Entenda o que é SOC e como ele contribui para a proteção do seu negócio

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Um centro de operações de segurança (ou security operation center – SOC) é uma equipe de profissionais de TI que monitora a infraestrutura da organização para garantir sua defesa frente às ameaças cibernéticas. Os ativos digitais, muitas vezes, são os bens mais valiosos de uma empresa e a proteção deles requer investimentos.

Com o aumento da digitalização dos negócios, mais companhias passaram a trabalhar online. Essa presença envolve questões delicadas, como a estabilidade das operações e a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assuntos relacionados com a segurança da informação.

Dessa forma, a adoção de sistemas de defesa é fundamental para que as organizações operem com alto nível de resguardo e façam o melhor uso possível dos recursos mais modernos. 

Continue a leitura e saiba mais sobre o que é SOC e a importância desse mecanismo para o seu negócio. 

  • O que é SOC?
  • A importância do SOC para as organizações;
  • Ameaças cibernéticas que o SOC ajuda a combater;
  • Como a segurança da informação se relaciona com as tecnologias digitais.

O que é SOC?

Sigla para security operations center (centro de operações de segurança), o SOC é uma plataforma dedicada a prevenir e solucionar problemas relacionados à cibersegurança.

A tarefa envolve uma série de procedimentos, como o controle de acesso, a análise de vulnerabilidades e o monitoramento constante dos recursos de TI. Esse processo engloba também a adoção de protocolos criteriosos, visando a conformidade legal e a proteção de dados e demais ativos digitais.

Assim, o SOC pode atuar em diferentes setores, conforme a necessidade e a complexidade dos negócios. Geralmente, a tarefa é realizada por outsourcing: a contratação de empresas especializadas em cibersegurança. 

Há diversos benefícios gerados por esse processo:

  • Proteção dos dados dos clientes e dos colaboradores;
  • Tranquilidade aos gestores para focar nas questões produtivas e mercadológicas;
  • Segurança da base de informações relativa à gestão da organização;
  • Operação estável no ambiente digital, tanto online quanto nos aparelhos físicos conectados;
  • Conformidade do negócio à LGPD;
  • Aumento da confiança e reputação da empresa com os consumidores.

A importância do SOC para as organizações

O SOC é um mecanismo que vem ganhando relevância conforme os modelos de trabalho híbrido e remoto se tornam mais presentes. Uma das consequências naturais é o aumento da utilização de recursos como a computação em nuvem, que traz praticidade, mas também preocupações.

O reflexo desse cenário está presente no levantamento Global Digital Trust Insights Survey 2022, produzido pela PwC. O estudo revela que 83% das empresas brasileiras e 69% das mundiais entrevistadas pretendem aumentar os gastos com segurança cibernética este ano. Em 2020, esse índice não passava de 55% no país e 57% no restante do mundo.

Esses números estão intimamente relacionados à percepção dos gestores de que o avanço digital pode deixar os negócios mais vulneráveis a riscos de privacidade e vazamento de dados. Entre os pesquisados, 77% dos líderes brasileiros e 75% de outros países afirmaram que as empresas estão se tornando complexas demais para serem protegidas.

Essa preocupação já se reflete no crescimento do setor de proteção das atividades online. Segundo o Global Cybersecurity Market Overview, publicado este ano, é esperado, até 2025, um aumento anual de 9% no mercado de segurança digital. Isso representa um incremento dos 125,5 bilhões de dólares contabilizados em 2020 para 198 bilhões.

É justamente pensando nessa necessidade que o SOC se mostra fundamental. Além da segurança operacional, a plataforma também contribui para adequação dos negócios à LGPD.

Promulgada em 2018, essa lei estabelece as condições de tratamento dos dados dos consumidores. Isso inclui a aplicação de mecanismos de controle para evitar que sejam utilizados indevidamente por terceiros.

Caso haja vazamentos de informações e a corporação seja responsabilizada pelas falhas, a LGPD prevê multa de até 2% em relação ao faturamento da companhia infratora. 

Ameaças cibernéticas que o SOC ajuda a combater

Existem diversas ciberameaças no ambiente online que justificam a implantação de um centro de operações de segurança. Confira, a seguir, alguns dos principais crimes virtuais que o SOC ajuda a prevenir.

DoS e DDoS

DoS e DDoS são os termos utilizados para os ataques de negação de serviço, que podem ser realizados por um único atacante ou de maneira distribuída.

Esse crime é realizado quando um hacker utiliza um computador ou “escraviza” outros dispositivos para realizar um ataque em massa. Assim, ele envia uma série de comandos simultâneos ao mesmo alvo, com o objetivo de sobrecarregar o sistema e deixar o servidor lento ou até mesmo fora do ar.

Esse cibercrime não viola a privacidade e o banco de dados, mas faz com que sites, em especial e-commerces e serviços bancários, fiquem travados e não respondam aos comandos do usuário. 

Segundo o relatório 2020 Mid-Year DDoS Attack Landscape Report, produzido pela NFOCUS, o Brasil foi o 4º país mais vitimado por ataques DDoS, com 8,10% do volume das investidas mundiais. As nações mais atingidas naquele ano foram, na ordem: Japão, China e Estados Unidos.

Ransomware

O ransomware é um tipo de malware (vírus) que se instala nos computadores para acessar e inspecionar dados relevantes, com o objetivo de sequestrá-los.

Dessa forma, os cibercriminosos se apossam dos sistemas de informática de empresas e bloqueiam o acesso por meio de criptografia, pedindo um resgate em criptomoeda para restabelecer o acesso.

Assim, as vítimas podem ter dados sigilosos vazados ou ficarem com os computadores e sistemas inoperantes por um longo período. Logo, isso gera enormes perdas financeiras. Segundo uma reportagem da Folha de São Paulo, esse cibercrime causou um prejuízo às organizações de mais de 25 bilhões de dólares em 2021.

Ataque man-in-the-middle

Um outro mecanismo muito utilizado para espionagem e roubo de dados é o ataque man-in-the-middle (em português, homem do meio). O cibercrime consiste na interceptação da comunicação entre o emissor e o receptor da mensagem por um terceiro, que passa despercebido.

Esse tipo de ameaça não diz respeito apenas ao acesso a mensagens entre indivíduos, mas também às ações realizadas pelas pessoas, como processar pagamentos online. Assim, o “homem no meio” pode causar muitos prejuízos, pois consegue ter acesso a dados de cartão de crédito, espionar conversas confidenciais, rastrear processos etc.

Como funciona o SOC

Para evitar ataques, a equipe de SOC realiza uma série de processos que elevam a proteção da empresa.

Um dos passos mais importantes é o estabelecimento de normas e padrões operacionais aplicados pelos profissionais de TI. Esse mecanismo atua no campo da prevenção, além de determinar os procedimentos caso seja detectada alguma atividade suspeita.

Outro aspecto previsto pelo SOC é o monitoramento constante da infraestrutura computacional da empresa, incluindo as redes e dispositivos conectados. Ou seja, engloba toda a troca de dados, fazendo com que haja uma espécie de vigilância quanto ao fluxo padrão da comunicação.

Esse controle constante traz como benefício a adoção de procedimentos imediatos caso ocorra alguma anormalidade de qualquer natureza. Isso possibilita, por exemplo, a solução proativa aos ataques DDoS antes que o problema cause transtorno aos clientes. 

Além disso, o SOC trabalha para o constante aprimoramento da proteção dos negócios contra riscos cibernéticos, o que envolve análise de vulnerabilidades e avaliações regulares dos padrões do local.

O centro de operações de segurança pode atuar em diferentes níveis de complexidade, conforme o tamanho e necessidades operacionais e regulatórias de cada organização.

Como a segurança da informação se relaciona com as tecnologias digitais

As tecnologias digitais conferem praticidade e contribuem para o aumento da escala e da produtividade, porém, aumentam a exposição aos riscos cibernéticos. Entretanto, o uso adequado dos recursos 4.0, em consonância com o SOC, contribui para a utilização segura e responsiva dessas ferramentas.

Um exemplo de tecnologia cada vez mais indispensável no trabalho híbrido e remoto é a cloud computing. O uso a distância de softwares, banco de dados e espaço de armazenamento gera bastante eficiência, mas necessita de um controle rigoroso de acesso.

A entrada não autorizada de terceiros ao sistema da nuvem traz vulnerabilidade aos dados da empresa e dos clientes, além de ocasionar riscos operacionais, sendo uma brecha perfeita para a prática de ransomware. Cuidados como backups frequentes, autenticação em dois fatores, uso de senhas fortes e o acesso somente em redes particulares são importantes durante a utilização dessa ferramenta.

A internet das coisas (IoT) também ganhou notoriedade ao viabilizar a conexão de máquinas, veículos e equipamentos em geral ao ambiente digital. O recurso ainda promove a automação de diversos procedimentos da indústria, agricultura, varejo e demais setores empresariais.

Para funcionar com estabilidade, a tecnologia necessita de uma conectividade rápida e com elevado nível de proteção a ataques. Isso, o SOC é capaz de proporcionar.

Outra sofisticação tecnológica relevante às corporações são os softwares e ferramentas de big data analytics. Por meio de inteligência artificial (IA) e machine learning, esse recurso oferece o mapeamento acurado da preferência dos consumidores e as previsões mercadológicas relacionadas à cadeia de suprimentos, entre outros benefícios.

Dados são os ativos mais importantes dos grandes negócios; por isso, são tão visados e precisam de mecanismos rigorosos de controle e proteção. Há questões legais, financeiras e de reputação envolvidas nesse tema, tornando extremamente necessário que as empresas estejam preparadas para a prevenção de crimes virtuais, como ataques man-in-the-middle.

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A segurança digital é uma das grandes preocupações dos gestores que desejam utilizar as mais modernas tecnologias sem aumentar a vulnerabilidade cibernética.

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Além disso, o serviço inclui a análise de regras e a gestão da vulnerabilidade, promovendo o constante aprimoramento da proteção.

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Até a próxima!

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