Economia global e metaverso: saiba mais sobre essa relação

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Próxima evolução da internet e aposta de empresas como o conglomerado responsável por Facebook, WhatsApp e Instagram, o metaverso está em destaque. O projeto, que conjuga rede social e realidades mistas (AR e VR), assume muitas formas. É de se esperar, portanto, que esse ambiente virtual e imersivo tenha também um impacto relevante na economia global.

Seu ambiente econômico ainda está em construção, com companhias tateando e começando a marcar presença. No entanto, é esperado que as inovações impactem o mundo real, atuando, por exemplo, na geração de oportunidades de emprego e na formação de indústrias especializadas.

Além disso, esse contexto atrai, ainda, atenção para algumas tecnologias que estão ajudando a revolucionar o sistema financeiro mundial. Isso vai desde o uso de uma base em blockchain até a adoção de criptoativos, passando por um cenário de tokenização. 

Neste artigo, você vai entender melhor o assunto e alguns de seus desdobramentos.

  • O que é o metaverso hoje 
  • Impacto do conceito na economia global
  • O papel de NFTs, criptoativos e blockchain
  • O que empresas podem fazer no metaverso
  • Pontos de atenção no ambiente virtual
  • O que é e como funciona a distributed cloud 
  • Quais as principais vantagens para o seu negócio
  • Como ela se diferencia das soluções de nuvem hoje disponíveis
  • A diferença entre nuvem distribuída e edge computing 
  • A aplicabilidade prática por meio de exemplos

O que é o metaverso hoje 

Apesar de estar nos holofotes nos últimos tempos, o conceito de metaverso não é novo. A ideia consiste, basicamente, na criação de universos online que reproduzem cenários, objetos e experiências da vida real. Há 17 anos, o Second Life já faz isso de alguma forma. Na plataforma, é possível criar um avatar para se representar, interagir com outras pessoas e navegar por diferentes ambientes e comunidades, participando de reuniões e tendo encontros virtuais.

A diferença para o conceito discutido e trabalhado hoje por empresas como Meta, Microsoft e Disney são as possibilidades que os avanços tecnológicos abrem para a área.

Essas inovações são possíveis graças a soluções como machine learning, cloud computing e internet das coisas (IoT), que aprimoram a experiência nesse universo digital, ampliando as oportunidades de vivências e, claro, de negócios. 

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Impacto do metaverso na economia global

Para a Morgan Stanley, o metaverso provavelmente se tornará a plataforma de mídia social, streaming e jogos da próxima geração, como mostra uma matéria da Forbes de novembro de 2021. 

Segundo a consultoria, esse universo digital será explorado, inicialmente, pela publicidade e e-commerce para produtos e compras offline. Trata-se de uma oportunidade de monetizar gastos dos consumidores em segmentos diversos, que vão de jogos e vestuário a automóveis, imóveis e entretenimento, movimentando valores que podem chegar a US$ 8 trilhões. 

Mas esse é um mercado que vai além do uso de tokens não fungíveis (NFTs) para adquirir objetos e terrenos virtuais.

Com o apoio de soluções tecnológicas cada vez mais avançadas, a expectativa é de que, em um futuro breve, os usuários possam frequentar shows ao vivo em qualquer lugar do mundo, testar carros e reformar suas casas. O potencial, de acordo com a consultoria, é desbloquear US $5 trilhões adicionais em gastos relacionados a experiências mais imersivas.

Expansão de possibilidades de consumo

O metaverso apresentado hoje por companhias como Microsoft, Meta e Decentraland tem, entre seus principais focos, promover a conexão interpessoal. E, também, quebrar potenciais barreiras, como Mark Zuckerberg defende em sua visão para a criação do universo de sua empresa, antes chamada Facebook.

Na prática, a ideia é que, com a democratização de tecnologias como realidade virtual, realidade aumentada e devices para imergir nesse mundo, como óculos inteligentes, as possibilidades de interação se expandam. 

Mas, hoje, já é possível participar de reuniões online com um avatar, experimentar novos produtos e, até mesmo, desfrutar de serviços customizados virtualmente, sem nenhum deslocamento físico

Um planeta sem barreiras econômicas

É fato que o metaverso é um território ainda inexplorado. Nesse universo digital, empresas de diferentes países podem participar de uma mesma economia, sem as tradicionais barreiras comerciais impostas no mercado tradicional.

Na teoria, o mundo pode negociar de maneira livre, sem lidar com restrições geográficas. No entanto, ainda não é muito certo o impacto que tratados comerciais entre nações terão nessa realidade virtual.  

Ainda assim, é possível vislumbrar um cenário em que haverá mercados de trade e bolsas de valores criadas no metaverso e, consequentemente, disponíveis a investidores de qualquer lugar do planeta, ampliando a gama de possibilidades de uma forma que não seria possível no mundo real. 

É aqui que entra a nuvem distribuída, conseguindo alocar a carga de trabalho onde realmente é necessária e no momento certo. Por vezes, um administrador precisa somente de uma informação específica para rodar determinada aplicação ou fazer funcionar um dispositivo. Se esses dados estiverem perto e já particionados em pequenas nuvens especializadas e mais próximas, haverá ganho na eficiência.


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O papel de NFTs, criptoativos e Blockchain no metaverso

No metaverso, a moeda digital é utilizada para comprar o que o usuário quiser, tal qual no mundo real. Nesse cenário, é essencial entender o papel de NFTs e blockchain, para ter uma visão das possibilidades desse universo digital e seu impacto na economia global. 

A descentralização é uma importante característica do metaverso, de onde se entende a importância da tecnologia blockchain. Dentre as plataformas que têm arquitetura baseada nessa solução, estão os universos The Sandbox e Decentraland.

Os imóveis nestes mundos virtuais podem ser comprados e vendidos com criptomoedas e comercializados como NFTs. Essas características garantem que permaneçam não intercambiáveis ​​e mantenham seus valores.

Ou seja, mais do que um espaço para interação e conexões sociais, o metaverso também é um ambiente para compras, em que monetização é a palavra de ordem. Tendo as criptomoedas como base, é possível pagar menos de um centavo por alguns itens, o que torna certas negociações atrativas para os usuários.

Criptoativos como moeda de troca

No universo digital, os criptoativos funcionam como mecanismo de transferência de valor, bem como de comprovação de propriedade. No metaverso do game “The Sandbox”, a criptomoeda SAND permite que os jogadores criem seus próprios itens, os transformem em NFTs e, depois, os vendam em marketplaces especializados.

Da mesma forma, a Decentraland também usa moedas e ativos para impulsionar seu mundo virtual. É possível, então, comprar e monetizar imóveis no ambiente criado pela empresa. Um terreno virtual, que só existe nesse universo, se tornou o mais caro da história. O espaço foi vendido por 618.000 MANA, a moeda do jogo, algo equivalente a US$ 2,4 milhões. 

A economia nesse ambiente, portanto, depende quase que inteiramente de blockchain e ativos relacionados, como criptomoedas e NFTs. Pode ser que, no futuro, todos os metaversos se tornem apenas um, convergindo os já criados e os que ainda estão por vir.

De qualquer forma, empresas devem trabalhar desde já com a possibilidade de comprar NFTs de propriedades em universos online. Dessa maneira, podem criar seus próprios espaços de realidade virtual, ou, até mesmo, disponibilizar aos seus clientes catálogos de produtos e serviços com valores em criptomoedas.

Possibilidades para empresas no metaverso

Quando o assunto é o impacto desses espaços digitais para a economia global, é essencial pensar em possibilidades para empresas e até que ponto suas ações no virtual podem ter impacto nos resultados no mundo real. 

Um negócio pode abrir uma loja em multiverso ou divulgar sua marca por lá. Em menor escala, é possível, também, agendar reuniões em espaços virtuais ou aproveitar o ambiente para fins de treinamento de funcionários.

Marcas como Nike, Itaú e Vans estão entre as que já marcam presença no metaverso. Dentre seus principais objetivos, estão monetizar NFTs, criar novas possibilidades de conexão com os clientes e, ainda, reforçar um posicionamento de inovação.  

Venda de ativos como NFTs

Empresas podem usar o metaverso como plataforma para vender ativos como NFTs, o que impacta a economia global. Arte digital e GIFs já são comercializados dessa forma. No entanto, muitas companhias enxergam oportunidades de se posicionarem como inovadoras. Um exemplo é a GAP, que lançou, em janeiro de 2022, NFTs de seus moletons para estimular “comunidade, criatividade e autoexpressão”. 

Produtos e serviços para o metaverso

É natural que o metaverso tenha requisitos próprios para os produtos e serviços oferecidos no espaço digital. Nesse sentido, é importante que as empresas tenham atenção às tendências para adaptar suas ofertas para o mundo virtual. 

A Nike, por exemplo, investiu em uma fabricante de tênis para o digital. Na Nikeland, usuários podem customizar sua aparência, jogar e exibir itens colecionáveis em um showroom totalmente digital.

Publicidade de produtos reais com apoio de RV

O metaverso pode levar ao crescimento de negócios e ter um consequente impacto econômico com o apoio da realidade virtual. Anúncios em outdoors e marketing em jogos estão entre as opções para empresas surfarem nessa tendência.

Evolução do metaverso passa pela tecnologia

Se hoje, o metaverso já é uma realidade, a expectativa é de expansão, principalmente com a chegada da chamada web 3.0, que conjuga uma série de tecnologias, como big data, cloud computing e machine learning. 

O advento da tecnologia 5G também facilitará a esperada migração das reuniões virtuais corporativas para espaços 3D, com os usuários usando seus avatares digitais. A conexão rápida permitirá uma interação sem obstáculos. 

Indo além, a expectativa é de que os usuários vivam parte do seu dia dentro de ambientes virtuais, o que por si só já exigiria uma captação de dados como nunca vista antes. 

Pontos de atenção no ambiente virtual

No metaverso, é importante entender de finanças, pois, nesse mundo virtual, há muitas  movimentações financeiras, que impactam de alguma forma a economia global.

Ao conectar diferentes modelos econômicos e usar tokens ligados a uma identidade digital, que podem transitar por diferentes espaços, o metaverso oferece uma série de possibilidades. No entanto, há pontos de atenção, principalmente por conta dessa descentralização.

Afinal, é fato que esse novo espaço também levará a questões legais, que irão requerer cada vez mais foco das empresas. Os comportamentos de funcionários no mundo digital e a definição do que é propriedade, por exemplo, devem ser acompanhados de perto para que possíveis adaptações possam ser feitas. 

Por mais que o metaverso não seja indispensável para a web 3.0, ele reforça o conceito. Nesse sentido, a tecnologia é essencial para que essa tendência promissora evolua e chegue a um número maior de pessoas. 

Para habilitar esse cenário, a Vivo Empresas conta com um extenso portfólio de produtos e serviços, composto por soluções digitais baseadas em cloud computing e 5G, entre outras tecnologias da nova geração, que aproximam os universos virtuais da realidade.

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