A transformação digital auxiliando na criação de cursos em meio aos mais diversos cenários da educação

19/04/2021 às 9:00

O setor de educação passou por grandes mudanças no último ano, sendo a transição do modelo presencial para o remoto a mais significativa. Nesse cenário, as instituições escolares buscaram se reinventar, inclusive com a criação de cursos. 

A realidade é que o mercado de trabalho se torna cada vez mais exigente. Para cada nova vaga, há uma longa lista de conhecimentos exigidos dos candidatos. Como resultado, quem está à procura dessas oportunidades também teve que correr atrás. 

Assim, mesmo durante o período pandêmico, muitas pessoas aproveitaram para aprender ou melhorar habilidades. Foi também, nesse momento, que muitas universidades aproveitaram para oferecer webinars e aulas abertas, com o objetivo de captar estudantes. 

Nesse sentido, tanto para a adaptação quanto para se destacar entre a concorrência, a tecnologia se mostra como grande aliada de colégios, faculdades e escolas profissionalizantes. 

Por meio de recursos tecnológicos digitais, é possível, ainda, atualizar o método de aprendizagem, oferecendo flexibilidade e versatilidade aos alunos.

Neste artigo, você verá:

  • Cenário do setor de educação
  • Criação de cursos: um caminho em meio à pandemia
  • Tendências de áreas de estudo
  • Boa conectividade e serviços em nuvem são receita de sucesso
  • Big Data: uma poderosa aliada na criação de cursos
  • Tendências tecnológicas na educação

Cenário do setor de educação

livro e notebook conectados em cima da mesa com lousa de fundo
Digitalização abriu portas para surgimento de cursos e metodologias de ensino até então inéditas

Em todo o mundo, a pandemia prejudicou bastante o setor da educação. Segundo a UNESCO, houve interrupção das atividades educacionais em 191 países, o que afetou mais de 1 bilhão de alunos. 

No Brasil não foi diferente. Para exemplificar, as franquias educacionais tiveram uma queda de 10,7% no faturamento em 2020. Ou seja, de R$ 12,2 bilhões em 2019, o valor caiu para R$ 10,9 bilhões, segundo dados deste ano da Associação Brasileira de Franchising (ABF)

Além disso, o órgão ainda reportou uma diminuição de 5% no número de unidades em funcionamento. 

Um dos possíveis motivos do impacto decorre do fato de que poucas instituições já trabalhavam de forma completamente remota – ou, ao menos, estavam preparadas para o modelo. O resultado foi um grande volume de escolas se adaptando às pressas

Por sua vez, quando há essa rápida migração, alguns pontos cruciais podem ser deixados de lado, refletindo negativamente na experiência de aluno e professor. Entre eles estão falta de treinamento tecnológico de docentes e equipe de back-office ou, ainda, plataformas e ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) com problemas de performance. 

Apesar disso, o Ensino Superior observou uma melhoria de performance. Em primeiro lugar, porque o EAD (Ensino a Distância) para graduações já vinha crescendo no país. Como exemplo, o número de novos alunos cresceu quase 5 vezes de 2009 a 2019, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Pós-graduação lato sensu

As especializações também vêm sendo destaque durante a pandemia, de acordo com dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) analisados pelo Semesp. Comparando o segundo trimestre de 2019 e o de 2020, houve aumento de 9,5% no número de alunos, que chegaram a 1,3 milhão.

Em resumo, o setor amargou perdas, mas vem conseguindo se adaptar às novas demandas, por exemplo, com a criação de cursos diferentes, capazes de atender às novas necessidades dos estudantes.

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Criação de novos cursos: um caminho em meio à pandemia

Durante a crise da Covid-19, muitas pessoas buscaram novas formas de aproveitar o tempo livre. Isso porque, principalmente em grandes centros, muitas vezes, perde-se um longo tempo com o deslocamento entre casa e trabalho. 

Assim, uma das atividades mais escolhidas pelos brasileiros para investir o tempo livre durante o período de isolamento foi a realização de  cursos online, que tiveram um aumento de 224% nas vendas, segundo levantamento do portal Cuponomia.

A pesquisa analisou o período de março a setembro de 2020, e destacou os principais tipos de aprendizado comprados. Entre eles estavam treinamentos de desenvolvimento profissional, preparação para concursos públicos e preparação para vestibulares.

Além disso, o Sebrae-SP também divulgou um aumento de 156% na procura por cursos. Enquanto, em 2019, 98 mil pessoas recorreram às aulas online da entidade; em 2020, foram 250 mil alunos. As capacitações mais concorridas foram legislação aplicada aos pequenos negócios, marketing e vendas. 

Outro bom exemplo foi a ESPM, que optou pela criação de cursos ligados ao varejo e vendas online. Segundo o diretor da pós-graduação, em entrevista para a Folha de S. Paulo, as matrículas para especialização dispararam mais de 50% entre o primeiro e o segundo semestres de 2020. 

2021 é ainda mais promissor

Apesar do sucesso do ensino à distância, muitas pessoas ainda evitaram se comprometer com uma graduação no ano passado, devido à instabilidade do cenário. 

De acordo com uma pesquisa da Educa Insights junto à Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), parte dessa demanda se moveu para 2021. Entre os alunos que adiaram a entrada em universidades, 25% pretendem iniciar no primeiro semestre deste ano e 38% pretendem fazê-lo no segundo. 

Ou seja, há grandes chances de que 2021 seja um ano tão bom quanto o anterior para a criação de cursos. Entretanto, para escolher quais as áreas mais promissoras, é preciso não apenas ficar atento ao mercado, mas também conhecer sua persona.


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Tendências de áreas de estudo

Com a transformação digital atingindo grande parte dos setores, há diversas oportunidades para oferecer aprendizados relacionados a essa tendência. Ou seja, uma grande quantidade de profissões será atualizada para sua versão digitalizada. 

Portanto, a criação de cursos, como o da ESPM, sobre o novo cenário da educação, da logística ou, ainda, do varejo, será cada vez mais comum. Além disso, a gestão dessas atividades de forma remota e digital certamente será tema de workshops e webinars. 

Há, ainda, alguns setores que ficaram em destaque devido à pandemia, como o de tecnologia da informação. O ano de 2020 deixou claro o quanto é necessário contar com uma boa estrutura de TI, bem como com profissionais especializados na área. 

E, segundo o recorte brasileiro do 21º Technology Vision, publicado em março deste ano pela Accenture, a demanda por esses especialistas irá quadruplicar em cinco anos. Assim sendo, avança também a necessidade de capacitação dessas pessoas. 

Por fim, vale citar a área de saúde que se digitalizou de forma bastante ampla para atender às necessidades da crise sanitária. Um bom exemplo dentro do segmento é a telessaúde, que exige conhecimento específico para lidar com os recursos tecnológicos. 

Inclusive, o Hospital Albert Einstein está oferecendo um novo curso para o atendimento psicológico remoto, a telepsicologia. O treinamento busca, justamente, prover suporte técnico e facilitar a compreensão dos serviços a distância, em relação às questões éticas e clínicas. 


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Boa conectividade e serviços em nuvem são receita de sucesso

Mulher de fone olhando para o notebook e fazendo anotações enquanto realiza o curso online
Infraestrutura de qualidade não só atrai mais alunos como também diminui as chances de evasão escolar

No momento de criação de cursos, é essencial analisar e planejar a estrutura tecnológica necessária para entregar a melhor performance.

Quando falamos de um modelo a distância – ou mesmo híbrido –, é preciso pensar, primeiramente, no ambiente virtual de aprendizagem e na transmissão de aulas ao vivo. Afinal, é importante oferecer uma boa experiência digital ao aluno, a fim de instigar a participação e até a recomendação do curso a outros interessados.

Nesse sentido, dois elementos são indispensáveis: a conectividade e os serviços em nuvem. 

A princípio, garantir uma conexão estável e de alta qualidade permite que professores e alunos se comuniquem adequadamente durante a aula ou em plantões de dúvida, sem picos de downtime

A conectividade, na realidade, fundamenta grande parte das soluções tecnológicas que podem viabilizar a modernização do setor de educação. Portanto, vale garantir uma base de qualidade. 

Logo após a conexão de internet, a computação em nuvem também é um importante recurso, pois fornece um ambiente estável, flexível e de fácil acesso remoto tanto para professores quanto para alunos. 

Um dos destaques da Cloud é a possibilidade de ajustar o nível de capacidade e pagar somente pelo que for utilizado. Por exemplo, no caso de uma aula aberta ao público, na qual haverá mais acesso. 

Além disso, por meio dela, estudantes e docentes acessam aplicações e até colaboram entre si.

Por fim, é importante pensar na experiência do estudante. Uma plataforma confusa e não intuitiva pode desmotivá-lo ou, até mesmo, resultar em sua desistência.


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Big Data: uma poderosa aliada na criação de cursos

Parte importante na criação de cursos é entender as áreas mais procuradas por cada tipo de público. Assim, pode-se evitar, por exemplo, oferecer treinamentos de enfermagem para pessoas que têm interesse em nutrição.

Há muitas formas de conhecer melhor os consumidores de seus serviços, como pesquisas periódicas com quem já é atendido. Dessa forma, é possível não apenas obter um feedback assertivo sobre o trabalho, como também entender a possibilidade de caminhos de expansão.


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Aliás, compreender o que é esperado do curso pode, ainda, ajudar a construir uma melhor experiência. E, assim, conquistar a fidelidade do aluno. 

Similarmente, existem soluções que permitem acessar tendências e comportamentos de um volume ainda maior de pessoas. 

Na Vivo Empresas, por exemplo, os recursos de Big Data contam com dados reais, gerados a partir de uma base de 77 milhões de clientes. A partir dessa análise, a tomada de decisões no momento de escolher quais cursos oferecer para qual região acontece de maneira assertiva e inteligente.

ilustracao-estudantes-criação-de-cursos

Tendências tecnológicas na educação

A criação de cursos não deve ser algo pontual, mas resultado de uma pesquisa contínua que envolve conhecer:

  • O público e suas preferências;
  • O mercado

E isso inclui também ter ciência das maiores tendências tecnológicas do momento, capazes de auxiliar no desenvolvimento do aprendizado.

Customer Experience

Uma preocupação crescente em diferentes segmentos e que deve movimentar cerca de US$ 1,4 bilhões em 2021, segundo previsão da IDC Brasil. Atualmente, a experiência do cliente deve ser baseada em soluções Digital First, ou seja, que não exijam contato físico e que se baseiam em maior nível de automação.

Ensino Remoto

De acordo com um estudo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), o volume de estudantes do Ensino Superior em EAD será maior que na modalidade presencial em 2022.

Internet das Coisas (IoT)

Os dispositivos conectados já fazem parte do dia a dia nos mais variados ambientes. E, até 2027, vão ainda mais longe: serão 40 bilhões, segundo o Business Insider Intelligence. Esses equipamentos de IoT ajudam a gerar dados em tempo real, que podem ser analisados em busca de melhorias. Nas escolas, ajudam, por exemplo, a monitorar os ambientes, analisar a qualidade do ar e mapear o fluxo de pessoas.

Tecnologias imersivas

Inovações como Realidade Aumentada, Virtual ou Mista prometem se destacar nos próximos meses por trazerem estímulos visuais, ajudando a manter o engajamento durante a aula. Recursos como esses permitem visitar virtualmente lugares históricos ou, ainda, servir como suporte em cursos como o de medicina, mais especificamente na prática de disciplinas como em anatomia.

Smartphones e tablets

O Brasil é o terceiro país no qual as pessoas mais gastam tempo em aplicativos. O tempo médio de uso é de 3 horas e 40 minutos, segundo a consultoria App Annie. Além disso, o mercado brasileiro de tablets cresceu em receita em 2020, segundo a IDC Brasil, um dos motivos é o estudo remoto

Ou seja, para atuar de forma alinhada ao público nesse segmento é preciso oferecer opções responsivas, pensadas para esses dispositivos, inclusive.


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Conclusão

Na criação de cursos, são muitas as variáveis envolvidas, como estrutura tecnológica, estudo de público-alvo e de mercado, além da modernização constante dos métodos de ensino. 

E, por isso, o ideal é que as instituições de ensino possam contar com um parceiro estratégico especializado, capaz de auxiliar na construção desse ecossistema, que mescla o virtual e o presencial.

Nesse cenário, a Vivo Empresas oferece soluções que ajudam na transformação digital de instituições escolares, bem como no desenvolvimento de cursos alinhados com as novas necessidades dos profissionais. 

Para isso, além dos melhores serviços de conectividade e de aluguel de equipamentos de microinformática, desenvolveu um  portfólio baseado em tecnologias digitais da nova geração, como IoT, Big Data, armazenamento em nuvem, segurança da informação e ferramentas de colaboração

Quer saber como escalar seu negócio educacional com a criação de cursos diversos? Leia mais sobre como a tecnologia ajuda as instituições escolares, do ensino básico ao superior, a avançar em sua jornada de evolução digital.

Até a próxima!

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