O que é e por que investir no e-commerce?

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Há alguns anos, o empreendedorismo online era um território pouco desbravado e centralizado nas grandes marcas do varejo. Hoje, ter um e-commerce se firmou como uma necessidade para quem quer manter a sua loja relevante no mercado. 

Essa foi a válvula de escape encontrada por muitas empresas e pequenos negócios para atender às necessidades atuais dos consumidores. Além disso, em decorrência dos desafios do isolamento social durante os últimos dois anos, o movimento de digitalização da experiência do consumidor acelerou.

Porém, essa mudança não está acontecendo de maneira fluída, o processo de transformação digital no Brasil ainda está amadurecendo e há muitos aprendizados pela frente.

Nesse cenário, entender melhor o que é o e-commerce, seus desafios e o que pode ser feito para ter melhores resultados é essencial. Ao longo deste texto, apresentamos e explicamos os principais pontos sobre o assunto, nos seguintes tópicos:

  • Afinal, o que significa e-commerce?
  • Três motivos pelos quais isso é importante para o seu negócio
  • Quatro fatores para se ter sucesso com o e-commerce

Aproveite a leitura!

Afinal, o que significa e-commerce?

O comércio eletrônico consiste em um conjunto de recursos digitais para realizar vendas, conciliando três aspectos: 

  1. acesso à internet;
  2. disponibilidade de um dispositivo de conexão;
  3. uso de plataformas para vendas.

Esse tipo de comércio pode ser implementado por diversas frentes. Para se ter uma ideia do seu potencial financeiro, em 2020, a atividade apresentou um faturamento recorde para os últimos 20 anos, seguido de uma alta de 48,4% em 2021, segundo o índice MCC-ENET.

Portanto, em decorrência da quantidade de ferramentas disponíveis no mercado, é interessante definir uma estratégia para se conseguir tracionar e escalar a operação. A seguir, explicamos quais são os principais tipos de e-commerce, como funcionam e seus diferenciais. 

Loja virtual

Conhecidas também como e-commerce tradicional, as lojas virtuais são um modelo no qual uma marca tem um site próprio para divulgar seus produtos. Essas podem ser criadas por um desenvolvedor contratado ou usando plataformas que já disponibilizem templates para personalização. 

Marketplaces

Os marketplaces são uma alternativa de comércio eletrônico popularizada por organizações como Mercado Livre e Magazine Luiza. Em síntese, o modelo permite que diversos empreendedores, geralmente micro e pequenos, comercializem seus produtos. No entanto, a opção oferece pouco ou nenhum recurso para personalização.

Afiliados

O marketing de afiliados é outra modalidade que cresce a cada dia. Assim como no caso dos marketplaces, é um tipo de empreendedorismo digital em que o ganho acontece por meio da conversão em vendas da divulgação feita para produtos de terceiros

Dropshipping

Durante a pandemia de covid-19, o dropshipping, operação que consiste no uso de um espaço virtual para revenda sem estoque, ganhou força entre os microempreendedores brasileiros.

Nesse tipo de loja, o empresário faz a gestão do estabelecimento, enquanto a logística fica por conta do fornecedor. Por isso, a modalidade acabou se tornando popular e uma alternativa de fonte de renda extra.

Landing pages

As landing pages são recursos indispensáveis no marketing digital, e, diferentemente do que muita gente pensa, são também um tipo de e-commerce. Afinal, há produtores independentes, que não trabalham com variedade de produtos e serviços, que as usam para divulgar suas marcas. Nelas, geralmente há um formulário para coleta de dados e um direcionamento a um carrinho para finalizar a compra. 

Redes sociais

As redes sociais também são fundamentais no comércio eletrônico. Elas podem ser usadas para potencializar resultados do seu canal principal ou serem a centralização do negócio online. Hoje, há diversas funcionalidades e integrações disponíveis nas principais mídias sociais, como marketplaces e vitrines. 

Assim, centralizar a operação nelas pode ser uma boa alternativa para micro e pequenos empreendedores sem recursos suficientes para investir em mais de um canal.

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Três motivos pelos quais o e-commerce é importante

Ter a versão digital da sua loja é importante por inúmeros fatores. Dentre eles, merece destaque a mudança do comportamento do consumidor. Isso acontece em razão das diferenças entre os públicos que fazem parte do mercado de consumo. 

Hoje, as gerações Y e Z (nascidos entre meados de 1980 e anos 2000) já são a maioria da população. Elas cresceram imersas na tecnologia. No entanto, a Z (entre 2000 e 2010) tem ainda mais intimidade com a inovação, por ter surgido quando grande parte dos recursos tecnológicos atuais já existiam. 

Assim, a tendência é de que as próximas sejam ainda mais imersas no contexto digital, sem contar que essas mudanças no comportamento estão cada vez mais aceleradas e dinâmicas.

Em contrapartida, temos também essas gerações atuando como investidoras e parceiras estratégicas. Um dos pontos em comum entre elas é a criteriosidade na decisão em estabelecer uma relação com uma marca.

Dessa maneira, um e-commerce bem estruturado pode atender a pilares-chave da gestão para desempenho sustentável de empresas, como a escalabilidade com menor impacto ambiental. 

No entanto, há ainda outros pontos a favor do comércio eletrônico, que você pode acompanhar a seguir.

1. As empresas estão migrando para o online

O e-commerce é fundamental para a maioria dos empreendedores, presentes e futuros. Nesse sentido, migrar para o digital é uma necessidade estratégica para o desenvolvimento sustentável e a sobrevivência da marca. 

De acordo com uma pesquisa realizada pela Mastercard, em 2021, entre 2019 e 2020, houve um crescimento de 208% na migração de organizações para esse sistema de vendas. Além disso, é interessante destacar que a maioria é composta por pequenas e médias companhias. Ou seja, trata-se de um movimento que o seu negócio também deve considerar.

Outro fato curioso sobre a passagem para o online é que esta impacta diretamente a experiência do usuário. A pesquisa Shopper Story 2022, da Criteo, aponta que 72% dos clientes fazem uma pesquisa na loja física antes de comprar online

É interessante esse dado, pois, até cerca de sete anos atrás, o movimento era inverso: 90% dos clientes verificavam na internet antes de optarem por estabelecimentos físicos, conforme dados da SPC Brasil. Então, é nítido que a integração de ambos os ambientes pode impulsionar as vendas.

2. Há grandes oportunidades para se faturar mais

As pequenas e médias empresas faturaram mais de R$ 1 bilhão em 2020 com o e-commerce, conforme reportagem da Exame. Esse dado mostra o potencial dos canais digitais para empreendedores e aqueles que buscam complementar a renda.

No entanto, é primordial construir o posicionamento online do seu negócio, para se destacar dos concorrentes. Nesse sentido, só consegue faturar mais quem consolidar uma estratégia de conteúdo e um bom relacionamento com os usuários. 

Além disso, é importante o emprego de ferramentas que sejam positivas para a experiência nos canais de aquisição da sua loja virtual.

3. É possível vender com praticidade para outros países

Um dos grandes diferenciais do e-commerce é a capacidade de atingir pessoas de diversos lugares e ampliar o faturamento. Nesse cenário, o comércio na América Latina está em destaque e é promissor. 

A região conta com países emergentes em plena aceleração da transformação digital. Há muitas startups unicórnio locais, com destaque para as brasileiras como o Nubank, Unico e MadeiraMadeira.

Realizar vendas internacionais é um ponto positivo não somente para a sua empresa, mas também para a economia nacional. Isso acontece como consequência da balança comercial, em que o aumento de exportações tende a ser um sinal positivo para diversos índices, como o controle da inflação, por exemplo.

Quatro fatores para se ter sucesso com o e-commerce

O conceito de sucesso depende de pessoa para pessoa, ou seja, da ambição, das metas estabelecidas para o negócio. Sendo assim, quanto maior for a pretensão de faturamento e crescimento da marca, mais investimentos e ações devem ser implementados. 

Apesar dessa variável, o passo a passo para se atingir o sucesso não é tão diferente assim. Há pontos que devem estar alinhados e conectados para ser possível ampliar a operação sem um aumento expressivo de custo. Além disso, é fundamental contar com um planejamento estratégico e/ou um roadmap para o projeto.

Dentre as frentes possíveis de atuação no e-commerce, listamos quatro fatores para ser bem-sucedido. 

1. Invista em tecnologias adequadas

Um equívoco muito comum é quando o empreendedor ouve em algum lugar uma “fórmula mágica” para empreender online e ganhar “dinheiro fácil”. É primordial entender que, em termos de gestão, o e-commerce funciona como a loja física. Não existe um caminho mais curto: é preciso dedicação e direcionamento para alcançar o alvo.

Dessa forma, é importante pesquisar bem antes de investir em qualquer tecnologia. Às vezes, o que funciona para uma organização não resolve para outra. Isso geralmente acontece quando o produto não é pensado para todos os públicos. Nesses casos, é interessante buscar por fornecedores que já são referência em inovação, como a Vivo Empresas.

2. Conte com profissionais capacitados

Há uma expressão popular que deve fazer parte do dia a dia do empreendedor brasileiro: “o barato sai caro”. Esse conceito vale para a contratação tanto de produtos como de serviços. 

Assim, no caso de pequenos e médios empresários, é comum a busca por profissionais freelancers ou PJ, principalmente para a parte de desenvolvimento do site. Hoje, o Brasil vive uma escassez de especialistas em TI. Então, é natural que essa mão de obra seja um pouco mais cara. 

Portanto, se o seu negócio está buscando por técnicos para ajudar a colocar o site no ar, é interessante atentar aos valores oferecidos por estes. Se estiverem bem abaixo do usual, talvez valha a pena buscar mais alguns orçamentos e comparar custos e prazos.

3. Tenha uma gestão data driven

Data driven significa “guiado por dados”. Na prática, pode até parecer contraditório, já que o comportamento do consumidor está mudando de forma rápida. Mas, na verdade, o que deve acontecer agora é um foco preditivo e em tempo real.

Até pouco tempo atrás, era comum as empresas analisarem resultados anteriores para projetarem as próximas metas. Agora, graças às ferramentas de BI (business intelligence, ou inteligência do negócio), é possível coletar dados e detalhes do comportamento do consumidor. 

Com um e-commerce fica muito mais fácil mapear essas atitudes e implementar ações para melhorar as vendas. Nesse sentido, o uso da IA (inteligência artificial) pode criar experiências personalizadas, ampliando as oportunidades.

4. Tente ser uma empresa omnichannel

Hoje, podemos inferir que ainda não há uma empresa omnichannel. A verdade é que esse é um conceito novo, ainda em construção no varejo. Na prática, é uma evolução da estratégia multicanais e contempla uma integração entre o físico e o digital.

Nesse cenário, diversas frentes do negócio devem estar conectadas para propor a melhor experiência para o cliente. Quando a loja física migra para o online, oferecendo a venda e o atendimento nesses dois pontos de contato, é um primeiro passo para ser omnichannel.

Além disso, é necessário ter um sistema de atendimento centralizado e a jornada integrada, sem gerar exaustão de informações nos clientes, por meio de um CRM (customer relationship management, ou gestão de relacionamento com o cliente).

Porém, destacamos novamente a importância de contar com profissionais capacitados. Mais do que ter a ferramenta correta, é crucial implementar as estratégias certas e ter uma mentalidade de melhoria contínua.

Conclusão

Ter um e-commerce é o caminho natural para negócios já existentes ou para quem quer começar a empreender com um custo mais baixo. Mas é preciso saber selecionar parcerias e recursos para alcançar o sucesso esperado. 

Nesse cenário, mapear custos e definir uma expectativa de ROI (return over investiment, ou retorno sobre o investimento) é essencial para escolher entre ter um time dedicado para a tarefa ou contratar uma plataforma pronta.

Além disso, é estratégico contar com soluções de conectividade e segurança da informação. Esse aspecto é importante não somente pela conformidade à LGPD (Lei Geral da Proteção de Dados), mas também pela qualidade do relacionamento com o cliente. 

Dessa forma, optar por uma conexão estável como a Vivo Fibra faz toda a diferença no posicionamento digital do seu e-commerce.

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Até a próxima!

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