Trabalho de enfermagem: tecnologia e inovações são primordiais

12/05/2021 às 11:57

O trabalho de enfermagem no sistema de saúde ficou em evidência com a pandemia. A verdade, no entanto, é que esses profissionais são fundamentais para a evolução dos quadros de inúmeros pacientes, todos os dias.

Contudo, apesar do contexto desafiador, a tecnologia pode ser uma forte aliada – tanto dos trabalhadores do setor quanto das instituições como um todo. Hoje em dia, soluções inteligentes e conectadas vão além de promover a recuperação dos pacientes, já que ainda diminuem a pressão sobre quem os trata.

Da mesma forma, graças à transformação digital que também alcançou a medicina, tornou-se frequente o surgimento de startups nesse segmento, as conhecidas healthtechs

A partir delas, as inovações passaram a ser primordiais e a base do trabalho da enfermagem, inclusive. Seja em processos preventivos, seja em campos de batalha, como o da Covid-19.

Justamente em razão da importância deste tema, abordamos aqui a importância da tecnologia e dos avanços no setor de saúde no Brasil. Siga na leitura e confera:

  • Vanguarda tecnológica ajuda enfermeiros a poupar tempo e salvar vidas;
  • Covid-19: na linha de frente contra o coronavírus;
  • Tecnologias e inovações que facilitam o dia a dia dos profissionais;
  • Startups que auxiliam o trabalho de enfermagem.

Vanguarda tecnológica ajuda enfermeiros a poupar tempo e salvar vidas

trabalho de enfermagem
Saúde é um dos setores que mais pode se beneficiar do investimento em tecnologia

Mesmo antes da pandemia, os avanços tecnológicos promoveram uma valorização da ciência em prol da vida. Assim, diversos setores do mercado e da indústria passaram a enxergar o potencial de investimentos no setor de saúde, incluindo aqueles que auxiliam o trabalho de enfermagem.

E não é para menos: a transformação digital em hospitais e clínicas viabiliza o diagnóstico precoce de doenças graves, bem como permite atuar de forma estratégica em centros intensivos. 

Além disso, a tecnologia torna os tratamentos e procedimentos mais rápidos. Nesse sentido, tanto os pacientes quanto os profissionais da área podem economizar um dos recursos mais importantes quando se trata de saúde: o tempo.

Webinar | Investir em tecnologia na saúde_V1

Covid-19: os heróis da linha de frente contra o coronavírus

A pandemia causada pelo coronavírus colocou em xeque os sistemas de saúde do mundo todo, incluindo os de potências como Estados Unidos, Japão e China.

No entanto, o Brasil foi um dos que mais sentiu como a precarização das instituições pode levar à perda de vidas. Um exemplo disso foi o episódio da falta de oxigênio (um item básico para hospitais) em toda a região de Manaus.

E apesar de já ser bastante crítica, a falta de material não foi o único obstáculo enfrentado durante essa crise. Igualmente importante, o esgotamento físico e mental dos profissionais de saúde – incluindo, é claro, os enfermeiros – também foi um enorme desafio enfrentado pelo setor.

E isso ocorre porque, principalmente nesse cenário caótico, o trabalho da enfermagem é primordial para os sistemas de saúde, sejam eles públicos ou privados. Afinal, praticamente todos os procedimentos médicos e clínicos dependem de sua atuação, em diferentes níveis de complexidade, inclusive.

Foi nesse contexto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou, ainda em abril de 2020, que será necessário formar e treinar cerca de 6 milhões desses profissionais nos próximos 10 anos – em todo o globo. 

Essa meta foi definida como uma das estratégias para atender as instituições de saúde pelo mundo. E caso não seja cumprida, é possível que o setor viva outros períodos de dificuldade na hora lidar com a demanda de pacientes, mesmo após a pandemia.


LEIA MAIS: Como a digitalização está relacionada à humanização na saúde


Descaso com setor de saúde é para além da crise

Adicionalmente, é válido lembrar que os enfermeiros ainda precisam lidar diariamente com outro mal: a desproteção e a falta de visibilidade em políticas públicas e leis. Um descuido que, por sinal, se intensificou após a chegada da Covid-19.

Nesse sentido, sobretudo em momentos de crise, a tecnologia representa um grande pilar de apoio para esses trabalhadores. 

Afinal, por meio dela, é possível não só amenizar o estresse sobre os sistemas de saúde, como também desenvolver novas técnicas, medicamentos e ações preventivas.


LEIA MAIS: Tecnologia no setor da saúde amplia atuação e qualifica processos


Tecnologias e inovações que facilitam o dia a dia dos profissionais

trabalho de enfermagem
Tendências como a telemedicina aumentam a produtividade em clínicas e hospitais

Segundo o relatório Forças da Mudança na Saúde, publicado pela Deloitte em outubro de 2020, a transformação digital mudará ainda mais a realidade da medicina. Em 20 anos, tecnologias como Big Data, Inteligência Artificial e afins nos ajudarão a construir todo um movimento voltado para o bem-estar humano.

Para isso, serão cada vez mais utilizadas soluções tecnológicas como sensores (ligados à Internet das Coisas) e softwares para coletar e compartilhar informações sobre a condição física dos pacientes.

Contudo, além dessas mudanças previstas pelo estudo, a área da saúde, principalmente na enfermagem, já atua com algumas inovações. 

Mesmo hoje, há perspectivas importantes para os próximos anos. Essas prometem otimizar tanto os tratamentos quanto a gestão de clínicas e hospitais. Vejamos alguns desses avanços:

Telemedicina

A telemedicina abarca diversas formas de efetivar a prestação de serviços de saúde à distância. E a partir do desenvolvimento de novas soluções tecnológicas, é uma tendência que ganha cada vez mais espaço e reconhecimento, inclusive dos agentes públicos. 

Para que se tenha uma ideia, a própria Organização Mundial da Saúde defende a virtualização da medicina

Segundo a OMS, as soluções digitais possibilitam aliviar a pressão sobre clínicas e hospitais, além de ampliar a oferta de tratamentos. E naturalmente, esse é um processo que somente foi possível graças ao advento de novas tecnologias, da conectividade à Internet das Coisas. 

Em termos de abordagem e atendimento, por sua vez, a telemedicina é subdividida, de um modo geral, em três principais vertentes:

  • Consulta;
  • Assistência;
  • Educação.

Nem todos os procedimentos tradicionais podem ser executados à distância. No caso das consultas, por exemplo, é possível realizar a anamnese e dar orientações específicas. Da mesma forma, alguns exames também podem ser avaliados virtualmente.

Na assistência, é feito um acompanhamento dos pacientes que já estão em algum tipo de tratamento. Uma prática muito comum em serviços assistenciais da telessaúde é a medicina preventiva, como em casos crônicos. Inclusive, alguns dos procedimentos mais comuns são o acompanhamento de grávidas e idosos.

Além disso, a telemedicina ainda alcança os profissionais de saúde, também, com um viés educacional. 

Assim, esses trabalhadores podem se qualificar e se atualizar sem barreiras geográficas, com aulas por videoconferência mesmo longe dos centros urbanos. Na prática, portanto, o fenômeno também torna a educação da área mais acessível. 

A chegada da telessaúde no Brasil

A telessaúde é uma forma de quebrar as barreiras da prestação de serviços de saúde, e que foi viabilizada pela tecnologia.

Inclusive, essa não é uma área recente. Em 1967, Boston foi a primeira cidade a receber um sistema de saúde completo e interativo para fazer atendimentos à distância. Além disso, os astronautas quando foram à lua, tal como em outras missões, foram atendidos por seus médicos via videoconferência

No Brasil, os primeiros usos dessa inovação se deram em 1994. A novidade chegou por aqui quando algumas redes médicas passaram a fazer vídeo chamadas entre hospitais. Depois, empresas que se tornaram pioneiras começaram a ofertar exames, como o eletrocardiograma, de forma remota.

Mas esse serviço é regulamentado?

Nacionalmente, o sistema de telessaúde é reconhecido e regulamentado pelo Ministério da Saúde (MS). E em 2002, foi criado um órgão colegiado com o objetivo de promover essa vertente da medicina: o Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde, atualmente Associação Brasileira de Telemedicina e Telessaúde.

Além disso, em 2007, o MS lançou o Programa Nacional de Telessaúde no Brasil. Essa iniciativa uniu redes públicas e privadas em prol de melhorias e maior alcance na assistência do SUS.


LEIA MAIS: Tecnologia na enfermagem: conexão que salva


Normas e legislações da telessaúde

As plataformas de atendimento à distância precisam seguir algumas exigências. As principais delas estão descritas na Nota Técnica nº 50, criada pelo Ministério da Saúde, e por meio do Decreto nº 9795, do governo federal.

Além disso, a telemedicina, especificamente, precisa atender às diretrizes do Conselho Federal de Medicina. Para isso, o CFM criou e publicou o Ofício 1756/2020.

Inteligência Artificial (IA)

Além das técnicas e variações oriundas da telessaúde, a Inteligência Artificial (IA) também é uma das inovações aplicadas no trabalho de enfermagem.

Máquinas capazes de aprender estão sendo projetadas para ajudar esses profissionais a monitorarem pacientes. 

Além disso, softwares inteligentes já são utilizados para identificar informações e tendências de doenças, de forma que epidemias e reinternações sejam evitadas.

Para se ter uma ideia, segundo o Portal Hospitais Brasil, até o ano de 2025, 90% dos centros médicos dos Estados Unidos estarão usando a IA para melhorar a qualidade do atendimento e para salvar vidas.

Conectividade

A melhoria das redes internas e externas de clínicas e hospitais aprimoram a comunicação entre enfermeiros, médicos, gestores e pacientes.

Assim, é possível considerar o diálogo rápido e claro como um dos principais meios de se ganhar tempo, além de tornar procedimentos mais seguros e eficazes.

A tecnologia 5G, por exemplo, trará um novo conjunto de possibilidades na medicina e no trabalho de enfermagem. São dispositivos e softwares que terão uma rede ultrarrápida para monitorar pacientes, principalmente de forma remota.

Além disso, conexões melhores facilitam a transmissão de grandes arquivos, algo comum em exames de imagem, por exemplo. Com isso, é possível obter diagnósticos e tratamentos mais precisos, visto que os resultados podem ser obtidos em alta resolução e qualidade.

Robótica

Da mesma forma, robôs e softwares com machine learning já são utilizados em procedimentos, como diagnósticos por imagem, cirurgias, e outras tarefas, a exemplo dos monitoramentos remotos. 

Esse é um avanço chamado de tecnologia biomédica. Na prática, são programas e dispositivos que podem ser usados por toda a equipe médica dos centros de saúde. E à medida em que torna os profissionais mais produtivos, também ameniza as cargas de trabalho.

Digitalização

Apesar da digitalização ser uma tendência em múltiplos ramos, os hospitais ainda vivem disparidades bastante profundas no que tange ao tema.

Em instituições mais avançadas, os prontuários já são eletrônicos. Assim, médicos e enfermeiros têm acesso ao histórico dos pacientes por computadores. Essa, inclusive, é uma forma de proteger os dados de agentes externos e, ao mesmo tempo, facilitar seu acesso por parte dos funcionários.

Noutros casos, entretanto, todo o potencial da tecnologia em salvar vidas é desperdiçado, um fenômeno oriundo da precarização da saúde – outra ‘pandemia’ que, não de hoje, assola o Brasil. 

Sobretudo em situações desafiadoras, como a necessidade de tornar os serviços mais acessíveis a diferentes grupos, a tecnologia permitiria cortar custos. Ao final, seria possível prestar atendimento a quem mora longe dos centros urbanos, por exemplo. 


LEIA MAIS: Como a digitalização está relacionada à humanização na saúde


Conheça startups que auxiliam o trabalho de enfermagem

trabalho de enfermagem
Inovações nas instituições médicas promovem o bem estar de pacientes e médicos

As healthtechs são startups do segmento da saúde. Esse tipo de empresa, que já tem a tecnologia como ferramenta primordial desde a concepção, desenvolve soluções baseadas em inovações para facilitar, tornar mais acessível e desburocratizar os atendimentos, tratamentos e outros serviços relacionados à medicina.

A seguir, listamos e detalhamos algumas delas. Confira e entenda a atuação desse tipo de negócio.

Dr.Consulta

Dr. Consulta é uma startup que nasceu com o objetivo de aliviar a superlotação de hospitais e clínicas e, consequentemente, a sobrecarga no trabalho de enfermagem.

A partir de um app para smartphones, o paciente busca e contrata o serviço médico que mais atenda às suas necessidades. A empresa atua conectando os clientes aos centros de saúde, reduzindo o tempo de espera em procedimentos.

E no caso dos negócios participantes do Vivo Valoriza Empresas, o programa de benefícios exclusivos para organizações parceiras, ainda há vantagens na contratação de serviços.

Isso porque, ao participar do programa, as companhias parceiras da Vivo Empresas têm direito a condições especiais na assinatura de saúde da Yalo

Assim, é possível usá-la para realizar consultas presenciais ou online por R$ 40,00 na Dr. Consulta, bem como exames com até 20% de desconto. Tudo isso sem contar que os empreendimentos participantes do programa ainda contam com ofertas exclusivas nas redes de farmácias Droga Raia e Drogasil.

iClinic

A iClinic é uma healthtech que trabalha no desenvolvimento de softwares para médicos e gestores do setor. Na prática, é uma demonstração de que os agentes de saúde também já perceberam a importância da digitalização para otimizar tarefas.

Com uma clínica ou hospital organizado digitalmente, triagens e atendimentos são feitos de maneira mais rápida

No caso do sistema construído pela startup, por exemplo, uma das funcionalidades é o envio automático de mensagens SMS para os pacientes. Elas servem para alertá-los da consulta. Além disso, a plataforma ainda oferece opções para agenda dos enfermeiros e outros profissionais.

Alice Gestora de Saúde

Outra healthtech que é tendência, a Alice se intitula como uma gestora de saúde, uma startup focada em resultados e cujo modelo de negócios se baseia na melhora do paciente. 

Na prática, cada cliente conta com um time inteiro de profissionais para acompanhar a evolução de sua saúde a longo prazo. Assim, a empresa não só trabalha no tratamento e diagnóstico de doenças, como também na prevenção delas.

Para cada contratante, é disponibilizada uma equipe com, pelo menos, um médico, um enfermeiro, um nutricionista e um preparador físico. A ideia é que esses profissionais acompanhem o paciente ao longo de toda a sua vida e, então, definam estratégias para uma vida mais saudável.

Segundo a própria empresa, em breve, os clientes da Alice poderão contar com a cobertura de mais de nove hospitais, 200 centros de diagnóstico e 30 opções de planos modulares. 

Conclusão

O trabalho de enfermagem é um dos alicerces do sistema de saúde. Trata-se, porém, de uma categoria que ainda carece de recursos e visibilidade.

Nesse sentido, as inovações são capazes de facilitar e aprimorar o trabalho desses profissionais. 

A partir delas, além de ser possível evitar a sobrecarga de tarefas nos centros de atendimento, os enfermeiros e demais membros da equipe ficam livres para acompanhar procedimentos mais complexos.

Ciente do potencial da tecnologia em promover qualidade de vida não só aos pacientes, mas também aos próprios agentes do setor, a Vivo Empresas tem um portfólio completo em soluções digitais para instituições de saúde dos mais diversos tipos e tamanhos.

Entre as opções vale destacar Gestão de Tecnologia, Conectividade, IoT, Cloud, Big Data, Aluguel de Equipamentos, Segurança e Ferramentas de Produtividade

Quer saber mais sobre como a transformação digital auxilia o trabalho de enfermagem no Brasil e no mundo? Então leia também:

Compartilhe este conteúdo!

Solicite um contato
campo obrigátório

Enviamos conteúdos do seu interesse para seu e-mail, cancele a qualquer momento.

Cadastro efetuado com sucesso!

Em breve você receberá os melhores conteúdos para ajudar a gerenciar, expandir ou inovar o seu negócio