Liderança feminina: como a tecnologia apoia a igualdade de gênero dentro e fora das empresas

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Apesar de avanços significativos, ainda há um caminho muito grande para que exista uma valorização efetiva e constante da liderança feminina, sobretudo no setor de tecnologia. 

Em contrapartida, a aceleração da transformação digital representa uma grande alavanca para a evolução dos negócios conduzidos por mulheres e também para a contratação de profissionais que atuam na área.

Inclusive, companhias que reconhecem o talento e a importância de tais colaboradoras geram um valor para si mesmas e também para o mercado, visto que investidores têm considerado cada vez mais empresas que são diversas, estando de acordo com as pautas de ESG.

Neste artigo falaremos justamente sobre isso, trazendo dados sobre a presença das mulheres no setor e mostrando como a tecnologia vem sendo um motor para os negócios liderados por elas. Você verá:

  • Mulheres na tecnologia: presença constante e de sucesso
  • Valorização das profissionais é urgente
  • Liderança feminina: movimento tech impulsiona a igualdade de gêneros
  • Mais digital, maior conhecimento

Mulheres na tecnologia: grandes conquistas históricas

Fotografia de uma mulher de costas olhando para um quadro com anotações matemáticas
Atual invisibilidade das mulheres na tecnologia reflete passado semelhante na ciência do século XX

Marlyn Wescoff, Fran Bilas, Kay McNulty, Ruth Lichterman e Adele Goldstine, conhecidas como as garotas do ENIAC, foram as responsáveis pela criação do primeiro computador digital da história. Desenvolvido durante a Segunda Guerra Mundial, o hardware pesava 80 toneladas e tinha mais de três mil interruptores e botões.

A norte-americana Irmã Mary Kenneth Keller também fez história, lá em 1965, ao ser a primeira mulher do mundo a ter um diploma de doutorado em Ciências da Computação, sendo uma das responsáveis pela criação da linguagem de programação BASIC. Alguns anos antes, em 1950, a física Katherine Johnson realizou uma série de cálculos para garantir que as viagens da NASA ao espaço fossem seguras.

Esses são apenas alguns dos nomes de uma lista extensa de mulheres que deram contribuições imensuráveis ao universo tecnológico. Aliás, pode ter certeza que tais feitos não ficaram no passado. Se fizéssemos aqui uma linha do tempo com as principais criações, ideias e soluções inovadoras, ela seria, sem dúvidas, permeada pela presença feminina. 

No entanto, mesmo com tamanha relevância, trata-se de uma área na qual ainda existem vários episódios de machismo, resultando em desistências da profissão, salários menores e desvalorização do trabalho. 

O motivo? É um comportamento que, infelizmente, está enraizado em nossa sociedade – e que devemos combater todos os dias, com muito diálogo e informação. O esforço deve ser coletivo, independentemente do gênero.

Valorização é urgente

Para se ter uma ideia, segundo o relatório Mulheres na Tecnologia, feito pelo portal TrustRadius em março de 2021, 72% das equipes que trabalham no setor de tecnologia contam com uma mulher para cada dois homens. 

E mais: pelo menos metade das jovens desiste de trabalhar na área antes mesmo de completar 35 anos, conforme apurou o relatório realizado pela Accenture e pela Girls Who Code, de setembro de 2020. 

No que diz respeito à liderança, uma pesquisa realizada pelo Boston Consulting Group mostrou que apenas 9% dos cargos de CEO de empresas de tecnologia são ocupados por profissionais do gênero feminino.

Segundo as consultadas pelo estudo, os obstáculos estão em todas as etapas de recrutamento, retenção, promoção e comprometimento da liderança.

Tais indicadores mostram que ainda há um enorme caminho a ser percorrido. Em contrapartida, ao mesmo passo em que há uma série de problemas nesse universo, a tecnologia também aparece como uma importante alavanca para o empoderamento feminino. 

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Liderança feminina: movimento tech impulsiona a igualdade

Quando há preconceito em relação à contratação de mulheres, pode ter certeza de que o único a sair perdendo é o empregador. Um estudo realizado pelo movimento britânico Women in Tech mostrou que o setor de TI como um todo poderia se beneficiar muito mais de habilidades que costumam ser comuns ao gênero feminino, tais como comunicação eficiente e ideias inovadoras.

É só olhar para projetos liderados por mulheres que têm ganhado a cena no mercado. Um exemplo de sucesso é a empreendedora Camila Achutti, fundadora da Mastertech, escola que oferece cursos de programação e de TI em geral. Achutti tem um trabalho bastante voltado à valorização feminina no contexto empresarial.

Outro destaque é Cristina Junqueira, cofundadora do NuBank, um dos bancos digitais mais conhecidos e renomados do Brasil. A executiva é formada em Engenharia Industrial, tendo passado por diferentes empresas até estruturar a sua, em 2013.

Fernanda Ribeiro também ganhou destaque no universo financeiro, porém com um foco bastante específico: promover a inclusão das classes C, D e E. Ela é responsável pela criação do Conta Black, um banco que tem por objetivo desburocratizar o acesso a serviços bancários.

Mais recentemente, a empresária Luiza Helena Trajano, fundadora da rede varejista Magazine Luiza, movimentou o mercado ao anunciar diversas aquisições – a maior parte delas baseada no digital.

Em outras palavras, Trajano é um exemplo de liderança bem-sucedida, que se preocupa com inovação de modo contínuo e com o reconhecimento dos profissionais que integram os seus times.

Inclusive, já deu para perceber que essas quatro profissionais têm diversas características em comum. As principais: são casos de sucesso com indicadores bastante positivos, têm projetos ligados à tecnologia e dão ênfase a iniciativas digitais. Uma combinação bastante promissora.

Covid-19 teve um forte impacto nas mudanças

Aliás, na contramão da crise, vimos diversos negócios despontarem durante a pandemia. O motivo é justamente a aceleração puxada pela propagação do coronavírus. Tal movimento descortinou uma série de possibilidades capazes de impulsionar negócios e também de reforçar a área de TI dentro das companhias. 

Segundo o estudo Global Digital Trust Insights Survey, realizado pela PwC em outubro de 2020, a crise sanitária deu um novo ritmo aos projetos digitais das empresas. Para se ter uma ideia, contudo, a evolução nesse período corresponderia de dois a três anos de trabalho em situações comuns.

Estimular a liderança feminina é papel das empresas

Representação gráfica de homem passando por uma porta enquanto uma mulher precisa subir uma escada para alcançar uma janela, representando as dificuldades da liderança feminina nas empresas
Para além do aspecto social, igualdade de gênero é sinônimo de prosperidade nos negócios

Segundo um estudo encabeçado pela McKinsey em maio de 2020, empresas diversas têm mais chances de prosperar. Isso porque a multiplicidade de experiências das equipes pode contribuir para oferecer maior inovação e criatividade ao dia a dia, a partir de um importante ciclo de respeito.

Além disso, companhias que valorizam a liderança feminina reafirmam seu compromisso com a agenda ESG. Tal sigla significa Environmental, Social and Corporate Governance, que em português é Governança Ambiental, Social e Corporativa. 

Na definição do Gartner, trata-se de um conjunto de critérios de avaliação de desempenho corporativo relacionados à capacidade de gerenciar com eficiência os seus impactos sociais e ambientais. 

Segundo a consultoria, investidores e conselhos têm atribuído um peso cada vez maior às instituições que estão de acordo com esse conceito. Divulgado em junho de 2021, um estudo do próprio Gartner, por exemplo, mostrou que 85% consideraram o ESG nas ações e nas decisões que tomaram em 2020.

Valorizar a liderança feminina é, portanto, uma das premissas do ESG, bastante pautado pela igualdade de gênero. Ou seja, além de trazer inúmeros benefícios à companhia devido às habilidades das colaboradoras, também agrega um importante valor de mercado a ela.

Mais digital, maior conhecimento

Um dos quesitos fundamentais para conduzir excelentes projetos é, sem dúvidas, buscar conhecimento. E aqui há mais um ponto positivo da aceleração da transformação digital: os cursos realizados online. Esse modelo vem garantindo um acesso maior à informação, devido à flexibilidade de horários, opções e valores.

Grandes plataformas de educação digital, como Udemy, Doméstika, Ateliê Digital, do Google, e Sympla, entre outras, são bons exemplos por entregarem conteúdos de qualidade a um volume maior de pessoas. Há, contudo, opções para todos os níveis de conhecimento e modalidades com aulas voltadas à programação e a outros temas importantes ligados ao universo tecnológico.

Essa valorização do conhecimento, por sua vez, é de extrema importância para essa e para as próximas gerações no que diz respeito à igualdade de gênero. Segundo o movimento Educação para Todos (Education for All), tal consciência depende que meninos, meninas, mulheres e homens empoderem-se por meio da educação.

Inclusive, o tema faz parte da agenda da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). Para tais entidades, trata-se de uma das prioridades para o presente e para o futuro, sobretudo devido às dificuldades que as mulheres tiveram durante a pandemia para a conciliação das atividades profissionais com as familiares.

Concluindo

O setor de tecnologia é, sim, lugar de mulher (há muitos e muitos anos). Aliás, as habilidades das profissionais da área têm resultado em iniciativas que vêm ganhando cada vez mais visibilidade, sobretudo com a aceleração da transformação digital.

Valorizar a liderança e o empreendedorismo feminino é, inclusive, uma maneira de gerar um ativo intangível, que dá um valor imensurável aos negócios. E a tecnologia, por sua vez, é capaz de suportar a evolução de projetos e de negócios comandados por elas.

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Até a próxima!

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