tanto pela hospedagem dos dados do cliente, quanto pela infraestrutura física que mantém o data center.

Colocation

O termo colocation se refere a vários aspectos desse tipo de data center. Assim, primeiramente, ele faz referência ao fato de que servidores e outros equipamentos de muitas empresas diferentes estão “co-localizados” no espaço físico. Nesses cenários, é comum que o hardware seja de propriedade do cliente e simplesmente mantido pela equipe que realiza a gestão, neste caso, o provedor.

Além disso, esse conceito também se refere ao fato de uma empresa poder ter seus equipamentos alocados em diferentes locais. Assim, pode-se ter servidores em três ou quatro centros de dados de colocation distintos. 

Isso é importante para organizações que possuem capilarização geográfica, como o caso de grandes corporações do varejo. 

Edge

Os data centers na categoria Edge (Ponte) são instalações menores localizadas perto do local que ele deve atender. Assim, fornecem recursos de Cloud Computing (Computação em Nuvem) e conteúdo em cache para os usuários finais, com o objetivo de agilizar o acesso a informações e sistemas. 

Normalmente, se conectam a um data center central maior, ou a vários outros. Ao processar dados e serviços o mais próximo possível do cliente, a computação de ponta permite que as organizações reduzam a latência e melhorem a experiência do consumidor. 


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Data center versus Cloud Computing

Representação de uma nuvem simbolizando o cloud computing
É possível investir em um data center virtual bbaseado em Cloud Computing.

Como vimos, a diferença entre o data center comum e o Cloud Computing é o ambiente. Na prática, ambos são instalações repletas de servidores e subsistemas, mas enquanto o data center tradicional diz respeito a uma infraestrutura normalmente dedicada e situada na empresa que irá utilizá-lo, a nuvem transfere esses elementos para o provedor. 

Em outras palavras, os servidores em Cloud são essencialmente os mesmos que compõem um centro de dados físico. A diferença é que, enquanto no primeiro eles ficam hospedados em servidores alocados na da empresa fornecedora (Google, Amazon, Microsoft), no segundo, normalmente ficam sob tutela direta da companhia proprietária. 

Como é de se imaginar, a abordagem em nuvem traz mais mobilidade e flexibilidade para o negócio tocar suas operações. Inclusive, é possível ampliar ou reduzir a capacidade contratada com apenas alguns cliques, uma vez que basta liberar mais servidores, dentre aqueles à disposição do provedor, para suportar a maior demanda do cliente. 

No caso do centro de dados tradicional, a vantagem está na proximidade. Muitas empresas e órgãos públicos não se sentem confortáveis em ceder todos os seus sistemas a um terceiro. Nessas situações, manter um data center instalado nas dependências da própria instituição contratante pode ser a melhor opção. 

Atualmente, em razão de ser mais versátil, a Cloud Computing oferece uma série de vantagens. Em decorrência da pandemia Covid-19, o modelo híbrido (composto por parte das aplicações alocadas em uma estrutura local, outras em nuvem e até em Colocation) tem sido uma opção mais moderna.

Como ter essas tecnologias no meu negócio?

Primeiramente, para se ter um data center, seja físico, híbrido ou virtual, é imperativo conhecer as dores do seu negócio. Nesse sentido, indicamos que se faça um diagnóstico da sua infraestrutura de TI, considerando as perspectivas de crescimento da empresa para não ter retrabalho futuro.

Assim, pode-se buscar uma empresa especializada para se obter mais precisão e qualidade na tomada de decisão. O ideal é avaliar projetos realizados com outros empreendimentos, fazendo um benchmarking para conhecer a solução escolhida, como foi implementada e os resultados obtidos no curto e no longo prazo.

A Vivo Empresas, por exemplo, é referência em transformação digital e aceleração de negócios por meio de parcerias estratégicas. Nesse cenário,  mantém projetos inovadores com organizações de diversos tamanhos e setores, endereçando desafios específicos em diversos setores. 

E quando se fala em centro de dados, não poderia ser diferente. Em parceria com os principais fornecedores tecnológicos do mercado global, a Vivo Empresas mantém um extenso portfólio em soluções de data center, incluindo hosting, colocation e Cloud .

Para outras frentes do seu empreendimento, ainda é possível contar opções completas em Conectividade, Internet das Coisas (IoT), Big Data e Segurança da Informação

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Até logo!

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