Fazenda conectada: como a tecnologia favorece o uso do solo

21/12/2020 às 8:04

Uma fazenda conectada ganha em produtividade, economia, sustentabilidade e agilidade. Isso porque máquinas e equipamentos operando em rede são capazes de captar e processar dados. Com isso, identifica pontos de melhoria, favorece o uso inteligente do solo e facilita o desenvolvimento de processos repetitivos. Trata-se de uma tendência (cada vez mais urgente) no agronegócio.

Equipar com dispositivos e sistemas depende da implementação de uma infraestrutura de conectividade, que é o elo entre todos eles. A boa notícia é que há diversos serviços voltados especialmente às produções agrícolas, assegurando eficiência ao campo. 

Neste artigo, portanto, mostraremos justamente como implementar tudo isso na prática. Veja também:

  • Por que a conectividade é tão importante para o agronegócio;
  • Evolução do setor;
  • Tecnologias que otimizam o solo.

Por que a conectividade é tão importante para o agronegócio

O setor agrícola mudou drasticamente nos últimos anos. E a tecnologia tem uma grande parcela de responsabilidade nisso. Os avanços nos maquinários, por exemplo, expandiram a escala, a velocidade e a produtividade no campo. Desse modo, os cultivos ganharam em termos de eficiência e assertividade.

Homem usando drone no agronegócio
Agronegócio passou por muitas mudanças nos últimos anos 

Recursos inovadores também permitiram que o segmento tivesse sementes, sistemas de irrigação e fertilizantes melhores, favorecendo a produtividade. Na fase atual, entretanto, a consultoria McKinsey destaca que outros dois elementos estão no centro da evolução do setor: os dados e a conectividade.

Inteligência Artificial, análises, sensores conectados e outras tecnologias emergentes podem ampliar os rendimentos, melhorar a eficiência da água e outros insumos, fortalecendo a sustentabilidade e a resiliência em todo o cultivo de safras e pecuária“, divulgou a consultoria global em uma pesquisa sobre o tema.


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O estudo mostrou que se a conectividade for implementada com sucesso na agricultura, o Produto Interno Bruto (PIB) mundial teria um acréscimo de US$ 500 bilhões até 2030. São 9% a mais do que o valor total esperado, o que reduziria a pressão sobre os agricultores e favoreceria o agronegócio em geral.

“Sem uma infraestrutura de conectividade sólida, nenhum avanço ou ganho financeiro representativo é possível.”

Fonte: McKinsey.

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Fazenda conectada: estamos evoluindo?

A consultoria destaca que, ao mesmo passo em que a demanda por alimentos cresce, o setor agrícola enfrenta restrições no que diz respeito às terras e aos insumos. 

Tal cenário se repete com o abastecimento de água, que deve sofrer uma forte queda nos próximos anos. E ainda: as pressões ambientais estão cada vez mais frequentes.

Todas essas características exigem do segmento maior inteligência e assertividade, sobretudo porque grandes extensões de terra estão degradadas. 

Para lidar com todas essas questões sem abalar o setor, é fundamental abraçar uma transformação digital viabilizada pela conectividade

Fonte: McKinsey.

São as ferramentas tecnológicas sofisticadas, segundo a pesquisa, as soluções capazes de garantir os ganhos em produtividade necessários. Isso porque captam e processam dados que suportam tomadas de decisão mais assertivas, permitindo melhor gerenciamento de riscos.

Em primeiro lugar, a indisponibilidade de internet em áreas rurais sempre foi um dos principais entraves do processo de digitalização do campo. No entanto, o avanço das conexões móveis tem possibilitado a democratização do uso. Até 2030, por exemplo, a McKinsey prevê que a cobertura será de 80% em todas as áreas rurais do mundo.

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Como a conectividade favorece o uso do solo

Uma fazenda conectada é capaz de otimizar processos que influenciam diretamente na qualidade da terra (elemento essencial para a produtividade). Mostramos, a seguir, exemplos de como isso acontece na prática:

Monitoramento

Dispositivos inteligentes, como câmeras e sensores, podem observar as condições do solo constantemente, identificando a necessidade de irrigação e de acréscimo de nutrientes. 

Além disso, ao cruzarem tais informações com previsões meteorológicas, por exemplo, conseguem contribuir com a dosagem da quantidade de água, o que naturalmente favorece a economia nas plantações.

Tais equipamentos ainda conseguem obter imagens de locais de mais difícil acesso, o que ajuda os profissionais a identificarem doenças ou pragas. Dessa forma, a tomada de decisões é embasada por informações acuradas e sempre atualizadas. 

Em relação à colheita, os dados captados permitem ao agricultor saber se está no momento certo. Ou seja, se a cor das frutas ou o teor de açúcar, entre outros aspectos, estão satisfatórios.

Gestão dos armazéns

Chips e sensores monitoram os níveis e também as condições das colheitas, contribuindo para uma gestão eficiente do estoque. Isso ajuda a reduzir os custos do processo de produção, além de evitar perdas.

Tais recursos também contribuem no sentido de identificar se esses espaços têm as condições necessárias, como temperatura e iluminação adequadas, indicando quando é possível reduzir o consumo de luz ou água. De acordo com a McKinsey, o uso de soluções do gênero pode garantir uma economia ao setor de até US$ 60 bilhões até 2030.

Drones

Utilizados por muitos produtores, os drones têm agregado cada vez mais funções e possibilidades ao segmento. O equipamento consegue, hoje, sobrevoar lavouras e rebanhos em tempo recorde, retransmitindo dados em tempo real para outros dispositivos e sistemas conectados.

Além disso, são capazes de otimizar a aplicação de fertilizantes, nutrientes e pesticidas, quando necessário e em tempo recorde. Sendo assim, liberam os agricultores para outras atividades, garantindo economia de recursos e esforços.

Automatização

O uso de máquinas automatizadas é cada vez mais recorrente no agronegócio. Os produtores podem operá-las, inclusive, a distância, simultaneamente. Por serem eficientes e precisas, proporcionam a economia de recursos e a otimização do solo, sempre com um ótimo rendimento.


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Esse tipo de tecnologia, segundo a McKinsey, será capaz de gerar ganhos de até US$ 60 bilhões até 2023 ao setor.

Concluindo

Dispositivos operando em rede garantem uma produção mais otimizada e assertiva, o que influencia diretamente a qualidade do solo. No entanto, para que eles possam atuar, é necessário prever uma infraestrutura de conectividade robusta, capaz de ligar todas as pontas do processo. 

A boa notícia é que o setor tem vivido uma grande evolução no que diz respeito à disponibilidade de internet e à implementação de recursos tecnológicos no campo.

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Até a próxima!

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