Dark kitchen: 14 dicas de sucesso para um modelo promissor

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Quem diria que a tecnologia nos traria cenários tão disruptivos a ponto de restaurantes dispensarem salões com mesas e cadeiras nessa realidade incrível proporcionada para o setor de alimentos e bebidas (A&B): as dark kitchens

Na esteira desse novo modelo, muita gente que nunca imaginou ter seu próprio negócio hoje faz parte do nicho essencial para a economia do país – o das pequenas e médias empresas

Claro que toda vez que as inovações vêm para trazer mais oportunidades, nós celebramos. Afinal, mais pessoas têm oportunidades de abrir uma empresa e o consumidor comemora a maior concorrência das operações de compra – com mais escolhas, leva a melhor a marca que souber chegar até ele, com valores vantajosos ou não, a depender da capacidade de seu produto conseguir seduzir a clientela. 

Para entrar para o mercado dark kitchen e não perder a competitividade, é preciso seguir alguns passos que abordaremos neste texto, que vai te mostrar também: 

  • O que são dark kitchens
  • Dark kitchen: tendência ou modismo? 
  • Por que o modelo gera encantamento? 
  • Os benefícios na avaliação dos consumidores; 
  • Dicas de sucesso para quem quer aderir ao negócio. 

Dark kitchen: o que é, afinal? 

Também conhecida como ghost kitchen (cozinha fantasma), virtual kitchen (cozinha virtual), cloud kitchen (cozinha na nuvem) ou commissary kitchen (cozinha de comissário), a dark kitchen, — cozinha escura, na tradução livre — é um modelo de negócio nem um pouco sombrio, pelo contrário! 

O conceito vem fazendo a alegria da turma adepta de aplicativos como o iFood. Há muitas por lá, operando exclusivamente para a entrega e retirada de pedidos, sem oferecer serviço de refeições no local.  

Nesse tipo de cozinha, os alimentos são preparados apenas para atender a pedidos on-line e, geralmente, são operados em espaços menores e mais otimizados em termos de logística e custos, já que não precisam acomodar visitantes. 

Como não possuem espaços físicos de atendimento ao cliente, são projetadas para maximizar a eficiência no preparo de refeições para entrega ou retirada.  

Quem reclama das altas taxas praticadas por apps de renome para hospedar a própria dark kitchen não precisa nem ficar refém dessas plataformas. Afinal, quem tem um site pode vender na plataforma ou mesmo por redes sociais, como o WhatsApp. 

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Dark kitchens: será que essa moda vai passar? 

Esse modelo de negócio caiu no gosto popular nos últimos anos. Aqui, mais uma vez a gente conta com um empurrãozinho da dramática pandemia: sem poder atender presencialmente, muitos restaurantes migraram para o atendimento em plataformas digitais para entrega ou retirada de comidas e bebidas. 

De acordo com dados recentes do levantamento realizado pela Opinion Box, grende parte das pessoas (47%) pede algo via delivery com a frequência de uma vez por semana ou uma vez a cada quinze dias — e uma boa fatia (18%) pede de duas a três vezes por semana. A maior parte das pessoas entrevistadas (30%) contou que gasta de R$ 51,00 a R$ 100,00 por mês com apps de delivery.  

O levantamento mostra que o iFood é o app de delivery mais utilizado (com 94% de preferência) e o mais conhecido do país (96% das respostas). Na sequência vêm Rappi (24%), Zé Delivery (23%), Aiqfome (7%) e Cornershop (6%).  

Por que as dark kitchens geram tanto encantamento? 

Por muitos motivos. O principal deles é a conveniência. E a temporada de inverno que o diga! 

A facilidade de não ter que sair de casa foi citada por 69% dos entrevistados do estudo, mas muita gente também disse que a curiosidade gastronômica é o que mais motiva: 38% recorrem ao delivery pela possibilidade de comer algo que não sabem preparar e 37% mencionaram a oportunidade de experimentar pratos que nunca provaram. 

A turma que faz de tudo para não ter que lavar uma louça apareceu também e representa 23% dos entrevistados que disseram que pedem porque não querem cozinhar aos finais de semana, enquanto 16% afirmaram ter preguiça de cozinhar, e 10% entregaram a maior motivação: simplesmente não sabem cozinhar. 

Tudo leva a crer que é por isso que o sábado lidera o balcão virtual de pedidos on-line, já que é o dia em que as pessoas mais pedem delivery, com 41% da preferência, seguido da sexta-feira, com 24%, e do domingo, com 21%. 

A noite foi mencionada como o horário favorito dos respondentes, com 74% de menções contra 21% do segundo lugar, o almoço. 

Outros benefícios das dark kitchens na avaliação de consumidores 

Os motivos para a adesão de clientes aumentam quanto mais eles sentem reflexos positivos não só no paladar, mas também no bolso, na agilidade e nos níveis de confiabilidade dos restaurantes que aderiram ao conceito.  

Por isso, quem virou fã das dark kitchens pede por conta de: 

  • Velocidade e Agilidade: restaurantes bem digitalizados, com operações organizadas e bons parceiros à frente das entregas são mais eficientes no preparo e entrega de alimentos e refeições, o que pode representar tempos menores de espera e mais rapidez na chegada dos produtos. 
  • Menor Custo: por não precisarem de um espaço físico de atendimento ao cliente, as dark kitchens podem operar com custos reduzidos em comparação aos restaurantes convencionais. Isso pode resultar em preços mais competitivos para os consumidores. 
  • Avaliações e Feedbacks: plataformas de entrega de comida e negócios hospedados no Google Business, por exemplo, permitem que os consumidores avaliem e deem feedback sobre suas experiências. Isso ajuda outros clientes a fazerem escolhas com base em recomendações e incentiva restaurantes a manterem altos padrões de qualidade e atendimento. 
  • Disponibilidade: alguns negócios muitas vezes operam em horários estendidos, podendo oferecer refeições durante horários em que os restaurantes tradicionais podem estar fechados, atendendo a demanda por comida em momentos mais variados. 

Dark kitchen: os principais segredos do sucesso desse negócio 

Se você cozinha (ou não!) e está pensando em investir no setor A&B para entrar no mercado das pequenas e médias empresas promissoras, terá que ter a capacidade de inovar, se adaptar rapidamente às mudanças do setor e oferecer uma experiência de consumo diferenciada e conveniente para seus clientes. 

Abaixo, listamos as principais recomendações. Tome nota! 

1. Otimização do Tempo 

Um dos principais diferenciais das dark kitchens é o potencial da velocidade de sua entrega. Quem sente fome, você sabe, pode não estar de bom humor. Nesse cenário, cuide tanto da agilidade na cozinha quanto da disponibilidade de entregadores.  

2. Menu Simplificado 

Para o sucesso da dica acima, prefira contar com cardápios enxutos e equipe da cozinha bem treinada, capaz de produzir as refeições com velocidade, mas sem deixar a qualidade cair. 

3. Softwares de Gestão 

Se seu negócio é movido por pedidos on-line, não vacile. Softwares de gestão, atualmente, são bem acessíveis e podem orquestrar os pedidos recebidos desde a chegada em seu sistema até a entrega na boqueta, para o entregador. 

4. Gestão de Estoque 

Aqui, vale o mesmo da dica acima. A gestão de estoque ficou bem mais simplificada com o uso de softwares bastante intuitivos e é fundamental contar com eficiência para evitar a falta ou perda de ingredientes necessários. Sem contar que essas tecnologias ajudam a manter o controle rigoroso dos prazos de validade de ingredientes e das compras estratégicas. Faça tudo para evitar desperdícios.  

5. Localização Estratégica  

Prefira instalar sua cozinha em áreas densamente povoadas e com alta demanda por entrega de comida. Isso garantirá que você tenha acesso a um amplo público consumidor. 

6. Escolha do Conceito Gastronômico  

Defina um conceito gastronômico atraente e, se possível, diferenciado para o seu negócio. A não ser que você garanta muito que seu produto pode ter um grande diferencial em comparação ao da concorrência. 

7. Parcerias com Plataformas de Entrega 

Avalie os custos das parcerias com aplicativos de entrega de comida populares e plataformas de pedidos on-line para aumentar a visibilidade e acessibilidade do seu negócio. Se avaliar que o retorno pode ser bacana, faça um teste. 

8. Qualidade 

Assegure-se de que a qualidade da comida será excelente. Seu esforço em levar entregas absolutamente saborosas e bem embaladas até a casa do seu consumidor é fundamental para obter clientes recorrentes e conquistar boas avaliações nas plataformas. 

9. Atendimento  

Mesmo sem um espaço físico, trabalhe para atender bem seus clientes, seja por meio do chat on-line, telefone ou outras formas de comunicação. Resolva dúvidas e problemas prontamente. 

10. Marketing Digital 

Invista em marketing digital para promover sua dark kitchen. Utilize redes sociais, campanhas de e-mail marketing e parcerias para divulgar sua marca e atrair novos clientes. 

11. Feedback e Melhoria Contínua 

Acompanhe as avaliações e feedbacks dos clientes para identificar pontos de melhoria. Use essas informações para aprimorar constantemente seus serviços. 

12. Adaptação às Tendências 

Esteja sempre atento às tendências gastronômicas e às preferências do público. Oferecer opções saudáveis, veganas ou que atendam a outras demandas específicas pode ampliar seu público-alvo. 

13. Gestão Financeira 

Mantenha uma gestão financeira sólida, controlando custos e buscando formas de reduzi-los, sem comprometer a qualidade. Aqui, mais uma vez, você pode contar com um bom software de gestão para facilitar muito a sua vida. 

14. Conformidade Legal 

Certifique-se de cumprir todas as regulamentações e requisitos legais para a operação de sua cozinha. Há também regras para esse modelo de operação e aplicação de penalidades rígidas se não forem seguidas as diretrizes sanitárias. 

Alerta máximo: atenção à vizinhança 

Se você não pulou etapas ao longo da leitura, é hora de máxima atenção à dica 14 e aos impactos que as dark kitchens vêm gerando na rotina das pessoas que moram no entorno dessas cozinhas. 

A conveniência do modelo para clientes vem representando alguns entraves para negócios que não cuidam de suas instalações dentro das normas vigentes – vizinhanças vêm reclamando de cheiros fortes de alimentos, além de excesso de barulho e gordura impregnada nas roupas suspensas em seus varais. 

Cada cidade vem criando suas próprias normas para que o modelo interfira o mínimo possível na vida de seus vizinhos. Então, fique atento às regulamentações do seu município e não faça com que seu negócio vire um vilão no bairro em que estiver instalado. 

É cozinha, mas tem tecnologia! 

Se até restaurante tradicional vem ficando para trás quando não tempera sua operação com tecnologia, imagina os que operam no modelo dark kitchen?  

A digitalização de restaurantes oferece uma série de benefícios tanto para os estabelecimentos quanto para os clientes, por isso, a transformação digital do setor A&B vem determinando quais estabelecimentos terão vida longa ou curta. 

Claro que, para não deixar a bandeja cair, a Vivo Empresas se antecipou e traz um menu completíssimo, para nenhuma pequena e média empresa botar defeito. 

De softwares de gestão simplificados e poderosos, até pacotes completos para turbinar sua conexão, não há nada que escape das nossas soluções voltadas a quem quer atender bem para atender sempre. 

Tudo a valores irresistivelmente deliciosos, como aquele pãozinho que acabou de sair do forno da padaria ou aquele prato colorido que acabou de sair da boqueta e faz a gente salivar. 

Está esperando o quê? Saia à frente no processo de digitalização do seu negócio e fale com nossos consultores, depois retorne aqui, porque nossas sugestões de leitura de hoje são: 

Wi-fi em bares e restaurantes: por que é tão fundamental? 
Empresas de delivery: contrato ou não? 
Automação robótica para bares e restaurantes: como começar? 

Nos vemos em breve. Até lá! 

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