Conheça a cultura data-driven que usa a análise de dados a favor dos negócios

Foto do autor

No cenário atual, é cada vez mais indispensável tomar decisões baseadas em fatos e evidências. E é exatamente isso que dita a cultura data-driven, tendência que cresce globalmente e coloca os dados no centro de tudo. 

Tanto a fabricação de produtos quanto a concepção de serviços, até o atendimento ao cliente, podem se beneficiar dessa abordagem. Afinal, é a partir da orientação a essas informações que a gestão consegue identificar pontos de melhoria ou compreender melhor o que o público deseja. 

Mas é claro que os dados por si só não têm função. O que os tornam valiosos é a análise, que transforma material bruto em insights que auxiliam o negócio a aumentar sua produtividade, reduzir custos e investir onde é preciso. Em outras palavras, de modo geral, seu uso inteligente pode impactar de forma positiva nos resultados da companhia, frente ao mercado e aos concorrentes. 

Considerando a importância de ser data-driven atualmente, vale entender como aplicar e fomentar essa cultura dentro da empresa. Para isso, neste artigo, você verá:

  • O que é a cultura data-driven?
  • Por que ser uma empresa orientada a dados?
  • Conheça as tecnologias que auxiliam no uso inteligente de dados 
  • Abordagem data-driven impacta nos resultados de diferentes setores 
  • Seis passos para aplicar o pensamento orientado a dados na empresa

O que é a cultura data-driven?

Jovem empresária usando um tablet digital durante uma noite em um escritório moderno

Cadastro de clientes, registro de vendas ou de produção sempre vêm à mente quando o tema são os negócios. Contudo, hoje, há dados disponíveis e que podem realmente mudar o rumo de uma companhia: da jornada do cliente à performance dos profissionais contratados. 

Só para exemplificar, o relatório A digitalização do mundo da borda ao núcleo, publicado pela companhia IDC, em novembro de 2018, já estimava que, em 2025, haverá 175 zetabytes de informações geradas ao redor do mundo. 

Com isso em vista, a cultura data-driven ganha destaque no cenário atual. Esta é vista como uma estratégia para identificar novas oportunidades, aumentar produtividade ou vendas, melhorar operações e o atendimento ao consumidor.

Ou seja, trata-se de uma forma de ganhar vantagem competitiva, utilizando evidências para tomar decisões e planejar os próximos passos. 

Aliás, esse é um ponto crucial nesse pensamento. É preciso focar em fatos, em vez de se basear em especulações, experiências anteriores ou apenas na intuição dos líderes. Essa mudança comportamental, que é um requisito obrigatório para ser data-driven, é também um dos maiores desafios na adoção dessa cultura. 

Os outros pilares essenciais na implementação da abordagem são os processos, que precisam ser atualizados e adaptados, bem como as tecnologias. 

Webinar | Tendências na nuvem manter empresa protegida_V1

Por que ser uma empresa orientada a dados?

Captar, organizar e analisar informações faz parte do dia a dia de uma empresa data-driven. E esse olhar para os insights não deve ser restrito a líderes e gestores. O sucesso da prática depende do time ter a visão orientada e acesso a informações, para poder pensar em soluções e inovações. 

Enfim, o esforço para adotar essa nova cultura não é pequeno, e, nesse momento, muitos empreendedores podem se perguntar se a mudança vale a pena. No entanto, com uma breve análise dos benefícios gerados por adotar a solução, fica claro o porquê de tantos negócios já optarem pelo foco nos dados.

Principais benefícios da cultura data-driven nos negócios:

  • detecção de gargalos e aprimoramento de processos;
  • aumento de vendas e produtividade;
  • melhoria e customização de atendimento, aumentando a retenção de clientes;
  • resposta rápida às mudanças do mercado, resultando em uma vantagem competitiva;
  • identificação de novas oportunidades de negócio.

Conheça as tecnologias que auxiliam no uso inteligente de dados 

Assim como a mudança comportamental é necessária, a tecnologia faz parte do mundo data-driven. Isso porque, ao longo da trajetória dos dados, desde a coleta até a análise, existem diversas inovações para auxiliar. 

A princípio, a conectividade é a ponte que permite a extensa troca de informações que acontece hoje, diariamente. Inclusive, há uma grande expectativa quanto à implementação do 5G, a quinta geração da conexão móvel.

Por sua vez, a evolução na conexão também irá beneficiar demais tecnologias necessárias na abordagem data-driven. Uma delas é a Internet das Coisas (IoT) que, por meio de dispositivos conectados, coleta e transmite dados de modo ininterrupto. 

Nesse sentido, a IoT é uma ferramenta poderosa para se criar uma base precisa, confiável e relevante, que, após análise, gerará insights valiosos. Só para ilustrar, segundo uma previsão do Statista, de maio de 2021, o volume de informações criadas por conexões IoT até 2025 será de 79,4 zettabytes (cada zettabyte corresponde a mais de um trilhão de gigabytes).

Atuando como ambiente de processamento e armazenamento, a cloud também é fundamental na estrutura data-driven, uma vez que sistemas legados são barreiras à inovação. Tanto é que a IDC estima que os gastos com infraestrutura de nuvem em 2022 vão chegar a US$ 90 bilhões. Publicada em 31 de março de 2022, a previsão traz um valor que representa um crescimento de 21,7% em relação a 2021.

Tecnologias de análise de dados

Dentre os grandes volumes de informação disponíveis para as empresas processarem, existem duas variedades de dados: os estruturados e os não estruturados. Enquanto o primeiro tipo é facilmente classificado por estar em estruturas como tabelas, o segundo apresenta um desafio, pois são vídeos, áudios etc. 

É nesse cenário que são aplicadas as soluções de big data, que conseguem processar ambos os gêneros de informações em ampla quantidade. Essa tecnologia é usada para identificar questões como tendências de mercado e comportamento do consumidor. 

Portanto, também é considerada uma ferramenta primordial na cultura data-driven, por justamente ajudar na tomada de decisão baseada em evidências.

Inclusive, o big data já é utilizado por mais de 40% das companhias mundiais, como mostra o relatório do BARC, de julho de 2021. Como resultado, essas corporações apontam que tiveram um aumento de 8% no lucro e redução de 10% no custo geral.

Ao mesmo tempo, a inteligência artificial (IA) faz parte da abordagem orientada a dados e tem papel crítico na automatização de atividades diárias. A partir de informações históricas e da base disponível, o IA consegue tomar decisões ou fazer recomendações e previsões. 

Em um levantamento da McKinsey, realizado entre maio e junho de 2021, quase 80% dos entrevistados afirmaram que a IA ajudou a diminuir custos, tanto na produção e desenvolvimento de produtos como nas estratégias corporativas.

LEIA MAIS: Big Data: um guia definitivo para entender o poder da análise de dados

Abordagem data-driven impacta nos resultados de diferentes setores 

Jovem usando um computador enquanto trabalha até tarde em seu escritório

A tendência data-driven está evoluindo mundo afora. Ao menos é o que mostra um artigo da McKinsey, de janeiro de 2022, listando características da abordagem que já aparecem hoje, mas vão chegar ao ápice em 2025. Dentre elas, estão o processamento de dados em tempo real, algo vital para auxiliar na tomada de decisões.

Todavia, o impacto que a adoção dessa cultura gera é variável, sobretudo em relação à amplitude do uso inteligente de informações. 

Como exemplo, dentro de uma empresa, o departamento de recursos humanos pode aproveitar a análise de dados para aprimorar as práticas de contratação. Ou, ainda, pode tirar insights sobre como reter talentos e tornar a força de trabalho mais produtiva. 

Do mesmo modo, a área de marketing consegue entender melhor o comportamento do cliente e identificar problemas no grupo de vendas. É viável também utilizar as informações coletadas e analisadas para criar experiências para o cliente, talvez até personalizadas de acordo com o perfil do consumidor. 

Atuação nos mercados

Já pensando em diferentes segmentos da economia,

  • na indústria, máquinas e sistemas conectados via IoT geram dados sobre produtividade e desempenho. Assim, há melhor visão sobre a manutenção ou atualização do maquinário, bem como oportunidades para desenvolver estratégias que aumentem a eficiência da produção;
  • na saúde, a análise de dados coletados durante o atendimento dos pacientes ajuda no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes. Pode, ainda, auxiliar na redução de custos do sistema como um todo; 
  • no varejo, uma abordagem data-driven consegue identificar tendências de estilo rapidamente para adaptação de produtos, além de reconhecer problemas na estratégia de vendas. Outro ponto interessante é a possibilidade de personalização, que aparece a partir da análise de perfis. Aliás, isso é essencial para conquistar a fidelidade de um cliente em 70% dos mercados, segundo a pesquisa da KPMG, de janeiro de 2020.

Como aplicar o pensamento orientado a dados na empresa

Na cultura data-driven, todas as decisões estratégicas da companhia devem partir de um caminho claro: pesquisa (interna e/ou de mercado), análise e interpretação de informações. Mas, até mesmo nas ações de menor impacto, que são tomadas por funcionários de diversas posições hierárquicas, é a orientação aos dados que deve prevalecer. 

Porém, para conseguir esse resultado, a adoção e a adaptação ao novo pensamento deve acontecer de modo gradual e constante. A fim de simplificar esse momento de transição, confira cinco dicas para se tornar data-driven.

  1. Dados no centro: toda a estratégia de negócios deve ser pensada com base neles. Para isso, talvez, profissionais da força de trabalho precisem ser treinados ou recolocados. 
  2. Entenda o panorama atual da empresa: não há como basear as decisões na análise de dados sem captação de informações em tempo real, por exemplo. O ideal é compreender as limitações e lacunas que existem e traçar soluções. 
  3. Atualize a estrutura: sem dúvidas, é necessária uma estrutura tecnológica para que a gestão seja data-driven. No entanto, isso envolve custos. Então, é preciso planejar, adaptar processos e atualizar todo esse ecossistema de maneira gradual.
  4. Providencie treinamento e imersão à nova cultura: a força de trabalho deve estar apta a trabalhar com foco em dados, mas nem sempre essa é uma adaptação simples. Cabe à empresa auxiliar nessa imersão, com programas de capacitação e reuniões periódicas. 
  5. Mensure resultados e crie um ciclo de feedback: é necessário compreender se as estratégias de negócio em prática estão dando resultados. Parte de ser data-driven é criar e acompanhar índices de performance para cada área, além de evidenciar aprendizados conquistados ao longo do caminho. 

O futuro é data-driven

Inegavelmente, a cultura data-driven é o futuro dos negócios, tanto no Brasil quanto no exterior. Embora muitas companhias já compreendam seu poder para identificar oportunidades e superar obstáculos, atuar com esse foco ainda é um desafio.

De modo geral, são três pilares que constroem essa orientação aos dados: processos, pessoas e tecnologia. Primeiramente, a adaptação de processos internos é necessária. Desde o alinhamento de funções de líderes e gestores até o acompanhamento de índices de desempenho precisam ser repensados.

Em segundo lugar, é imperativo ter o time a bordo nessa mudança comportamental. Tomar decisões baseado em fatos e evidências deve se tornar um hábito em todos os departamentos, segmentos e níveis hierárquicos. 

Em seguida, ter toda a estrutura tecnológica também é crucial. Nesse sentido, a Vivo Empresas pode ajudar nessa jornada data-driven, oferecendo um portfólio completo com soluções de conectividade, cloud, IoT e big data. 

Se quiser conhecer mais sobre essa relação entre dados e tecnologia, confira ainda essa seleção de artigos:

Até a próxima!

Foto do autor
Solicite um contato