Por que implementar a inteligência artificial na educação é tão importante?

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Cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, a inteligência artificial (IA) também está chegando à escola. E ao contrário do que possa parecer, isso não significa que robôs poderão substituir professores. A ideia é que a tecnologia seja uma aliada que agregue mais valor ao trabalho desse profissional.

Com apoio da inteligência artificial na educação, o docente se torna um mentor do conteúdo, que pode ser obtido em diversos canais, mas que certamente precisa ser bem tutorado e direcionado. Dessa forma, o estudo pode ser mais personalizado, concentrado nas capacidades e dificuldades de cada aluno. 

O conceito ainda é novo no Brasil e, por isso, está cercado de questionamentos. Sendo assim, é preciso estar por dentro das tecnologias inovadoras para entender como elas funcionam, desmistificar o uso e investir, a fim que a escola cresça para que esteja alinhada com o futuro e obtenha maior valor agregado.

Neste artigo, você verá:

  • A importância da IA na educação;
  • 7 benefícios que tornam a tecnologia indispensável;
  • Ferramentas para implementar IA nas instituições;
  • Os desafios de colocar IA nas escolas;
  • Como implementar.

A importância da inteligência artificial na educação

Na onda de digitalização das empresas, muitos negócios implementaram a inteligência artificial: uma tecnologia que foca em simular as capacidades humanas e tem grandes possibilidades de armazenamento e análise de dados. Um exemplo simples de uso dessa solução no dia a dia está nas assistentes de voz dos smartphones, como a Siri, da Apple, e o Google, no Android. 

A IA utiliza a observação de padrões e outras informações para se instruir. A partir do momento em que aprende com essas percepções, é uma excelente ajuda na resolução de problemas, automação e otimização de sistemas, como os educacionais.

Nesse sentido, a inteligência artificial na educação tem um grande potencial e logo deve estar presente, massivamente, nas salas de aulas e na vida dos alunos e professores.

Só para exemplificar, a pesquisa da McKinsey & Company, How artificial intelligence will impact K-12 teachers, de janeiro de 2020, revela que os professores perdem de 20% a 40% de suas horas em atividades que poderiam ser automatizadas. O preparo de aulas e a criação de avaliações são bons exemplos disso.

E é aí que a tecnologia pode ajudar: a partir de plataformas de colaboração e compartilhamento entre docentes ou de softwares que auxiliam a mensurar o nível de conhecimento de cada aluno em uma área específica.

A inteligência artificial na educação viabiliza principalmente:

  • Implementação e oferta de tutores virtuais;
  • Customização do ensino aos estudantes nos ambientes virtuais de aprendizado (AVA);
  • Gestão inteligente da instituição escolar.

Além disso, entre as previsões da IDC, publicadas em janeiro de 2020, 40% das aulas serão ministradas por sistemas de IA personalizados, voltados à solução de desafios complexos da vida real até 2024. No entanto, vale dizer que a tecnologia deve trabalhar lado a lado dos docentes, não os substituindo, mas aprimorando o aprendizado.

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7 benefícios que tornam a tecnologia indispensável

Uma vez que a automação pode ser acionada para realizar tarefas que podem ser executadas pelas máquinas, confira a seguir 7 benefícios de como a implementação dela, na sala de aula, pode melhorar a rotina das escolas. 

1. Automação de ações

Quando processos mais simples podem ser automatizados, os gestores e educadores podem se concentrar em problemas mais complexos, como aprimorar as metodologias de ensino.

2. Aprendizado adaptativo

A IA consegue entender formas de ensinar que são melhor aproveitadas pelo estudante e implementá-las.

3. Conhecimento sem fronteiras

Há um aprimoramento do currículo escolar e quem quer aprender pode fazê-lo de qualquer lugar do mundo e a qualquer hora através dos AVAs. A inteligência artificial pode contribuir com a experiência do aluno, oferecendo suporte e atendimento 24 horas. 

Por meio de uma área restrita, o estudante pode fazer perguntas e obter respostas imediatas sobre os serviços da escola, notas, grade de aulas, horários, entre outros.

4. Customização e inclusão

Recursos inteligentes permitem ensinar pessoas de maneira a otimizar o aproveitamento das aulas. Isso inclui alunos com deficiência, o que ajuda a igualar ou, ao menos, nivelar o acesso à educação.

Já existem sistemas capazes de criar legendas automaticamente em vídeos para surdos, descrever fotos com detalhes para pessoas com deficiência visual e ferramentas que operam, por comando de voz ou com o movimento dos olhos, um teclado.

5. Data-driven

Com a inteligência artificial na educação, há um melhor uso de dados (sobre absorção de conteúdo, engajamento de alunos etc.), o que auxilia no planejamento dos docentes.

6. Gestão otimizada

As vantagens de uma cultura data-driven se estendem a todas as áreas da instituição, permitindo a tomada de decisão com base em informações em tempo real. Ou seja, há oportunidade para melhorar tanto os processos pedagógicos quanto os organizacionais.

7. Olhar para o futuro

O uso de tecnologias em prol da educação contribui no desenvolvimento de todas as partes envolvidas: estudantes, professores e gestores. Afinal, a tendência é que o aprendizado seja cada vez mais inovador e saber navegar por essas soluções pode ser um diferencial nos próximos anos.

Ferramentas para inovar

Existem diversas ferramentas que utilizam a inteligência artificial na educação em prol de sua otimização.

A princípio, por exemplo, podemos citar o learning analytics, que interpreta os dados dos alunos. Aqui, as plataformas têm seus algoritmos dedicados a entender as lacunas do aprendizado, percebendo e apontando as dificuldades individuais a fim de que o professor direcione os estudos eficientemente.

Em seguida, serviços de análise de dados, como a solução de Big Data, também se mostram cruciais nesse sistema, ajudando o docente a saber quais recursos são melhores para a absorção e o aprendizado. Em paralelo, a Internet das Coisas (IoT) é uma tecnologia parceira da IA e auxilia na coleta de informações em espaços presenciais (sala de aula) e virtuais (AVAs). 

Nas classes a distância, onde impera a videoaula, a inteligência artificial pode até ser utilizada com recursos de reconhecimento de imagem, que identificam se o aluno está prestando atenção. 

Aliás, para a gestão e o atendimento de alunos, essa tecnologia é aplicada em chatbots, que são robôs responsáveis por interações textuais em uma conversa com o usuário. É possível integrar esses a AVAs e ferramentas de colaboração, como o Microsoft Teams.

Os desafios de colocar IA nas escolas

O processo de inserção dessas tecnologias exige preparo. É preciso que as instituições tenham em mente que a aplicação de novas ferramentas requer reformulações na maneira de ensinar.

Então, é necessário levar em consideração alguns elementos. Em primeiro lugar, essa estratégia de inteligência artificial na educação requer um planejamento cuidadoso. Entender o estado atual de digitalização da instituição escolar é fundamental na hora de fazer boas escolhas quanto às tecnologias e seu uso nas práticas pedagógicas. 

Além disso, é fundamental analisar se a instituição têm os equipamentos necessários para aplicação da IA, pois há fatores dos quais essa ferramenta depende. Um deles é a conectividade, que viabiliza os AVAs e qualquer interação online entre educadores e estudantes. 

Em seguida, há que se pensar nas soluções de Cloud Computing, que fornece software, plataformas e infraestrutura como serviço, permitindo que a instituição escolar fique atualizada sem custo de aquisição de aparelhos. 

Aliás, essa ferramenta é crucial na educação. Segundo relatório da Research and Markets, divulgado em fevereiro de 2022, o mercado de nuvem no ensino superior deve chegar a US$ 8,78 bilhões até 2027.

Proteção e ética

Vale lembrar que junto à tecnologia e à exposição no mundo digital é essencial investir em soluções de segurança da informação. Afinal, em um cenário de alta personalização, como o da inteligência artificial na educação, milhares de dados pessoais estão em jogo. 

O documento Ten Facts About Artificial Intelligence in Teaching and Learning (em português, Dez Fatos Sobre a Inteligência Artificial no Ensino e na Aprendizagem), produzido pela canadense Contact North, levanta a discussão sobre questões de ética, moral e privacidade envolvendo o uso de IA.

O relatório aponta problemas como o consentimento no uso de dados pessoais, quem poderia acessar essas informações, se há riscos de diagnóstico incorreto do aprendizado do aluno, entre outros pontos.

Assim, ao fazer uso desse tipo de tecnologia, é fundamental pensar na proteção de dados, privacidade e compartilhamento dessas informações. Especialmente agora que a Lei Geral de Proteção dos Dados Pessoais (LGPD) está em vigor no Brasil.

Como implementar a inteligência artificial na educação?

Seja para ter um ensino personalizado, melhorar a gestão ou ainda aumentar a acessibilidade dos cursos oferecidos, as instituições de ensino têm muito a se beneficiar adotando a IA. Porém, como cada escola atua com público diferentes e, às vezes, até em segmentos específicos, é evidente que suas necessidades quanto à digitalização vão variar.

Independentemente, existem algumas diretrizes fundamentais na aplicação da inteligência artificial na educação. É isso o que mostra o relatório da McKinsey & Company, citado anteriormente, que é focado na tecnologia do setor. Confira os quatro pilares dessa transformação digital a seguir.

Direcionar investimentos

As vantagens dos recursos tecnológicos de IA já são bem difundidos e até aplicados em alguns setores. No entanto, na educação, essa novidade ainda cresce em passos lentos, possivelmente por conta dos custos de sua implementação no sistema de ensino.

Contudo, sem investimento não há como inovar de modo inteligente. Uma alternativa é pesquisar as várias ferramentas disponíveis e escolher a que melhor se adapta ao desempenho dos alunos. Deve-se levar em conta a economia de tempo que proporciona ao trabalho dos professores e como ela pode melhorar a gestão da escola.

Fazer uma transformação gradual 

Não é necessário mudar da noite para o dia. Aliás, mesmo que haja recursos para isso, a prática não é recomendada.

O ideal é iniciar com soluções de IA mais simples, que sejam fáceis de trabalhar e que mostrem benefícios em pouco tempo. Isso ajuda no engajamento de professores e alunos, sem trazer uma resistência à inovação, bem como parcela custos para a instituição.

A princípio, adotar serviços de automação que substituem tarefas administrativas ou ferramentas de avaliação simples é uma boa forma de otimizar o tempo dos docentes.

Compartilhar resultados

Eventualmente, a escola terá diversas soluções em funcionamento simultâneo. E embora muitos desses recursos sejam, de fato, excelentes, alguns podem se mostrar menos efetivos em longo prazo. Nesse sentido, é preciso compreender que a estratégia de inteligência artificial na educação não acaba na implementação das ferramentas. 

A análise constante de resultados é essencial para uma boa performance. Se torna indispensável apoiar o compartilhamento de resultados e contribuir com a formação de uma base de dados ao interagir com outras instituições, entendendo o que funciona bem e apontando as percepções de melhorias. 

A partir desse tipo de atitude, é possível criar uma base de informações e experiências, portanto, algo fundamental e muito enriquecedor quando se trata do uso de novas tecnologias.

Capacitar professores e líderes

Por fim, é necessário capacitar professores e líderes das instituições de ensino para realizarem o bom uso das novas ferramentas. De nada adianta adotar as melhores tecnologias e não as aplicar de maneira eficaz para economizar tempo dos docentes e aprimorar o aprendizado do estudante. 

Contudo, vale ficar atento para encontrar o equilíbrio e integrar:

  • A introdução de novas tecnologias;
  • As soluções já existentes no currículo;
  • O desenvolvimento profissional dos professores.

Ao mesmo tempo em que se deve priorizar ferramentas populares e amplamente adotadas, testes de outras alternativas devem acontecer para garantir a melhor solução para determinada situação. Além disso, esse sistema inteligente precisa dar voz e acompanhar regularmente os feedbacks de todas as partes.

Ensino inteligente traz oportunidades para o setor

Atualmente, existem diversas metodologias e modelos de ensino que se alinham às necessidades de diferentes públicos. Mas há um ponto em comum em quase todas essas tendências de educação: o uso da tecnologia em prol do aprendizado.

A luta contra os dispositivos conectados durante a aula ficou no passado e, agora, o foco é utilizar todos esses recursos disponíveis para elevar o sistema educacional. Por isso, a Vivo Empresas oferece um portfólio completo com soluções para o setor da Educação, que auxiliam na conectividade nas escolas, no uso de serviços em nuvem e na análise de dados. 

São diversas ferramentas tecnológicas que podem ser dimensionadas à necessidade da instituição para promover uma transformação digital gradual e contínua que resolva os principais desafios do setor. 

Gostou do conteúdo sobre inteligência artificial na educação? Não há dúvidas que o futuro do setor passa pela tecnologia. Confira esta seleção de artigos que traz as principais tendências da área:

Até a próxima!

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