Melhorando o SOC através da orquestração e da automação de eventos

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O aperfeiçoamento dos sistemas de segurança da informação é uma necessidade constante no mundo corporativo. Dentre as melhores soluções que contribuem para esse propósito estão as ferramentas de orquestração, automação e respostas de eventos (SOAR).

Por meio delas, os processos e as tarefas do Centro de Operações de Segurança (SOC) são integrados e automatizados, proporcionando respostas ágeis e padronizadas aos incidentes. Esses recursos auxiliam o trabalho dos analistas de segurança, aumentando consideravelmente a proteção digital das organizações.

Saiba mais sobre a relação entre SOC, SOAR e como a tecnologia contribui para que as empresas respondam às frequentes ameaças virtuais. Aqui, você verá:

  • O que é SOC
  • Benefício do SOC para as organizações
  • O que é SOAR
  • Componentes do SOAR
  • Diferenças entre SOAR e SIEM
  • Como o SOAR pode auxiliar no SOC
  • Inovações tecnológicas trazem desafios e soluções à cibersegurança

O que é SOC

Com a aceleração do processo de digitalização das empresas, a proteção frente às ameaças cibernéticas torna-se cada vez mais necessária. Uma das respostas a esse problema é a implementação de um Centro de Operações de Segurança (em inglês, Security Operations Center, ou SOC).

Esse termo refere-se a uma plataforma que objetiva monitorar e responder às questões relacionadas à cibersegurança das empresas. Em outras palavras, é uma estratégia que utiliza recursos humanos e tecnológicos para defender os ativos digitais de uma organização.

O SOC, portanto, atua como central de proteção, que pode ter diferentes níveis, conforme a necessidade e a complexidade da companhia. Para isso, é necessária uma série de procedimentos, como o:

  • Monitoramento frequente das ferramentas de TI;
  • A análise periódica de vulnerabilidade;
  • Os meios de controle de acesso;
  • Definição de protocolos de resposta a ataques, entre outros.

A segurança digital vem ganhando relevância no mundo corporativo frente ao aumento dos incidentes online. Segundo o relatório Cyber Attack Trends: 2022 Mid-Year Report, divulgado em julho, os ataques cibernéticos ao nível global aumentaram 42% no 2º trimestre de 2022, em comparação ao mesmo período de 2021.

A preocupação dos empresários frente a esse problema reflete no crescimento do mercado de proteção online, conforme aponta o Global Cybersecurity Market Overview, divulgado em abril de 2022. De acordo com o estudo, o mercado de cibersegurança, avaliado em  125,5 bilhões de dólares em 2020, deve ter uma taxa de crescimento anual de 9% até 2025. 

Benefício do SOC para as organizações

Uma empresa que investe em um Centro de Operações de Segurança se torna muito mais preparada para se prevenir e reagir às ameaças virtuais, como os ransowares (sequestro de dados) e os ataques Distributed Denial of Service (DDoS). Sendo assim, confira, a seguir, os benefícios proporcionados pelo SOC.

Prevenção contra os crimes cibernéticos

É por meio de protocolos rígidos de controle de acesso à Computação em Nuvem, monitoramento dos recursos de TI, análise frequente de vulnerabilidade, entre outras medidas, que um negócio reforça suas defesas contra os ciberataques. Atuar para impedir que ocorram é muito mais eficaz do que agir após os incidentes.

Resposta imediata aos ataques

Com etapas bem definidas e a integração proporcionada pelo Centro de Operações de Segurança, a organização se torna preparada para reagir de imediato às possíveis falhas na proteção. Um ataque hacker que derruba um site por dias, por exemplo, pode custar milhões de dólares a uma empresa, como ocorreu no início de 2022 no Brasil.

Segurança no uso de recursos digitais avançados

A proteção virtual promovida pela SOC diz respeito, também, à segurança operacional de tecnologias de automação ligadas à rede, como as que envolvem a Internet das Coisas (IoT), a robótica e a inteligência artificial. Em atividades industriais, por exemplo, uma invasão aos sistemas pode trazer riscos ao processo produtivo.

Conformidade com a LGPD

Como preconiza a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), é dever das organizações proteger as informações pessoais de seus clientes, sob pena de multa. Em caso de invasão e roubo de dados devido a ataques virtuais, uma organização pode ser punida se for detectado que ela não tomou as medidas de segurança digital necessárias.

Tranquilidade ao gestor

Empresários que delegam a responsabilidade da cibersegurança a um Centro de Operações de Segurança têm mais tranquilidade para focar no crescimento da empresa. Protegido no ambiente online, o negócio ganha reputação e se torna muito mais competitivo.

O que é SOAR

Em síntese, Security Orchestration, Automation and Response (SOAR, diz respeito ao uso de recursos de orquestração da segurança, automação e resposta de eventos

Tudo isso em um contexto em que a proteção digital é uma atividade que demanda a contínua busca pelo aumento da eficiência operacional do SOC, em conjunto com a redução dos custos desse processo. 

Neste sentido, o termo “SOAR” foi proposto pela consultoria Gartner e pode ser definido, conforme o próprio glossário da empresa, como “tecnologias que permitem às organizações coletar entradas monitoradas pela equipe de operações de proteção”. 

Dessa forma, essas ferramentas otimizam o acompanhamento, a análise e a triagem das ciberameaças. Isso proporciona aos profissionais de TI grande auxílio para responder de maneira padronizada aos incidentes de forma ágil e eficiente, mesmo em sistemas complexos.

Assim, por meio do uso de softwares que executam essas tarefas, o Centro de Operações de Segurança se equipa para resguardar os ativos digitais de uma organização com mais assertividade.

Por conta dos benefícios gerados por esses procedimentos, o mercado  de orquestração de segurança, automação e respostas tem uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) estimada em 15,58% para o período 2022-2028. É isso que afirma Global Security Orchestration Automation and Response (SOAR) Market Report, da Brend Essence, publicado em fevereiro de 2022.

O valor avaliado do setor em 2021, conforme estudo, foi de 1,16 bilhões de dólares, devendo atingir a marca de US$3,19 bilhões até os próximos anos.

Componentes

Assim como a sigla indica, o SOAR é composto por três frentes: orquestração, automação e resposta. Vamos explorar, a seguir, a diferença entre cada uma delas.

Orquestração de segurança

A orquestração refere-se à conexão e à integração entre todas as ferramentas e os sistemas de segurança. É, portanto, a fase de gerenciamento de ameaças, responsável por otimizar os fluxos de trabalho e possibilitar a automação das tarefas.

Automação

O componente da automação pode ser definido como a execução por conta própria, conforme configuração, de uma única demanda. Diferente da orquestração, que diz respeito aos processos, tal conceito faz referência às tarefas executadas de forma padronizada, conforme orientação dos sistemas de TI.

Resposta

Embora esse termo dê a impressão de apontar para as ações responsivas relacionadas às ameaças, a resposta é um conceito muito mais amplo. Ele refere-se não somente ao combate aos incidentes mas também ao planejamento, ao gerenciamento de casos, à triagem dos alertas de segurança e ao rastreamento das execuções.

As tecnologias de resposta, portanto, possuem grande capacidade analítica e de compilação de dados que suportam as estratégias de priorização dos riscos e das ações corretivas.

Diferenças entre SOAR e SIEM

De maneira geral, as plataformas SIEM, por meio de análises de eventos e dados de registros (logs), emitem alertas e relatórios em tempo real, monitorando ameaças e correlacionando eventos para responder aos incidentes. 

As ferramentas de SOAR estão intimamente relacionadas com as tecnologias de Gerenciamento de Informações de Segurança e Gerenciamento de Eventos de Segurança, conhecidas pelo acrônimo SIEM. Isso porque elas são responsáveis, por exemplo, por verificar tentativas anormais de login em rede, indicando possíveis riscos de invasões.

Para que a resposta a esses avisos ocorra de maneira automática, entram em cena os softwares SOAR. Com eles, o fluxo de trabalho pode ser automatizado, criando respostas padronizadas para os alertas do SIEM. Isso desafoga o trabalho manual dos analistas de segurança, sem deixar de lado a investigação humana em incidentes que precisam ser aprofundados.

Como o SOAR pode auxiliar no SOC

Conforme o avanço da digitalização nas empresas e a sofisticação das ameaças cibernéticas, a segurança da informação demanda cada vez mais investimento em recursos técnicos e humanos. O conjunto de recursos para proteger um sistema surge, justamente, para otimizar o trabalho do SOC, tornando as operações mais automatizadas e organizadas, da prevenção ao combate.

Isso se torna extremamente importante, por exemplo, em organizações que dependem da Computação em Nuvem. Com mais esse ponto de entrada para gerenciar, aumenta-se a demanda de trabalho do Centro de Operações de Segurança, que pode enfrentar dificuldades se precisar monitorar os sistemas manualmente.

Dessa forma, investir em ferramentas de SOAR traz diversos benefícios às organizações, por exemplo:

  • integração dos processos de segurança;
  • automação das tarefas;
  • padronização das respostas;
  • agilidade na investigação de incidentes;
  • alívio do trabalho humano;
  • aumento da segurança digital da organização como um todo.

Inovações tecnológicas trazem desafios e soluções à cibersegurança

É imperativo, hoje em dia, o posicionamento online de qualquer tipo de negócio. Entretanto, à medida que uma empresa avança no processo de digitalização, aumenta-se, também, os riscos das ameaças virtuais.

Ferramentas cada vez mais utilizadas, como a Computação em Nuvem e, em organizações mais sofisticadas, a IoT, criam, portanto, ainda mais desafios à cibersegurança. Soma-se a esse processo a expansão do 5G, que amplia o alcance, a velocidade da conexão e, consequentemente, a vulnerabilidade dos sistemas.

Dessa forma, o advento dos recursos SOAR demonstram como a inovação se torna crucial para a adequação dos negócios às transformações do mercado. Com o uso das melhores soluções, o grau de proteção digital aumenta consideravelmente, contribuindo para que as atividades da organização ocorram normalmente.

Vale salientar, ainda, que não somente bancos, empresas e grandes organizações são alvos de ataques virtuais. Conforme aponta estudo da Kaspersky, divulgado em junho de 2022, houve um aumento médio de 41% das tentativas de golpes contra pequenas e médias empresas brasileiras, na comparação com o ano anterior.

Coloque a sua companhia como prioridade

Para que seu negócio não seja vítima desse processo, o investimento em tecnologias de proteção digital é essencial. Nesse sentido, um produto que traz grandes contribuições às empresas é a Segurança Gerenciada da Vivo Empresas.

Essa solução oferece apoio remoto de um SOC para a gestão de dispositivos e políticas de segurança. Isso significa o acompanhamento contínuo da proteção de sua organização, com notificações de incidentes em tempo real por meio da plataforma SIEM. 

O serviço também inclui a análise de regras dos equipamentos que evitam riscos e a gestão de vulnerabilidade, com classificações conforme o nível de criticidade.

A Segurança Gerenciada faz parte do portfólio da Vivo Empresas para TI. São produtos que apoiam os gestores na resolução de inúmeros desafios e podem ser aplicados conforme a necessidade e em organizações de todos os portes.

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Até a próxima!

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