A importância da segurança da informação para as empresas

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Atualmente, a segurança da informação é um dos temas mais relevantes no mundo corporativo. Devido à necessidade de se obter dados confidenciais, as empresas têm a obrigação de garantir a proteção dos mesmos. 

Ações maliciosas, como ataques cibernéticos conduzidos por hackers, estão em alta e trazem prejuízos tanto para a imagem da organização quanto para quem tem o sigilo quebrado — podendo ser a própria firma ou terceiros.

Diante desse cenário, é possível afirmar que as companhias que não investem em proteção da informação estão expondo suas operações e seus clientes a riscos exponenciais.

Para se ter noção, uma pesquisa da Deloitte, realizada entre fevereiro e março de 2022, com 122 empresas brasileiras, mostrou que 41% já sofreram com algum tipo de ataque cibernético. Dentre elas, cerca de 90% investiram em seguridade após os problemas.

Considerando a importância dessa questão, preparamos este conteúdo, para que você entenda qual é o papel do resguardo da informação para as organizações de todos os portes. Nesse sentido, vamos abordar os seguintes tópicos:

  • O que é segurança da informação e sua importância para empresas de todos os tamanhos
  • Conceitos básicos
  • Ataques mais comuns
  • Importância em pequenas empresas
  • Indicadores, estatísticas de ataques nos últimos tempos
  • Quais consequências de não investir em segurança da informação
  • Como manter sua empresa segura?

O que é segurança da informação e sua importância para empresas de todos os tamanhos

A segurança da informação é um conjunto de medidas que visa a proteção de dados, sobretudo, os mais sensíveis, de empresas e usuários.

Em resumo, seu principal objetivo é mantê-los seguros contra invasões e demais ações maliciosas que ponham em risco a integridade, o valor e o sigilo desses materiais.

E é justamente essa a importância do tema. Afinal, a violação pode trazer prejuízos incalculáveis para a organização, além de manchar sua reputação no mercado.

Além disso, vale ressaltar que todas as categorias de dados são protegidas contra roubo e danos. Dentre estas, podemos destacar:

  • dados confidenciais;
  • informações de identificação pessoal;
  • informações de saúde;
  • propriedade intelectual;
  • dados e sistemas de informações (corporativas e governamentais).
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Conceitos básicos

De forma geral, a segurança da informação atual está baseada em três conceitos: disponibilidade, integridade e confidencialidade. Inclusive, recomenda-se que uma abordagem de proteção digital seja composta por diversas camadas, para repelir qualquer ataque cibernético.

Uma combinação entre software, firewalls e ferramentas de gestão, por exemplo, certamente ajudará sua companhia a eliminar malwares que tentem invadir os sistemas e dispositivos da sua empresa.

Contudo, ainda assim, a criação de uma rede de proteção cibernética eficiente está diretamente ligada aos três conceitos mencionados, usados como base para o desenvolvimento de uma estratégia multicamadas. Saiba mais sobre eles:

Integridade

O conceito de integridade está diretamente relacionado à confiabilidade das informações. Isto é, o principal foco é garantir que estas se mantenham inalteradas e tenham utilidade para a companhia.

A integridade é extremamente relevante no mundo corporativo, visto que as decisões precisam ser embasadas em noções precisas e concretas. Por esse motivo, qualquer interferência externa, por menor que seja, pode corromper os dados e levar profissionais a escolhas equivocadas, gerando perda de competitividade.

Disponibilidade

O conceito de disponibilidade tem como foco manter as informações acessíveis, ativas e prontas para uso, além de identificar quem pode acessá-las.

Hoje em dia, qualquer problema no bom andamento desse processo pode inviabilizar vendas, decisões, contratos e outras ações importantes, além de afetar o relacionamento com o cliente.

Confidencialidade

Por fim, o conceito de confidencialidade está relacionado com a privacidade dos dados, ou seja, a restrição do acesso. Nesse sentido, as medidas de proteção e prevenção de ataques são implementadas para garantir o sigilo total de informações sensíveis e evitar que ações maliciosas exponham os conteúdos e prejudiquem a organização.

Ataques mais comuns

Ataques cibernéticos são tentativas de acessar, de forma ilegal, computadores, sistemas, redes de computadores ou dispositivos móveis, a fim de causar danos. Em 2020, houve 8,4 bilhões de tentativas de invasão a companhias brasileiras.

Os cibercriminosos, também conhecidos como hackers, têm vários objetivos, como destruir, desativar, alterar, manipular, interromper, bloquear e, até mesmo, roubar dados. Para isso, podem agir em grupo ou individualmente, e tendem a usar diversas estratégias.

Confira quais são os ataques cibernéticos mais comuns aplicados em empresas nos dias de hoje.

DDoS

DDoS é a sigla de Distributed Denial of Service — Ataque de Negação de Serviço, em tradução livre. Ele é capaz de causar consequências devastadoras para as organizações, pois inunda os servidores web com solicitações que impedem que os usuários regulares se conectem à rede.

Com isso, o site da empresa fica inativo, danificando sua reputação e gerando insatisfação nos clientes, além de perda de dados e prejuízos financeiros.

Ransomware

No ransomware (resgate, em tradução livre), o sistema é “sequestrado” e mantido como refém até que a organização pague um valor para o invasor. Após o procedimento, o cibercriminoso envia instruções de como recuperar o controle.

Esse tipo de ataque, normalmente, ocorre por meio de anexos de e-mail ou sites que exploram fragilidades não resolvidas pela equipe de TI ou pelo fabricante do sistema.

Além disso, também pode envolver o envio de arquivos autorun, que migram de um sistema para o outro, por meio de pendrives conectados a vários computadores ou da própria rede interna da organização.

Phishing

O phishing é um tipo de ataque cibernético que também envolve o envio de e-mails que parecem confiáveis, mas não são. Envolvendo hacking e truque de confiança, é uma das formas mais utilizadas e simples de violar os dados de uma companhia.

Outro método de phishing é fazer uma pesquisa sobre um usuário ou grupo. Por exemplo, ao realizar uma pesquisa online, o hacker pode encontrar o e-mail do seu colega de trabalho e enviar uma mensagem que parece legítima.

Assim, ele é capaz de enganar e até mesmo induzir as vítimas a fazerem o download e a instalação de um malware, a fim de coletar materiais sigilosos da sua empresa.

Decoy

No decoy, o hacker desenvolve a simulação de um programa, como um aplicativo de banco, e induz o usuário a criar um login com senha. Dessa forma, ele armazena as informações e as usa posteriormente para realizar transferências, solicitar crédito imediato em nome da vítima e toda sorte de golpes financeiros.

DMA

O DMA (Direct Memory Access, ou Acesso Direto à Memória, em tradução livre) acessa a memória RAM do computador sem acessar o processador. Assim, o processamento e a taxa de transferência são acelerados, e o hacker invade os dados da memória RAM por meio de algum periférico, sem precisar de um software.

Importância em pequenas empresas

É um grande equívoco acreditar que apenas as grandes organizações são alvo de vazamentos de informações e ataques cibernéticos. Na verdade, as pequenas são as vítimas mais comuns, pois, como não se preocupam muito com as políticas de segurança da informação, são mais fáceis de serem violadas.

Inclusive, de acordo com um estudo da National Retail Federation, em torno de 90% das invasões têm como foco os sistemas de pequenas e médias companhias. 

Ainda assim, elas demonstram resistência em relação às tecnologias de proteção de dados. Nesse caso, firmar parcerias com especialistas em segurança cibernética e proteção avançada é uma alternativa mais acessível.

Indicadores e estatísticas de ataques nos últimos tempos

No primeiro semestre de 2021, as notificações relacionadas a ataques cibernéticos contra organizações brasileiras aumentaram em 220%, em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com o grupo Mz.

Segundo a pesquisa, as empresas de energia elétrica foram as que mais sofreram com atividades hackers. Já o setor de saúde foi o segundo mais afetado.

O estudo destaca também que 37% das notificações se referiam a “incidente cibernético na área de tecnologia da informação”. Além disso, o ransomware também foi citado no documento.

Já em fevereiro de 2022, foi divulgado que vírus, phishing, vishing e ransomware foram os ataques mais recorrentes, nos 12 meses anteriores, afetando 26% das companhias brasileiras, segundo a primeira Pesquisa Nacional BugHunt de Segurança da Informação.

Participaram do levantamento 58 empresas nacionais, com mais de 10 anos de atuação no mercado.

Vale ressaltar que grande parte dessas invasões está diretamente relacionada com as medidas restritivas impostas pela covid-19. Afinal, diversas organizações adotaram o home office e toda a equipe passou a acessar o ambiente corporativo por meio de redes domésticas.

Quais consequências e prejuízos podem surgir se não investir na segurança (indicadores, financeiros ou percentuais)

A falta de investimento em segurança da informação resulta em perdas financeiras, de credibilidade e problemas legais. 

Perdas financeiras: 

  • roubo de dados corporativos;
  • roubo de dinheiro;
  • perda de contratos ou negócios;
  • interrupções de negócios (como incapacidade de realizar transações online);
  • roubo de informações financeiras (como dados bancários ou números de cartões).

Perda de credibilidade:

  • perda de clientes;
  • redução de lucros;
  • perda de vendas;
  • falência.

Além disso, o impacto dos danos à reputação, em razão da falta de investimento em segurança, pode prejudicar até mesmo seus fornecedores, bem como sua relação com investidores, parceiros e terceiros que tenham envolvimento com os negócios.

Problemas legais

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) requer que sua organização gerencie todas as informações pessoais que possui, seja dos clientes ou da equipe. Caso elas estejam comprometidas de alguma forma, e você não tomar as medidas adequadas, poderá receber sanções e multas capazes de inviabilizar a continuidade do seu negócio.

Como manter sua empresa segura?

A segurança da informação é um dos pilares de organizações de qualquer porte, bem como envolve práticas que devem ser alinhadas e atualizadas frequentemente com todas as partes da empresa.

E é exatamente por esse motivo que investir em colaboradores e parceiros qualificados precisa ser uma prioridade para as companhias.

Pensando nisso, a Vivo Empresas está sempre atualizando suas soluções, e conta com serviços ideais para serem aplicados a diferentes processos, como o Vivo One, um atendimento consultivo, um a um e personalizado para sua organização.

Assim, você protege seu negócio contra ataques cibernéticos com quem mais entende de segurança da informação e conta com nossas soluções para resolver de forma prática e rápida problemas de infraestrutura como insuficiência do banco de dados, redundância de servidores, backups e mais.

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Até a próxima!

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