Armazenamento de dados: saiba como adotar um sistema eficiente e personalizado

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Os dados estão no centro dos negócios, seja para mensurar resultados ou conhecer melhor o público e personalizar experiências. Com isso, uma outra demanda cresce concomitantemente: a busca por um sistema eficiente de armazenamento de dados

Não muito tempo atrás, essa questão era resolvida apenas com robustos servidores locais. Mas esses acabam exigindo bastante da organização em termos de infraestrutura e podem não ser a melhor alternativa para quem está começando ou, ainda, aos pequenos empreendimentos.

Por conta disso, atualmente já existem diversas opções disponíveis aos empreendedores, entre alternativas físicas e locais, virtuais e remotas ou soluções híbridas. 

Nesse cenário de amplas escolhas, o maior desafio é selecionar os serviços de forma alinhada ao propósito do negócio. Sem esquecer que é preciso considerar a expansão da própria empresa e, manter a estratégia de armazenamento de informações sempre em dia.

Então, a fim de ter o melhor resultado em eficiência e custos, é essencial conhecer os diferentes tipos e dispositivos que atuam nesse sentido. Sendo assim, neste artigo, você verá:

  • Armazenamento de dados nas empresas;
  • Investimento na área é essencial;
  • Por dentro da tecnologia: conheça os principais tipos e dispositivos utilizados;
  • Escolhendo a melhor estrutura para o negócio;
  • Um olhar para o futuro com o armazenamento de dados.

Panorama atual 

O armazenamento de dados sempre foi uma questão importante nos negócios. Quando era feito exclusivamente em documentos físicos, grandes arquivos ocupavam as salas nos escritórios e a busca era realizada manualmente. 

Depois, a computação e a adoção de servidores locais auxiliaram com a digitalização de parte da documentação, mas, ainda assim, muito permanecia em papel. Vale dizer que, em ambos os cenários, dependia-se da disponibilização de espaço físico, climatização e outros cuidados. 

Hoje, o panorama é bem diferente, pois contamos com o auxílio tecnológico. Não apenas os computadores têm maior capacidade para armazenar, mas também é possível contar com dispositivos externos, como HDs, cartões de memória e pendrives. 

Podemos, ainda, citar opções como os Data Centers, com tecnologia de ponta, e a cloud computing.

Mas afinal, o que é o armazenamento de dados?

Como o conceito define de forma clara, é o método utilizado para guardar, organizar e gerenciar informações, tanto em ambiente físico quanto virtual. Nesse sentido, existem ferramentas e dispositivos que devem ser escolhidos pensando em segurança, escalabilidade e até na acessibilidade. 

Cadastro e histórico de clientes, balanço comercial, relação de vendas e inventário de produtos são alguns documentos que fazem parte do dia a dia da companhia. Ou seja, o acesso a eles precisa ser simples para o bom funcionamento da empresa. 

Ao mesmo tempo, ali estão informações sensíveis e pessoais, o que demanda camadas de proteção que evitem vazamento ou roubo de dados. 

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Investimento na área é essencial para o negócio 

Apesar das grandes mudanças em relação às alternativas disponíveis, uma questão permanece imutável: a importância de uma estratégia eficiente de armazenamento. E existem muitos pontos que justificam a necessidade do investimento nesse meio.

A princípio, é possível citar a tendência data-driven, que vem ganhando espaço em diversos mercados. Nessa cultura, é a partir da existência de históricos e da análise dessas informações, via Big Data, por exemplo, que se tiram insights valiosos. Entre as possibilidades criadas por esse olhar analítico, estão desenvolver novas experiências para o público, customizar ofertas ou ainda lançar novos produtos e serviços. 

Ademais, informações de controle de vendas, balanço comercial ou contratos com fornecedores e clientes também devem ser arquivados para segurança e acompanhamento de resultados. Além disso, temos a onda de digitalização das empresas, a chegada do 5G, a ascensão do trabalho remoto e o aumento do uso da nuvem. 

Só para exemplificar, um infográfico publicado pela DOMO, intitulado Data Never Sleeps 9.0, traz números surpreendentes de quantos dados são criados em apenas 60 segundos:

  • 5,7 milhões de pesquisas conduzidas no Google;
  • 856 minutos em webinars via Zoom;
  • 148 mil mensagens enviadas no Slack.

Com isso, se torna ainda mais essencial contar com um sistema efetivo e escalável de armazenamento, planejado a fim de suportar a demanda da empresa ao longo de seu crescimento.

Legislação demanda cuidado com dados

Deve-se considerar, sobretudo, que está em vigor no Brasil a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Essa norma segue a tendência de preocupação com a privacidade, que já se disseminou nas nações desenvolvidas da Europa e da América do Norte. 

A fim de assegurar o direito quanto às informações privadas, a LGPD regula o uso, a transferência e a proteção de dados pessoais no país. Para as empresas que não se atentarem às boas práticas, isso pode significar grandes prejuízos em multas e perda de reputação.

Por dentro da tecnologia: conheça os principais tipos e dispositivos utilizados

Inegavelmente, toda empresa deve ter uma estratégia de armazenamento de dados. Entretanto, é possível tirar maior proveito desse componente quando a escolha é feita levando em consideração as particularidades do negócio.

Embora possa não parecer algo tão crucial, a forma escolhida para arquivar documentos impacta desde a performance de dispositivos e sistemas até os custos com TI. Aliás, isso é muito importante, considerando que os gastos mundiais nessa área devem chegar a US$4,1 trilhões em 2022, segundo previsão do Gartner, divulgada em janeiro de 2021.

Assim, quem deseja administrar dados com eficiência deve avaliar os benefícios e os pontos negativos de soluções off-premises, on-premises ou baseadas em nuvem. Especialmente considerando que essa gestão ganha complexidade ao longo do tempo.

Sendo assim, conheça os três entre os principais tipos de armazenamento – que, inclusive, podem ser usados conjuntamente:

Direct Attached Storage (DAS)

Nessa categoria, existe uma conexão física entre a unidade de armazenamento e o aparelho que os acessa. São aqueles dispositivos que precisam da conexão a um computador para gravar ou ler arquivos. Entre os exemplos mais conhecidos, estão os HDD e SSD externos, pen drives e cartões de memória.

É uma forma de arquivar documentos no caso de redes instáveis, além de dar mobilidade e segurança aos dados. Contudo, não é ideal na transferência de grandes arquivos ou quando se pensa em larga escala. Afinal, só um equipamento pode acessá-lo por vez, como o computador.

Network Attached Storage (NAS)

Esse é um tipo de armazenamento de dados centralizado, no qual o acesso às informações se dá por rede interna e em diferentes dispositivos. No NAS, os arquivos ficam em um hardware servidor, o que significa que a transferência de documentos é mais prática que no DAS, por exemplo.

Nesse modelo, é possível acessar remotamente e realizar o controle de usuários, que é limitado a quem está na rede. É uma opção bastante utilizada por empresas de pequeno e médio porte, que possuem um fluxo de trabalho colaborativo.

Um ponto de atenção é que, porque o sistema é conectado à rede, se houver muita atividade nesta, o desempenho será impactado.

Storage Area Network (SAN)

Nesse grupo, há uma rede de dispositivos de armazenamento que podem ser acessados por diversos equipamentos e, assim, cria-se um espaço compartilhado. Na prática, o SAN funciona como uma unidade conectada diretamente ao computador, porém com a facilidade de compartilhamento e de acesso da rede.

Por conta de oferecer mais recursos, como resiliência, o SAN também é uma solução mais cara e com maior complexidade. 

Armazenamento em nuvem

Um dos formatos mais populares, a nuvem utiliza espaços digitais para guardar arquivos. Na cloud, é possível configurar as permissões, que adicionam segurança, e há facilidade no acesso e compartilhamento, dependendo apenas da conectividade.

Outra caraterística da cloud computing é a possibilidade de escalabilidade. Ou seja, uma vez que a capacidade é contratada de um fornecedor, essa pode ser ajustada de acordo com a necessidade do negócio.

Por fim, vale ressaltar que essa é uma opção bem popular e tendência nos próximos anos. Inclusive, segundo uma publicação de julho de 2020, do Gartner, a receita do serviço de nuvem pública mundial deve chegar a US$364 bilhões no final de 2022.

Escolhendo a melhor estrutura para o negócio

Existem muitas formas de compor um sistema customizado para as necessidades de um negócio. Como exemplo, é possível combinar os benefícios da nuvem ao modelo SAN ou adicionar um backup com unidades físicas. 

Seja qual for o setor de atuação e o porte da empresa, antes de contratar um serviço, o recomendado é:

  • Conhecer as necessidades da companhia;
  • Analisar a estrutura atual e identificar falhas;
  • Considerar a verba disponível para inovação;
  • Atentar aos planos de médio e longo prazo do negócio.

Além dessas escolhas, vale lembrar que existem outras tecnologias que dão suporte a um armazenamento de dados eficiente. 

Conectividade e nuvem

Em primeiro lugar está a conectividade, sem a qual alguns modelos não seriam viáveis. Mas apenas contar com uma conexão pode não ser o suficiente. Para ter a melhor experiência ao guardar e acessar as informações na nuvem, é preciso saber qual é a demanda de internet da empresa. 

Nesse sentido, a Vivo Empresas possui diversas soluções de conectividade, incluindo pacotes de internet que variam de 200MB a 1GB. Junto a esse serviço, oferece recursos que dão proteção adicional ao acesso e a equipamentos, como o Vivo Protege Empresas.

Além disso, existem soluções em nuvem que auxiliam no estoque de dados ao mesmo tempo em que viabilizam modelos remotos e híbridos de trabalho. Um bom exemplo são as ferramentas de colaboração, que facilitam guardar e compartilhar arquivos, como o Microsoft 365.

Segurança

Acima de tudo, quando se fala em dados, uma das questões mais importantes é garantir a segurança da informação. E há muitos serviços que oferecem isso, tanto aos meios de armazenamento virtuais quanto físicos. 

O uso de equipamentos atualizados e antivírus adiciona camadas de proteção gerais. Já serviços de monitoramento de tráfego na internet, como o Vivo Proteção DDoS, ou para identificação e gerenciamento de vulnerabilidades, como o Vivo Vamps, ajudam na prevenção de ataques cibernéticos.

Um olhar para o futuro com o armazenamento de dados

O armazenamento de arquivos e documentos é uma atividade diária em qualquer negócio no mundo e que acontece de muitas maneiras: com unidades físicas, pela rede ou via cloud. Na verdade, é algo tão cotidiano que nem sempre recebe a devida atenção. Isso é, até aparecer algum problema!

Efetivamente, não existe apenas uma receita perfeita que funcione em todas as empresas. Assim, um planejamento eficiente dessa área depende de alguns quesitos: conhecimento do próprio negócio, da demanda diária e até um olhar para o futuro da companhia.

Do mesmo modo, vale ressaltar que um sistema eficiente pode ser um grande diferencial, trazendo vantagens:

  • Garantia de informações precisas e confiáveis;
  • Menor risco de perda de arquivos;
  • Facilidade no acesso, inclusive remoto;
  • Aprimoramento da experiência do usuário;
  • Eficiência e otimização no uso do espaço;
  • Redução de custos desnecessários em hardware e manutenção.

Contudo, definir a melhor estratégia e garantir um bom desempenho no dia a dia não é uma missão simples. E, nesse cenário, contar com um parceiro especializado como a Vivo Empresas é o primeiro passo na transformação da estrutura de armazenamento de dados do seu negócio. 

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Até a próxima!

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